Praça

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Lugar público, plano e espaçoso, nas cidades, vilas, etc. Para feiras e jogos públicos, em que se corre a argolinha, se joga às contoadas, se toureia, etc. Forum, i. Neut. Cic. Vitruv.

Praça onde se compra e vende. Forum rerum venalium. Sallust. (...)

Praça. Em termos militares, é a palavra genérica com que se significa qualquer lugar fortificado com muros, reparos, baluartes flanqueados, etc., em que a gente se pode defender do inimigo. Praças regulares são aquelas cujos ângulos, flancos e baluartes são iguais, e de ordinário se denominam do numero dos seus ângulos, v. g. tal praça é um hexágono, tal outra é um decágono ou um dodecágono, etc. Praças irregulares são aquelas em que as bases ou lados dos polígonos exteriores, sendo iguais entre si, tem os ângulos do polígono exterior desiguais, ou aquelas em que as bases ou lados são de diferente comprimento, etc. Praça, Fortaleza. Arx, arcis, Fem. Praça forte, Cidade bem fortificada, bem munida. Oppidum minitssimum, Cic. Validum, ou robustissimum oppidum. Flor.

Praça de armas nas cidades ou fortalezas é uma grande praça em que em ocasião de rebates ou alardos se ajunta a gente do presídio para tomar as ordens do governador da praça Praça de armas é a cidade ou fortaleza em que se guardam as armas de uma província. Praça de armas no arraial é um grande terreno na testa do exército em que, quando convém, se põe a infantaria e cavalaria em ordenança militar. (...)

Praça baixa (Termo da fortificação). É nos flancos dos baluartes uma praça onde se aloja artilharia para se atirar ao inimigo e defender a face do baluarte oposto; antigamente se faziam estas praças baixas cobertas de uma abóbada a modo de casas e chamavam-se casamatas (...)

.(…)[1].

Notas

  1. Bluteau, Vocabulario Portuguez e latino (Tomo VI: P), 665-.

Bibliografia e Fontes

  • Bluteau, Rafael. Vocabulario portuguez e latino, aulico, anatomico, architectonico, bellico, botanico, brasilico, comico, critico, chimico, dogmatico, dialectico, dendrologico, ecclesiastico, etymologico, economico, florifero, forense, fructifero... autorizado com exemplos dos melhores escritores portugueses, e latinos... Tomo VI: Letra O-P. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1716.