Adolfo Ferreira Loureiro

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Adolfo Ferreira Loureiro
Nome completo Adolfo Ferreira de Loureiro
Outras Grafias Adolfo Loureiro, Adolfo Ferreira Loureiro, Adolpho Loureiro
Pai Felisberto de Sousa Ferreira
Mãe Ana Augusta de Sousa Ferreira
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento 12 dezembro 1836
Coimbra, Coimbra, Portugal
Morte 22 novembro 1911
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido
Formação
Formação Matemática

Formação Engenharia civil

Formação Engenharia civil
Postos
Posto Soldado
Data Início: 12 de abril de 1854
Fim: 20 de julho de 1858

Posto Alferes
Data Início: 20 de julho de 1858
Fim: 20 de julho de 1860

Posto Tenente-coronel
Data Início: 20 de julho de 1860
Fim: 10 de maio de 1865
Cargos
Cargo Engenheiro
Data Início: 16 de outubro de 1860
Fim: 05 de junho de 1862

Data Início: 29 de setembro de 1866

Cargo Director

Cargo Membro de comissão
Actividade
Actividade Acompanhamento de obra
Data Início: 16 de outubro de 1860
Fim: 30 de agosto de 1868
Local de Actividade Portugal

Actividade Acompanhamento de obra

Data Início: 28 de novembro de 1879
Fim: 12 de novembro de 1880
Local de Actividade Porto, Porto, Portugal

Data Início: 12 de novembro de 1880

Data Início: 1883
Fim: 1884
Local de Actividade Macau


Biografia

Dados biográficos

Era filho de Felisberto de Sousa Ferreira e de Ana Augusta de Sousa Ferreira. Nasceu em Coimbra a 12 de dezembro de 1836.

Era bacharel em matemática pela Universidade de Coimbra e tinha o curso de Estado Maior e de engenharia civil pela Escola do Exército.

Morreu a 22 de novembro de 1911, na sua casa na Rua Vitorino Damásio, nº 14, 1º. Então era general da divisão, reformado, da arma de engenharia.

Carreira

Foi general de brigada e inspector-geral das obras públicas.

Fez serviço em todas as armas no Ministério da Guerra.

Foi director das obras do Mondego e da barra da Figueira no Ministério das Obras Públicas, das antigas 1ª, 2ª e 3ª circunscrições hidráulicas.

Foi interino das obras públicas do distrito de Coimbra, das obras da Penitenciária de Coimbra e da Escola Agrícola.

Foi director fiscal das obras do porto de Lisboa e da sua construção.

Foi director geral das Obras Públicas e Minas.

Foi vogal do Conselho Superior de Obras Públicas e membro de diversos tribunais arbitrais.

Foi membro da Comissão Superior de Obras Públicas do Ultramar e da Comissão Técnica Municipal de Lisboa.

Publicou em jornais científicos como o Instituto e a Revista de Obras Publicas e Minas, e publicou várias memórias sobre o Mondego e a barra da figueira, sobre os projectos de obras de melhoramento dos portos em que trabalhou, sobre as águas e esgotos de Coimbra e Lisboa...

Pertenceu ao Conselho do Rei, foi oficial comendador e cavaleiro de Avis, oficial de S. Tiago, cavaleiro da coroa de Itália e do leão neerlandês da Holanda. Ganhou a medalha militar de comportamento exemplar.

Foi vogal da comissão central permanente de piscicultura, director da 1ª circunscrição hidráulica do país, vice-presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, sendo aí presidente da secção de geodesia, foi presidente do conselho superior de obras públicas e minas e director de estudos da ponte de Macau.

Escreveu o livro de versos Espinhos e Amores (Coimbra, 1889)e a obra para a exposição do centenário da Índia em 1898, No Oriente: De Nápoles à China.

A 4 de fevereiro de 1909 tornou-se presidente da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses.

Quanto à carreira militar, assentou praça a 12 de abril de 1854, foi promovido a alferes a 20 de julho de 1858, a tenente a 20 de julho de 1860, a capitão a 10 de maio de 1865, a majora a 16 de janeiro de 1884, a tenente-coronel a 31 de dezembro do mesmo ano, a coronel a 3 de abril de 1893, a general de brigada a 23 de dezembro de 1899, reformando-se a 10 de abril de 1902 em general da divisão[1].

Outras informações

Obras

  • Fez diversas estradas no distrito de Coimbra, em especial a da Figueira da Foz a Montemor-o-Velho.
  • Cais e obras para melhoramento do porto e barra da Figueira.
  • Cais de Coimbra e defesa da cidade contra as inundações.
  • Obras de melhoramento do Mondego e seus afluentes.
  • Obras de melhoramento do Lis, Tejo e Vouga.
  • Saneamento e esgoto de diversos campos e pântanos como os de Foja, Arzila, Anobras, Formoselhos, S. Facundo e Arrujo.
  • Projecto definitivo das obras do porto artificial de Ponta Delgada, S. Vicente e Macau.
  • Projecto das obras para abastecimento e distribuição das águas de Coimbra.
  • Projecto dos esgotos e saneamento de Coimbra e Lisboa.
  • Projecto da Casa da Misericórdia da Figueira da Foz.
  • Projecto do Teatro da Figueira da Foz.
  • Projecto da Penitenciária de Coimbra.
  • Projecto definitivo de melhoramento do Porto de Lisboa.
  • Projecto de ponte metálica para o porto de Lourenço Marques.
  • Projecto para o Porto de Macau (Porto Interior).

  • Loureiro, Adolfo. Breves notícias sobre os archipélagos da Madeira, Açores, Cabo Verde e Canárias: conferências feitas na Associação dos engenheiros civis portuguezes. Lisboa: Imprensa Nacional, 1898.
  • Loureiro, Adolfo. Macau no diário de viagem de Adolfo Loureiro. Macau: Kazunbi, 2000.
  • Loureiro, Adolfo. Navegação exterior de Portugal e suas colónias. Lisboa: Imprensa Nacional, 1908.
  • Loureiro, Adolfo. No Oriente : de Napoles à China : diário de viagem. Lisboa: Imprensa Nacional.
  • Loureiro, Adolfo. O Porto de Macau : ante-projecto para o seu melhoramento. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1884.
  • Loureiro, Adolfo. Recordações da Mocidade: romances. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1911.


Notas

  1. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III, 353-355

Fontes

“LOUREIRO, Adolfo Ferreira,” n.d. Processo Individual. BAHOP.

Bibliografia

Oliveira, I. B. Mota, Adolpho Ferreira de Loureiro, 1836-1911 - Nota Biográfica. Lisboa: Delegação Portuguesa da AIPCN. 2003.

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal. Vol III. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1922.

Almanach do exercito ou lista geral dos officiais e empregados civis do exercito…referida a 1 de Maio de 1875. Lisboa, imprensa nacional, 1875, p. 14-15

Galvão, João Alexandre Lopes. A Engenharia Portuguesa Na Moderna Obra de Colonização. Lisboa: Agência Geral das Colónias, 1940, 246-249.

Ligações Externas

Adolfo Ferreira Loureiro in História e Memória

Adolfo Ferreira Loureiro in Dicionário de Orientalistas de Língua Portuguesa

Porto Interior de Macau (Doca D. Carlos I e Oficinas navais) in HPIP

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Autor(es) do artigo

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

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