Marfim

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Deriva-se do arábico fil que quer dizer elefante. De uma e outra parte da tromba deste animal lhe saem dois dentes ou pontas das quais se fazem as obras de marfim. Até agora foi opinião comum que os dentes do elefante eram a matéria do marfim, mas na sua história da Abasia ou Etiópia, impressa em Paris ano de 1684, pág. 29, diz Ludolfo que a matéria que no elefante dá o marfim, não sai dos queixos mas do crânio do dito animal e por consequência o marfim não é parte do dente do elefante, demais que só os machos dão marfim, de onde se infere que a matéria do marfim não é a dos dentes, mas dos cornos que ao elefante lhe saem pela boca. O marfim das ilhas de Ceilão e Achem é o melhor e o mais buscado, porque não se faz negro como os mais. Ebur, oris. neut. Cic. Coisa de marfim. Eburneus, a, um. Cic. Eburnus, a, um. Virgil. Eboreus, a, um. Plin. Coberto ou guarnecido de marfim. Eboratus, a, um. Plaut. Outros lêem aburatus[1].

Notas

  1. Bluteau, Vocabulario Portuguez e latino (Tomo V: M), 329.

Bibliografia e Fontes

  • Bluteau, Rafael. Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos... Tomo V: Letra K-NYS. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.