Júlio Simão

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Júlio Simão
Nome completo Júlio Simão
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) Maria dos Reis de Bustamante
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo valor desconhecido
Religião valor desconhecido


Biografia

Dados biográficos

Era cavaleiro fidalgo e moço da câmara do rei Filipe II de Portugal. Tinha pelo menos três filhas, uma delas chamada Maria dos Reis de Bustamante, que casou com Diogo Tavares, feitor de Jafanapatão. A sua mulher chamava-se Catarina de Bustamante, como consta do epitáfio da família, na Sé de Goa.

Ainda viva em fevereiro de 1621.

Carreira

Partiu com a armada de D. Francisco da Gama, novo vice-rei da Índia, a 10 de abril de 1596. Ia exercer a função de engenheiro-mor, sucedendo da João Baptista Cairato. O alvará de nomeação data de 30 de março de 1596. Iria ter um ordenado anual de 200 cruzados.

Fez a traça de um forte na ponta de Gaspar Dias, na barra de Goa, em 1598, tendo para isso recebido o cargo de mestre de obras. A obra ainda estava muito pouco avançada no inverno de 1611.

Por alvará de 18 de março de 1600 acrescentaram-se 100 cruzados ao seu ordenado. Nesse alvará D. Filipe II de Portugal designa Júlio Simão como seu moço de câmara.

Em 1607 deram-lhe o cargo de feitor de Mombaça para casamento de uma filha sua.

Em 1611 trabalhava na fortificação da cidade de Cochim.

Em alvará de 23 de junho de 1616 recebeu de mercê a feitoria de Dabul por três anos, para casamento de uma sua filha. Nesse mesmo ano, foi ouvido o seu parecer a propósito da reconstrução do palácio do Saboio, sede da Inquisição de Goa. Também trabalhou na construção da Sé de Goa, onde jaz sepultado no cruzeiro[1].

Outras informações

Obras

Notas

  1. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III, 50-59.

Fontes

Bibliografia

  • Barros, João; Couto, Diogo e Bocarro, António. Décadas da Ásia, 13 vol.s, Lisboa 1552-1617.
  • Moreira, Rafael. "A primeira comemoração: o Arco dos Vice-Reis" Oceanos 19/20 (1994): 156-160.
  • Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1922.

Ligações Externas


Autor(es) do artigo

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

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