Poço

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Terra profundamente cavada em redondo e guarnecida de pedras, donde a água, ainda que manancial, como a de fonte, não corre, e ainda que parada, como a da cisterna, não mendiga dos telhados as gotas que caiem, mas na sua própria prisão tem todo o seu cabedal. Escreve Philastrio que havia uma ceita de Judeus que veneravam as fontes e os poços, como mananciais da graça e que estes tais se chamavam Puteoritas, o que deu ocasião ao Senhor para dizer Sitientes venite ad aquas. Dizem que em uma das províncias da China há uns poços de fogo, na boca dos quais põem a gente a ferver a panela, e assim sem gastar lenha, nem carvão cozinham famílias inteiras o seu comer. Cavar um poço na margem de um rio era o adágio com que os Gregos significavam a necessidade de quem faz qualquer obra inútil e supérflua. Brigar com cães num poço era outro adágio, com que também os Gregos significavam o trabalho de quem lida com gente impertinente, de que não se pode desembaraçar. Poço. Puteus, i. Masc. Cic. (…)[1].

Notas

  1. Bluteau, Vocabulario Portuguez e latino (Tomo VI: P), 560.

Bibliografia e Fontes

  • Bluteau, Rafael. Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos... Tomo VI: Letra O-P. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.