António da Silva Pontes

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António da Silva Pontes
Nome completo António Pires da Silva Pontes
Outras Grafias António Pires da Silva Pontes Leme
Pai José da Silva Pontes
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Nossa Senhora do Rosário, Minas Gerais, Brasil
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido
Formação
Formação Matemática
Data Fim: 24 de dezembro de 1777
Instituição de Formação Universidade de Coimbra
Postos
Posto Capitão

Data Início: 16 de fevereiro de 1798

Posto Coronel
Data Início: 20 de dezembro de 1799
Cargos
Cargo Professor
Data Início: 28 de março de 1791

Data Início: 16 de fevereiro de 1798
Fim: 1801

Data Início: 20 de dezembro de 1799

Cargo Astrónomo
Actividade
Actividade Expedição
Local de Actividade Rio Paraguai, Bacia Platina

Data Início: 15 de fevereiro de 1782
Fim: 07 de agosto de 1782
Local de Actividade Vila Bela da Santí­ssima Trindade, Mato Grosso, Brasil

Actividade Desenho cartográfico
Data Início: 1787
Fim: 1789
Local de Actividade Rio Paraguai, Bacia Platina

Actividade Desenho cartográfico
Data Início: 1800
Fim: 1800
Local de Actividade Rio Doce, Minas Gerais, Brasil


Biografia

Dados biográficos

António da Silva Pontes era natural de Nossa Senhora do Rosário, na comarca de Mariana, antiga capitania de Minas Gerais. Filho de José da Silva Pontes.

Carreira

Era doutor em matemática pela Universidade de Coimbra, onde se formou a 24 de dezembro de 1777. Doutor e astrónomo, a 28 de março de 1791 foi nomeado lente de matemática para a companhia dos guardas-marinhas, juntamente com Francisco de Lacerda e Almeida, de quem foi companheiro nas expedições americanas. Tinha um vencimento de 400000 réis anuais pagos pelo Arsenal da Marinha.

Por decreto de 11 de dezembro de 1797 e carta patente de 16 de fevereiro de 1798, foi nomeado, sendo capitão de fragata, capitão-mor da capitania do Espírito Santo, em substituição de Manuel Fernandes da Silveira[1].

Em 1799 foi-lhe confirmada a patente de coronel comandante do regimento de milícias da capitania do Espírito Santo.

Outras informações

Obras

No Arquivo Histórico do Exército, no Rio de Janeiro, constam os seguintes mapas de sua autoria:

Plano geográfico do rio Branco e dos rios Uraricapará, Majari, Parimé, Tucutu e Mahu, que nele desaguam. Autor Engenheiros Antonio Pires da Silva Pontes e Ricardo Franco de Almeida Serra, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com nota explicativa, escala em léguas, papel canson telado, 80,5cm x 119cm[2].

Plano geográfico do rio Branco e dos rios Uraricapará, Majari, Parimé, Tacutu e Mahu, que nele desaguam (...)  levantado por ordem de Illmo e Exmo Snr João Pereira Caldas Governador e capitão General nomeado das capitanias de Mato Grosso e Cuiabá e Comissário Geral das Demarcações  de Limites na parte do Norte. Antonio Pires da Silva Pontes Dr em Matemática e Ricardo Franco de Almeida Serra, Capitão Engenheiro. copiado por Ed Thompson, em 1918, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com notas explicativas, escala em léguas, papel tecido, bom estado, medindo 89,5cm x 127,5cm[3].

Nova Carta do reconcavo maritimo da Enceada da Bahia de todos os Santos, e parte da Costa do Oceano Brazilico, desde a Ponta de S. Antonio da Barra, athe ao de Garcia d'Avila para o Norte, e athe a Ponta do Mutá, e Barra do Camamú para o Sul, com os Canaes mediterraneos das Ilhas do Morro, Boupeba, e Topuassu, e os dos Mares de Itaparica, e seus Portos. Levantada por ordem do Gor. e Captam. Gal. da mesma Capitania D. Fernando Jozé de Portugal, do Conselho de S.A.R. Executada pelo Capam. de Fragata Antonio Pires da Silva Pontes, Govr. da Capª. do Espirito Santo, com a longitude de 339º e 22' Oriental da Ilha do Ferro, e 13º e 54' de Latitude Austral. Tudo no Forte de S. Antonio da Barra no Anno de 1800. Copiado pelo Cap. Eng. João  Pedro de Gusmão em Maio de 1855, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, escala em léguas, seta Norte, papel canson, telado, 132 cm x 101 cm[4].

Carta Geográfica do Rio Doce  e seus Confluentes, levantada por Antônio Pires da Silva Pontes, em 1800, colorido, nanquim, ferro-gálica, tinta colorida, aquarela, com seta norte, escala em léguas, papel canson telado, 57,5cm x 77,5cm[5].

Carta Geográfica do Rio Doce  e seus Confluentes, levantada por Antônio Pires da Silva Pontes, em 1800, copiado pelo Major Umbelino A. de Campo Limpo em 1872, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com rosa dos ventos, escala em léguas, papel canson telado, bom estado, medindo 57cm x 78cm[6].

Carta Geográfica de Parte do Rio Doce, Antonio Pires da Silva Pontes, Governador da Província, desenhado por Antonio José Nunes, 1833, copiado no EME por Damasceno, em 1931, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com nota explicativa, escala em léguas, papel tecido, bom estado, medindo 111cm x 162cm[7].

Outros Trabalhos:

  • Plano geographico do Rio Branco e dos Rios Uraricapará, Majari, Parimé, Tucutú e Mahú, que n'elle dezagoão. Levantado por ordem do Illmo. E exmo. Senhor João Pereira Caldas... Por Antonio Pires da Silva Pontes, Dor. em mathematica, e Ricardo Franco de Alm.da Serra Capam. Engenheiro[8].
  • Charta Geographica do Rio Doce dezde a sua Foz the as suas Fontes por Antonio Pirez da Silva Pontes Governador da Provincia e por seu Sobro. Manoel Ioº. da Silva Pontes[9].
  • 1782 - Observações astronomicas e physicas feitas na Capital de Villa-Bella no Palacio da Rezidencia dos Senhores Governadores Generaes desde 15 de Fevereiro até 7 de Agosto de 1782. Por F. J. de Lacerda e Almeida, e A. P. da Silva Pontes, astronomos. Instituto Histórico do Brasil.
  • 1787 - Diario resumido sobre a configuração do Rio Paraguay desde o Marco e Foz do Rio Jaurú athe abaixo do Presidio de Nova Coimbra etc. Pelos eng. R. F. de Almeida Serra, A. P. da Silva Pontes e F. J. Lacerda e Almeida[10].
  • 1789 - Diario da diligencia do reconhecimento do rio Paraguay desde o lugar do Marco ou boca do Jaurú até para baixo do presidio de Nova Coimbra, que comprehende a configuração das lagoas Caiba, Uberava e Mandiorem, e das serras que se encontram no mesmo Paraguay, e igualmente a configuração do rio Cuyabá até a villa deste nome, e de lá por S. Pedro d'Elrei até Villa Bella. Por Ricardo Franco de Almeida Serra, Antonio Pires da Silva Pontes, e Frco. Je. de Lacerda e Almeida[11].
  • 1789 - Diario da diligencia de reconhecimento do rio Paragahú e rio Verde, por ordem do Illmo. e Exmo. Senr. Luiz d'Albuquerque Pereira de Mello e Caceres, datada de 26 de março de 1789. Pelo dr. Astronomo Antonio Pires da Silva Pontes[12].
  • 1790 - Carta Limitrofe do Paiz de Matto Grosso e Cuyabá, desde a foz do Ro Mamoré athe o Lago Xerayes e seus adjacentes: levantada pelos officiaes da Demarcação dos Reaes Dominios de Sua Magestade Fidelissima, desde o anno de 1782 athe o anno de 1790: correcta com as observações astronomicas em todos os logares notaveis. Antonio Pires da Silva Leme, Astronomo Geografo a fez. Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Brasil.
  • 1790 - Diario da diligencia de reconhecimento das cabeceiras dos rios Sararé, Guaporá, Tapajoz e Jaurú que se achão todos debaixo do mesmo Parallelo na Serra dos Parecis, em Desembro de 1789. Por Antonio Pires da Silva Pontes e José Manoel Cardoso da Cunha.[13].
  • 1798 - Construcção e analyse das proposições geometricas e experiencias praticas, que servem de fundamento á architectura naval: traduzido do ingles. Lisboa (folio com 4 estampas).
  • 1798 - A sua alteza real o principe do Brazil D. João nosso senhor dedica a Carta geographica de projeção espherica orthogonal da Nova Lusitania ou America Portugueza, e Estado do Brazil Antonio Pires da Silva Pontes Leme, capitão de fragata, Astronomo e Geographo de Sua Magestade nas Demarcações de Limites, que em execução da ordem do Illmo. e Exmo. Ministro e Secretario de Estado da Repartição da Marinha e Dominios Ultramarinos o sr. D. Rodrigo de Sousa Coutinho, graduou nos seus verdadeiros pontos de Longitude e Latitude pelas observações Astronomicas da Costa e do Interior, recopiladas nesta, tanto as proprias configurações do Continente pelo mesmo Astronomo, como oitenta e seis Cartas do Deposito da Secretaria do Estado da Marinha e Desenhada no Gabinete Real do Real Jardim Botanico de Sua Magesade pelos Desenhadores José Joaquim Freire e Manuel Tavares da Fonseca. Anno de 1798[14].
  • 1800 - Nova Carta do reconcavo maritimo da Enceada da Bahia de todos os Santos, e parte da Costa do Oceano Brazilico, desde a Ponta de S. Antonio da Barra, athe ao de Garcia d'Avila para o Norte, e athe a Ponta do Mutá, e Barra do Camamú para o Sul, com os Canaes mediterraneos das Ilhas do Morro, Boupeba, e Topuassu, e os dos Mares de Itaparica, e seus Portos. Levantada por ordem do Gor. e Captam. Gal. da mesma Capitania D. Fernando Jozé de Portugal, do Conselho de S.A.R. Executada pelo Capam. de Fragata Antonio Pires da Silva Pontes, Govr. da Capª. do Espirito Santo, com a longitude de 339º e 22' Oriental da Ilha do Ferro, e 13º e 54' de Latitude Austral. Tudo no Forte de S. Antonio da Barra no Anno de 1800. Copiado por José Pedro Cezar de Menezes[15].
  • 1802 - Plano da barra da nova Cap.ta do Esperito Sto com fundo sofisiente para entrar cualquer navio abrigado de todos os ventos, como se ve no mesmo plano que por hordem do Illmo. Senhor governador António Pires da Silva Pontes Leme,... / debaxo da inspecção do capitão tenente de mar e guerra Alexandre de Souza Malheiro de Menezes ; levantada por Manuel Francisco da Silveira.[16].
  • 29 de maio de 1890 - Memoria Phisico Geographica acompanhada de um plano das Lagoas Gayva Uberava e Mandiorem q oferece ao Sñr. D.or Alex.e Rodrigues Ferr.a Naturalista ao serv.º de S. Mag.e pr seu Condiscipulo e Cro.o obr.mo Dr. Pontes[17].

Notas

  1. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III, 43-47
  2. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 23.01.2172
  3. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 03.07.3549
  4. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 04.19.3096
  5. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 05.29.1192
  6. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 05.29.1190
  7. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 23 e 24. 3568
  8. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  9. Arquivo Militar do Rio de Janeiro
  10. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  11. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  12. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  13. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  14. Arquivo Militar do Rio de Janeiro
  15. Arquivo Militar do Rio de Janeiro
  16. Biblioteca Nacional de Portugal, Iconografia (BNP). Cota: D. 287 A
  17. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

Fontes

Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx)

Biblioteca Nacional de Portugal, Iconografia (BNP)

Bibliografia

Silva, Inocêncio Francisco, Diccionário bibliographico portuguez: estudos de Innocêncio Francisco da Silva aplicáveis a Portugal e ao Brazil. Lisboa: Imprensa Nacional, 1858-1923.

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal. Vol III. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1922.

Ligações Externas

https://www.hpip.org/pt/contents/place/162

Autor(es) do artigo

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

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