José da Costa e Azevedo

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José da Costa e Azevedo
Nome completo José da Costa e Azevedo
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) José da Costa Azevedo
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido
Residência
Residência Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Formação
Data Início: 1815
Fim: 1821
Local de Formação Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Data Início: 1820
Local de Formação Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Postos
Posto Capitão
Data Início: 1817
Arma Artilharia

Posto Capitão Engenheiro
Data Início: 1820

Posto Coronel
Data Início: 1826
Fim: 1840
Cargos
Cargo Director
Data Início: 1835
Actividade
Actividade Autoria de texto
Data Início: 1816
Fim: 1832
Local de Actividade Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil


Biografia

Dados biográficos

Desconhecem-se até ao momento a data e o local de nascimento e morte de José da Costa e Azevedo. Sabe-se que era sobrinho de frei José da Costa e Azevedo (1763-1822), que estudou Teologia e Ciências Naturais na Universidade de Coimbra, especializando-se em mineralogia, tendo sido lente no Seminário de Olinda e na Academia Real Militar do Rio de Janeiro (gabinete de gabinete de produtos de mineralogia e história natural). De 1818 a 1822, dirigiu o Museu Nacional (Museu Real).

Da sua descendência, conhece-se um filho, José da Costa Azevedo (o Barão de Ladário), que estudou Matemática e Ciências Físicas na Escola da Marinha no Rio de Janeiro.

José da Costa e Azevedo realizou a sua formação na Academia Real Militar do Rio de Janeiro, que frequentou entre 1815 e 1821, evidenciando um notável percurso nos prémios por si recebidos. De acordo com a Gazeta de Lisboa[1], recebeu o prémio de melhor aluno do segundo ano em 1817, sendo à época identificado como capitão de Artilharia de Pernambuco.

No ano de 1819, o seu nome foi mencionado, mas agora com o posto de capitão do Real Corpo de Engenheiros, em notícia relativa à abertura das aulas e atribuição de prémios pela Academia Real Militar. Segundo a Gazeta de Lisboa, foi-lhe atribuído primeiro prémio pela conclusão do 3º ano[2].

Nesta linha, em 1820, surge ainda referencia na Gazeta do Rio[3], e na Gazeta de Lisboa [4], ao capitão do Real Corpo de Engenheiros José da Costa e Azevedo na sequência de atribuição de primeiro prémio, relativamente à frequência do 4º ano da Academia. Ou ainda, na Gazeta do Rio, a atribuição de primeiro prémio relativamente à conclusão do 5º ano e onde se refere:

“não lhes passarão porém os respectivos Provimentos; porquanto devendo os prémios ser recebidos no decurso do ano seguinte ao em que são conferidos, não podiam os referidos Alunos satisfazer a essa cláusula, por terem logo feito exame do 7º e ultimo ano, por Ordem Superior, que dispensou de o frequentarem na Academia”[5].

Sobre o seu percurso, existe ainda registo de inscrição na qualidade de capitão do Real Corpo de Engenheiros no 5º ano (1820), e 6º ano do curso (1821), no “Livro terceiro de frequência no qual se achao lançadas as faltas dos alunos matriculados no 3º e nos demais anos do curso académico no anno lectivo de 1820, e nos de todos os alunos nos anos seguintes até…” em depósito no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro[6]. No mesmo documento, encontra-se ainda menção à inscrição no curso de Física em 1820, orientado pelo Lente (?) Barreto.

Carreira

Após um percurso formativo na Academia Real Militar do Rio de Janeiro, incontestavelmente reconhecido pela sucessão de prémios, José da Costa e Azevedo exerceu funções, de 1826 a 1840, no posto de coronel graduado do exército imperial.

Notabilizando-se como cientista e pedagogo, o seu nome surge no Diário do Rio de Janeiro, de 11 de julho de 1839, indicando-o como membro da Sociedade de Instrução Elementar do Rio de Janeiro. De facto, terá exercido funções na Real Academia Militar do Rio, sendo posteriormente convidado para primeiro diretor da Escola Normal de Niterói (fundada em 1835, e tendo como missão a formação de professores para magistério de ensino primário). Uma função que acumulou com a de primeiro professor de todas as cadeiras nessa escola.

José da Costa e Azevedo produziu material para as Lições da Instrução Elementar, denominado de Lições de Ler (1832, Typografia Nacional), o qual dedicou às suas filhas Maria Joana e Maria Júlia.

Obras

1816 – Redige o manuscrito: Notas explicativas do 2º ano da Real Academia Militar, no ano de 1816, sobre álgebra. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,07,005.

1818 – Redige o manuscrito: Tratado elementar de mecânica: terceiro anno da Real Academia Militar. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,11,010.

s.d. - Redige o manuscrito: Mecânica de Poisson. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,11,006.

s.d. - Redige o manuscrito: Geometria descritiva de Lacroix. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,08,009.

s.d. - Redige o manuscrito: Geometria analítica de Biot. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,09,004.

s.d. - Redige o manuscrito: Cálculo diferencial de La Caille. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Manuscritos, I-47,09,010.

1832 - Publica a obra: Lições de instrucção elementar às suas filhas Maria Joanna e Maria Julia. Rio de Janeiro: Na Typographia Nacional.

Notas

  1. Gazeta de Lisboa, no. 146 (23 junho, 1817).
  2. Gazeta do Lisboa, no. 194 (18 agosto, 1819).
  3. Gazeta do Rio, no. 19 (4 março,1820).
  4. Gazeta do Lisboa, no. 135 (9 junho, 1820).
  5. Gazeta do Rio, no. 31 (12 março, 1822).
  6. Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Série Educação. Fundo 95, IE3 922. Livro terceiro de frequência no qual se achao lançadas as faltas dos alunos matriculados no 3º e nos mais Annos do Curso académico no anno lectivo de 1820 e os de todos ao alunos nos anos seguintes até… .

Fontes

Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Série Educação. Fundo 95, IE3 922. Livro terceiro de frequência no qual se achao lançadas as faltas dos alunos matriculados no 3º e nos mais Annos do Curso académico no anno lectivo de 1820 e os de todos ao alunos nos anos seguintes até… .

Gazeta do Lisboa, no. 135 (9 junho, 1820).

Gazeta de Lisboa, no. 146 (23 junho, 1817).

Gazeta do Lisboa, no. 194 (18 agosto, 1819).

Gazeta do Rio, no. 19 (4 março,1820).

Gazeta do Rio, no. 31 (12 março, 1822).

Bibliografia

Albuquerque, Suzana; Boto, Carlota. “O impresso Lições de Ler na história da alfabetização no império brasileiro”. POIÉSIS – revista do programa de pós-graduação em educação – mestrado, universidade do Sul de Santa Catarina, 11 (2017): 214-231.

Nogueira, Lacerda. A mais antiga Escola Normal do Brasil. Esbôço de historia administrativa e episódios. Niterói: Officinas Graphicas do Diario Ofiicial do Estado do Rio de Janeiro, 1938.

Autor(es) do artigo

João Cabeleira

Lab2PT - Universidade do Minho

http://orcid.org/0000-0002-6800-8557

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

https://doi.org/10.34619/6h6a-70ff

Citar este artigo

Cabeleira, João. "José da Costa e Azevedo", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 11/07/2024). Consultado a 24 de julho de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Jos%C3%A9_da_Costa_e_Azevedo. DOI: https://doi.org/10.34619/6h6a-70ff