Miguel Ventura Terra

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Miguel Ventura Terra
Outras Grafias EQUAL
Pai João Bento Terra
Mãe Maria Vitória Terra
Irmão(s) Domingos Luís Terra, António Joaquim Terra, Eufrásia Terra, Rita Varge, Maria Rosa Renda
Nascimento 14 de julho de 1866
[[Seixas, Caminha]]
Morte 30 de abril de 1919 (52 anos)
[[Lisboa]]
Sexo masculino

Biografia

Dados biográficos

Em 1881 iniciou os seus estudos de arquitectura, pintura e escultura na Academia Portuense de Belas Artes. Três anos depois obteve a primeira classificação no concurso para arquitecto pensionista do Estado no estrangeiro, partindo para Paris em 1886. Em Paris, foi aluno de Louis-Jules André e de Victor Laloux.

Durante o seu curso obteve 26 primeiras e segundas menções honrosas e 5 medalhas. Por essa razão, foi admitido pelo governo francês para tomar parte no concurso de arquitectos de primeira classe, diploma que conseguiu em 1895. Para o concurso apresentou a obra do Palácio da Justiça de Lisboa, que lhe fora encomendada pelo governo português. Ainda nesse ano, expôs no Salon de paris, recebendo uma menção honrosa, e recebeu o segundo prémio do concurso para o monumento ao Infante D. Henrique.

Carreira

Regressou a Portugal em 1896 e então tomou parte no concurso aberto para a construção da Câmara dos Deputados e Parlamento, obtendo o primeiro prémio. Vou também encarregado da construção do Palácio da Justiça de Lisboa.

Projectou e executou a capela de D. Maria Pia no Paço da Ajuda e elaborou vários projectos para o Ministério das Obras Públicas.

Construiu vários edifícios particulares como um palacete na foz do Douro para Manuel Francisco Pereira, os palacetes de residência de D. Luís de Castro, Alfredo Bensaúde, Dr. Cardoso Valente, Oliveira Belo, conde de Mendia, Costa Neves, Henriques dos Santos, Domingos Terra, Henrique Monteiro de Mendonça e da Viscondessa de Valmor.

Também fez projectos para o Brasil e foi encarregado das obras no monte de Santa Luzia, Viana do Castelo.

Fez a sinagoga de Lisboa, na Rua Alexandre Herculano, assim como a sua casa, na mesma rua, à qual foi concedida, em 1904 o prémio Valmor.

Era académico de mérito da Academia do Porto, pertence ao Instituto de Coimbra e à Sociedade dos Arquitectos Diplomados pelo Governo Francês.

Fez o restauro do palácio da Brejoeira[1].

Outras informações

Obras

Referências bibliográficas

  1. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III, 101-103.

Bibliografia e Fontes

Ligações Externas

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