Palácio Quintela

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TESTE

Palácio Quintela

Historial

Descrição

Pintura

Escadaria Principal

Pintura das paredes e dos tectos da autoria de António Manuel da Fonseca, feita em 1822 e restaurada pelo mesmo autor em 1878.

Descrição em Viterbo: "Na parede que se eleva do primeiro patamar da escada, toda de mármore, e de cada lado de uma grande janella de arco perfeito, fechada por vidros de Veneza córados, vê-se, do lado direito de quem soba, Hercules subjugando o Touro de Creta, e da esquerda o Leão de Nemea; e na parede do ultimo patamar, do lado direito da porta da entrada para a grande sala octogona, Hercules esmagando em sues braços a Anteu, filho da Terra, e do lado esquerdo dando a morte ao gigante Cáco. Por cima d'estes quadros, e entre as janellas lateraes e grandes espelhos reproduzindo essas janellas, estam diversas allegorias pintadas a claro-escuro, assim dispostas: por sobre o Leão da Nemea, a Terra em um carro puchado por duas serpentes, por sobre o Touro de Creta, Venus no seu carro tirado por pombas; sobre a 1ª porta lateral, á esquerda, o Carro de Apollo puchado por dois cavallos brancos; entre essa porta e a principal O de Mercurio tirado por dois gallos; entre esta porta e a 2ª lateral O carro de Juno com os pavões; e em seguida O de Diana a quatro cavallos brancos. Entre as humbreiras d'aquellas janellas quatro figuras de Deuses mythologicos representam os quatro elementos da velha theoria philosophica, o fogo, a agua, a terra e o ar (Jupiter ou Zeus, Neptuno, etc.)"

"A facha, que passa por baixo das janellas, é de diversos arabescos, sendo os centros formados de meninos nús com a maça de Hercules e cornucopias."

"No centro do tecto está pintada a Apotheose de Mercurio, que tem na mão esquerda um pomo de oiro (laranja), sobraçando com a direita o caduceu e um Cupido.[1]".

Capela

Dois medalhões da pintados por António Manuel da Fonseca, um com uma cabeça de Cristo, outro com uma cabeça da Virgem.

Sala Romana

Pintura das paredes e dos tectos da autoria de António Manuel da Fonseca, feita em 1822 e restaurada pelo mesmo autor em 1878.

Descrição em Viterbo: "pinturas nas paredes principaes figurando dois grandes pannos de Raz, onde se acham representadas as seguintes scenas da historia da primitiva Roma: do lado direito de quem entra e na parede lateral, entra a porta-norte e o canto da sala, grandes jogos romanos, a que foram attrahidos os Sabinos, e em seguida, na parede do fundo, o Rapto das Sabinas; do lado esquerdo, e ainda na parede do fundo, a Guerra entre os Sabinos e os Romanos (...), e em continuação na parede lateral, entre o canto e a porta sul, a Paz de Lacio, firmada por accordo entre Tacio e Romulo." no sobre-portas "assumptos, a claro escuro, da historia Romana, principalmente dos costumes dos consules, lictores, etc."

Entre a janela e a porta do lado norte retrato de António Manuel da Fonseca "muito jovem e em corpo inteiro, vestido á romana, tendo na mão direita uma folha de papel desenrolada com um projecto de pinturas, provavelmente o das pinturas a executar na sala, e com a mão esquerda como que mostrando esse mesmo plano. Por baixo da indicada folha de papel vê-se uma especie de lapide com a seguinte inscripção em caracteres romanos: Antonius Em-/manuel a Fonce-/ca, Pictor Lusi-/tanus. Anno 1822/; e em seguida, em letra aldina manuscripta, e feita muito posteriormente áquella, este distico: Forão restauradas estas/pinturas em 1878, pelo mes/mo autor; tendo d'idade/ 81 annos; por baixo da lapide vê-se a paleta com os pinceis e o torso de uma estatua partida." e do lado sul retrato do arquitecto da casa, também com vestuário romano, achando-se sobre o fuste de uma coluna truncada a seguinte inscrição: "Joannes/Baptista/Hilbrath,/Archite-/ctus Ro-/manus. No rodapé: armas, armaduras e apetrechos bélicos antigos."

No tecto "ao centro, (…), em um grande medalhão, a Apotheose de Romulo, tendo aos lados, na parte concava do tecto, logo por cima da sanca, dois medalhões mais pequenos, tambem a fresco e a claro escuro, representado: o que fica sobre a janella principal a Allegoria da lenda da Loba amamentado Romulo e Remo, e o que se vê por cima da porta de entrada da sala octogona Acca Laurentia, mulher do pasto Faustulo, tambem conhecida por Loba, tendo aos peitos os dois gemeos citados e ao lado o pastor seu marido[2]".

Gabinete do lado sul

Tecto pintado por António Manuel da Fonseca em 1822, representa Minerva em corpo inteiro, vestida da Palas e sentada sobre uma nuvem, tendo na mão esquerda duas coroas de louro e do lado direito um pequeno Cupido que lhe apresenta o "mocho da ciência" pousado sobre a sua mão direita[3].

Sala de jantar

Paredes e tecto pintados por António Manuel da Fonseca em 1822, restaurada em 1877.

"Assumptos de paizagens dos arredores de Roma e o aspecto da Basilica de S. Pedro e do Palacio do Vaticano. Do lado direito de quem entra a porta principal vê-se uma scena de trabalho de vindima, levando os homens cachos de uvas que deitam para dentro de uma dorna; e do lado esquerdo da mesma porta uma dança popular junto a umas ruinas de aqueducto. Ainda d'este lado, sobre a parede lateral, entre o canto e a porta-norte, uma camponeza ao pé de uma fonte enchendo de agua um cantaro, e, por baixo da bica, junto ao pequeno frontão da mesma fonte, a seguinte inscripção em letra aldina: Antª Mel da/ Fonca. Pinct./ e a seguir pela parte de baixo e em letra manuscripta commum: Reformada/pelo mesmo au-/tor em 1877./ Entre a citada porta e a primeira janella está representada a Basilica de S. Pedro com a sua grande praça e no ultimo plano á direita o Vaticano, como que vistos por sobre o gradil de um jardim, onde estam tocando uns musicos ambulantes com um macaco, a que uma creancinha offerece um cacho de uvas. Entre a terceira janella e a porta sul vê-se uma mulher do campo sentada, tendo ao lado esquerdo um capaz com uvas, de onde tirou um cacho que dá a uma creança que está encostada sobre o regaço. Entre esta porta e o canto ha uma scena de idylio entre uma camponeza e um guarda campestre encostado á espingarda."

"As sobre-portas, em numero de quatro, pois uma das janellas, a fronteira à porta principal, é de sacada para uma escada que dá para o jardim, representam Leda deitada em diversas posições offerecendo nectar a Jupiter transformado em cysne branco de azas levantadas, que se reproduz dois a dois em cada vão, formando como que os ornatos superiores das humbreiras das portas."

No tecto está representada Hebe sentada sobre o dorso de uma grande águia (Júpiter disfarçado), de cujo bico pende o lustre da sala. Hebe tem, na mão direita, uma taça oferecendo ambrosia e ao seu encontro um pequeno Cupido com um açafate de flores e frutas à cabeça[4].

Saleta sobre o terraço

A pintura das paredes é de António Manuel da Fonseca, feita em 1822, "representa um boudoir, em cujas paredes se mostram seis raparigas, serviçaes talvez, por entre umas columnatas encimadas de caryatides apresentando varios adornos de toilette: uma caixa com escovas para cabello, fitas, plumas, leques, collares, joias, etc." e sobre as portas "sobre bambinellas a azul e branco, no estylo imperio, grinaldas de rosas e emblemas amorosos, e uma pyra em frente da janella[5]".

Sala Principal ou Sala Camoniana

As paredes estão decoradas com pintura a óleo da autoria de Cirilo Volkmar Machado, representando "o Concilio dos Deuses, segundo o texto dos Lusiadas, vendo-se ao fundo do quadro e a perder-se no horizonte As naus portuguezas sob o mando de Vasco da Gama pra o descobrimento do caminho maritimo das Indias". A claro-escuro, em volta, no rodapé, vêem-se três medalhões figurando assuntos camonianos: a Audiência do Rei de Melinde, Desembarque em Calecute e Ilha dos Amores[6].

Notas

  1. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 69-70.
  2. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 71.
  3. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 71.
  4. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 72.
  5. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 73.
  6. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 [2ª série]), 73.

Bibliografia

  • Viterbo, Francisco de Sousa, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1906 (2ª série).

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