Afonso Gonçalves (1)

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Afonso Gonçalves (1)
Nome completo Afonso Gonçalves
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) Jorge Afonso (1)
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido


Biografia

Dados biográficos

Irmão do pintor Jorge Afonso.

Carreira

Carpinteiro de maçonaria.

A 2 de Agosto de 1518, testemunha no contrato em que Bartolomeu Fernandes se comprometeu a fazer a pintura do coro da igreja de Santo António, redigido por Jorge Afonso.

A 30 de outubro 1519, foi celebrado entre Afonso Monteiro e Afonso Gonçalves um contrato para fazer os “peais” e grade para o retábulo da Conceição que Jorge Afonso havia de pintar. Jorge Afonso, que aqui é identificado como irmão de Afonso Gonçalves], assina como testemunha.

Segundo o documento Afonso Gonçalves "fara a dita grade em que se adasantar o dito rretauollo doutra maneira segundo se agora custuma e que se posa armar e desarmar o dito rretauollo" e ficou de "aquerçentar neste mesmo rretauollo de quada jlharga dous palmos e meo em que fara dous piaies em cada jlharga hum pera a carram da pa… [sic] e amtre os espilares fara tres quaixas cõ seus tabernaquollos e rrepresas para as jmaiges estarem de volto (?) a saber: tres de cada cabo de maneira que sejam comfor [sic] ao vam e toda esta obra sera muito bem feita que rrespondam cã a outra que esta feita no dito rretauolo". Também se obrigava a "mudar o sagrairo que no dito rretauollo esta e fazer huas portas pera o dito sagrairo"[1].

Por tudo isto Afonso Gonçalves receberia 10000 reais. assim como a madeira necessária para o trabalho. Por acrescentos e correcções que tivesse de fazer a obras quebradas ou que houvessem “mester que se corregam” receberia outros 8000 reais e a madeira necessária.

A 22 de julho de 1521, Jorge Afonso atestava, por sua mão, ter recebido a obra de Afonso Gonçalves: os pilares , o sacrário e a grade do retábulo, dizendo ainda que o carpinteiro “corregeo o que sse achou sser danjficado”. Tudo estava “bem feito ssegundo forma deste comtrrato”. Quanto às “crrecemças que sse no dito rretauolo aujam de fazer isto ficou por fazer que nã qujs elrrey nosso Senhor que por agorra sse fezesse”. Também se confirma que foram recebidos os 10000 reais[2].

A 26 de novembro de 1519 fez um forro de madeira nos tirantes do baluarte que foi avaliado em 15300 reais. a 26/11/1519 por Afonso de Vila Lobos e Gonçalo Dias[3].

Data de 22 de fevereiro de 1520 uma avaliação das obras que Afonso Gonçalves fez nos Paços do rei (menciona-se nelas Fernão Muñoz)[4]. Nesse mesmo ano, a 5 de março, existe um outro contrato entre Vieira com o entalhador Afonso Gonçalves, sobre a obra de seu ofício que havia de fazer num baluarte[5].

O mesmo Afonso Gonçalves é ainda mencionado num contrato que fez Frei Pedro da Sertão, guardião de S. Francisco, com Gonçalo Dias e Afonso Gonçalves sobre o trabalho a fazer no retábulo de S. Salvador[6].

Outras informações

Obras

Referências bibliográficas

  1. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte II, m. 86, doc. 22, transcrito em Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1903), 13
  2. Idem, ibidem
  3. Francisco de Sousa Viterbo, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. (Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1903), 8. O documento encontra-se transferido em Nuno Senos, O Paço da Ribeira, 1501-1581. (Lisboa: Editorial Noticias, 2002): 234-235.
  4. Nuno Senos, O Paço da Ribeira, 1501-1581. (Lisboa: Editorial Noticias, 2002): 235.
  5. Nuno Senos, O Paço da Ribeira, 1501-1581. (Lisboa: Editorial Noticias, 2002): 236.
  6. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte II, m. 89, doc. 21

Bibliografia e Fontes

  • Moreira, Rafael, "Vasco Fernandes, Jorge Afonso e o “Mestre da Lourinhã” – Três notas sobre a pintura manuelina". In Actas do Simpósio "Vasco Fernandes e a Pintura Manuelina" coordenação de Alberto Correia. Viseu: Grupo de Amigos do Museu Grão Vasco, 1991.
  • Reis-Santos, Luís, Jorge Afonso. [Lisboa]: Artis, 1966.
  • Senos, Nuno, O Paço da Ribeira, 1501-1581. Lisboa: Editorial Noticias, 2002.
  • Viterbo, Francisco de Sousa, Notícia de Alguns Pintores Portuguezes e de outros que sendo estrangeiros exerceram a sua arte em Portugal. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1903.

Ligações Externas

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