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Antiga moeda de Portugal. Quando el-rei D. Duarte mandou bater uma moeda que chamaram reais brancos, parece que mandou bater outra moeda, a que chamou pretos, dez dos quais valiam um real branco, porque já que se mudavam os soldos em reais brancos, pareceu conveniente que se mudassem os dinheiros em pretos, e este nome preto parece que foi posto por diferença dos brancos, e deviam também ser mais pretos porque não teriam a liga de metal ou de estanho, como tinham os brancos. A valia que estes primeiros pretos tinham conforme à nossa moeda, é a mesma de um seitil, e quatro cincoentavos de seitil porque a mesma ordenação diz que um real destes brancos valia dez seitis e quatro quintos de seitil e como dez pretos valiam um real branco, bem se insere que um preto destes primeiros valia um seitil, e o que lhe cabia dos quatro quintos de seitil que são quatro cincoentavos de seitil<ref>Bluteau, ''Vocabulario Portuguez e latino'' (Tomo VI: P), 727.</ref>.
Antiga moeda de Portugal. Quando el-rei D. Duarte mandou bater uma moeda que chamaram reais brancos, parece que mandou bater outra moeda, a que chamou pretos, dez dos quais valiam um real branco, porque já que se mudavam os soldos em reais brancos, pareceu conveniente que se mudassem os dinheiros em pretos, e este nome preto parece que foi posto por diferença dos brancos, e deviam também ser mais pretos porque não teriam a liga de metal ou de estanho, como tinham os brancos. A valia que estes primeiros pretos tinham conforme à nossa moeda, é a mesma de um seitil, e quatro cincoentavos de seitil porque a mesma ordenação diz que um real destes brancos valia dez seitis e quatro quintos de seitil e como dez pretos valiam um real branco, bem se insere que um preto destes primeiros valia um seitil, e o que lhe cabia dos quatro quintos de seitil que são quatro cincoentavos de seitil<ref>Bluteau, ''Vocabulario Portuguez e latino'' (Tomo VI: P), 727.</ref>.


==Referências bibliográficas==
==Notas==  
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==Bibliografia e Fontes==
==Bibliografia e Fontes==
*Bluteau, Rafael. ''Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos...'' Tomo VI: Letra O-P. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.  
*Bluteau, Rafael. ''Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos...'' Tomo VI: Letra O-P. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.  

Edição atual desde as 08h45min de 18 de agosto de 2022

Antiga moeda de Portugal. Quando el-rei D. Duarte mandou bater uma moeda que chamaram reais brancos, parece que mandou bater outra moeda, a que chamou pretos, dez dos quais valiam um real branco, porque já que se mudavam os soldos em reais brancos, pareceu conveniente que se mudassem os dinheiros em pretos, e este nome preto parece que foi posto por diferença dos brancos, e deviam também ser mais pretos porque não teriam a liga de metal ou de estanho, como tinham os brancos. A valia que estes primeiros pretos tinham conforme à nossa moeda, é a mesma de um seitil, e quatro cincoentavos de seitil porque a mesma ordenação diz que um real destes brancos valia dez seitis e quatro quintos de seitil e como dez pretos valiam um real branco, bem se insere que um preto destes primeiros valia um seitil, e o que lhe cabia dos quatro quintos de seitil que são quatro cincoentavos de seitil[1].

Notas

  1. Bluteau, Vocabulario Portuguez e latino (Tomo VI: P), 727.

Bibliografia e Fontes

  • Bluteau, Rafael. Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos... Tomo VI: Letra O-P. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.