Instituto Industrial de Lisboa

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Instituto Industrial de Lisboa
(IIL, IICL)
Outras denominações Instituto Industrial e Comercial de Lisboa
Tipo de Instituição Ensino civil
Data de fundação 30 dezembro 1852
Data de extinção 23 maio 1911
Paralisação
Início: valor desconhecido
Fim: valor desconhecido
Localização
Localização Instituto Industrial de Lisboa, Lisboa,-
Início: 30 de dezembro de 1852
Fim: 1911
Antecessora valor desconhecido

Sucessora Instituto Superior Técnico, Instituto Superior de Comércio


História

O Instituto Industrial de Lisboa (IIL) foi uma instituição de ensino industrial criada por decreto de 30 de Dezembro de 1852 na tutela do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria (M.O.P.C.I.). A criação do ensino industrial público em Portugal enquadrou-se no impulso dado à instrução técnica, nos domínios agrícola e industrial, durante o período da Regeneração (1851-1868). Na perspectiva de regeneradores e liberais, como António Fontes Pereira de Melo ou Rodrigo da Fonseca Magalhães, e de acordo com o modelo de desenvolvimento liberal, o processo de industrialização português seria concretizado com base em duas condições essenciais, o desenvolvimento das vias de comunicação e a implementação do ensino técnico, ou seja, a difusão do conhecimento técnico de base científica. Sendo este último "verdadeiramente experimental e adequado às necessidades fabris" configuraria "o pré-requisito da criação de riqueza"[1] uma vez que permitiria aperfeiçoar a produção e reduzir o seu custo, contribuindo para a capacidade concorrencial dos produtos industriais portugueses no mercado europeu.

Apesar da importância dada à implementação do ensino industrial, a sua constituição esteve condicionada "às dificuldades financeiras" nacionais, as quais configuraram um "mecanismo desculpabilizador da estrutura pouco ambiciosa" implementada nas décadas seguintes. Nomeadamente a concentração inicial em Lisboa e no Porto e a incapacidade de generalizar a rede de ensino pelo restante território nacional até à década de 80 do século XIX[2]. Apenas nessa década se verificou um primeiro desenvolvimento efectivo dessa rede com a fundação de escolas industriais e de desenho industrial, sendo exemplo das últimas as escolas criadas em Coimbra e em Braga.

Em 1852, o ensino industrial era organizado em três graus - elementar, secundário e complementar - e baseado num único plano de estudos com nove cadeiras[3] ministrado em Lisboa e no Porto, onde era criada uma Escola Industrial (EIP)[4]. À criação do ensino industrial correspondeu uma tentativa de profissionalização do mercado de trabalho industrial. Após três anos da criação ensino seria exigido aos operários, em funções nas obras públicas, a apresentação de carta de curso, não podendo ser admitidos sem as mesmas[5][6]. Segundo Silvestre Ribeiro, esta disposição não terá sido totalmente cumprida nas primeiras décadas[7], o que se explica pela lenta implementação do ensino industrial resultante quer do limitado financiamento disponível, quer da dificuldade na contratação dos primeiros quadros docentes e auxiliares, por exemplo, no IIL[8].

Em 1858, a constituição de uma comissão de inquérito ao funcionamento do IIL permite obter uma primeira avaliação dos primeiros seis anos de ensino. Esta não foi positiva concluindo sobre a incapacidade da instituição para formar quadros qualificados para as indústrias ao não ter verificado ter-se "fornecido à indústria particular operário algum com todas as habilitações científicas". Ainda assim, reconhecia-se que "muitos operários tinham podido receber ali instrução, que nunca lhes fora facilitada antes de existir esta escola"[9]. No ano seguinte, foi constituída nova comissão de inquérito com o objectivo de, entre outros, estudar a organização de novos cursos "de habilitação para vários serviços públicos a cargo do ministério das obras públicas, comércio e indústria" com base no ensino ministrado no Instituto e em outras escolas da capital, e cuja constituição se verificaria nas reformas seguintes[10]. No mesmo ano, era aplicado ao IIL um novo Regulamento provisório[11].

Uma primeira proposta para a reorganização do IIL e da EIP foi apresentada em 1861, sem que tenha conhecido aplicação prática[12]. O IIL seria reformado em 1864, por decreto de 20 de Dezembro, da autoria de João Crisóstomo de Abreu e Sousa, Ministro do M.O.P.C.I. A reforma reorganizou a rede de ensino industrial reformulando as atribuições dos Institutos. Com a criação, apenas teórica, de escolas industriais fora de Lisboa e do Porto e em relação a estas, os Institutos passariam também a garantir a "formação complementar" para os alunos saídos daquelas escolas e a formação de professores para as mesmas[13]. O currículo apresentado, semelhante ao agora Instituto Industrial do Porto, compreendia o "ensino técnico geral" no 1.º e 2.º graus e instruía para as "diversas profissões industriais, (...) habilitando também para diferentes empregos subalternos dos serviços públicos, de obras públicas, minas, telégrafos, faróis e outros"[14]. Ou seja, instituía-se um currículo disciplinar focado nas "profissões que exigiam uma atenção especial e os sectores de actividade que se encontravam em expansão"[15]

No contexto da crise financeira de 1869, o ensino industrial foi novamente reorganizado pelo Duque de Loulé, Ministro do M.O.P.C.I., sendo abandonada a designação de graus e instituídas duas tipologias de ensino: a "instrução industrial comum a todas as artes, ofícios e profissões industriais" e o "ensino especial para determinadas artes e ofícios"[16]. Esta reforma não alterou significativamente a oferta disciplinar existente no IIL face à apresentada em 1864. No entanto, o plano de estudos seria reformulado para incorporar o ensino comercial, até então ministrado na escola, ou secção comercial, anexa ao Liceu Nacional de Lisboa. Em consequência dessa incorporação, a designação da instituição foi alterada para Instituto para Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (IICL)[17]. Em 20 de Novembro de 1872 foi adoptado novo regulamento[18].

Entre 1870 e 1884, o quadro de cadeiras e a oferta de cursos do IICL foi objecto de reorganização pontual com a criação de novas cadeiras relativas aos cursos de comércio, de correios e telégrafos e de condutores de minas.

A reforma de 30 de Dezembro de 1886, de Emídio Júlio Navarro, Ministro do M.O.P.C.I., reorganizou o sistema de instrução industrial e comercial com o fim de adequar a "diversidade de conteúdos às diferentes instituições educativas, criando mesmo uma relação hierárquica de especialização entre elas"[19], ou seja, entre as escolas industriais, as escolas de desenho industrial e os institutos industriais e comerciais. A organização do ensino industrial, aplicável também ao ensino comercial, dividia-se em três graus, a saber, elementar, preparatório e especial (ou superior no caso do curso comercial), sendo todos ministrados pelos Institutos Industriais e Comerciais[20]. Em 3 de Fevereiro de 1888 era publicado o respectivo Regulamento[21].

Entre esta última reforma e a primeira década do século XX, o ensino industrial português foi objecto de várias reorganizações, que traduziram nas instituições o impacto do difícil contexto financeiro vivido à época cuja principal consequência foi a redução do investimento realizado com o ensino. No geral, as reformas enfatizaram a necessidade de se rentabilizarem os investimentos realizados procurando concretizar o "sentido prático, útil e oficinal", que a instrução industrial devia adoptar. Propunha-se a reorganização da rede de ensino industrial e comercial com o objectivo de alcançar uma articulação mais aperfeiçoada entre escolas e institutos, assegurando a "complementariedade e especialização desejável nas funções a desempenhar (...) sem subalternidades desnecessárias"[22]. A criação efectiva das escolas industriais em 1884[23] justificaria que, pela reforma de 1891 da autoria de João Franco, Ministro do M.O.P.C.I., fossem suprimidos os cursos elementares industriais e comerciais dos planos de estudo dos institutos industriais e comerciais, juntamente com os respectivos lugares de professores. Os cursos superiores industriais e comerciais era igualmente suprimidos por aquela reforma uma vez serem considerados insuficientes[24]. Em consequência, os Institutos Industriais e Comerciais passavam a ministrar apenas o ensino médio industrial e comercial[25]. Em 1892, o Conselho Escolar apresentava um plano de reorganização do IICL de acordo com as supressões financeiras aplicadas pela reforma de 1891, que, porém, considerava não corresponder às necessidades da instituição. Foi opositor a esta reforma o professor Alfredo Bensaúde, que apresentou uma proposta da sua autoria para a reorganização do Instituto[26].

A reforma de 1893, da autoria de Bernardino Machado, Ministro do M.O.P.C.I., conservou a organização de 1891 instituindo algumas alterações, entre outras, quanto à organização das disciplinas e aos estabelecimentos auxiliares dos institutos[27].

Em 1898, o IICL foi reorganizado no seu plano de disciplinas e na oferta de cursos por decreto da autoria de Augusto José da Cunha, Ministro do M.O.P.C.I.. Em alguns casos foram restituídos cursos e matérias que haviam sido suprimidos pela reforma de 1891, e que se assinalam abaixo. Por esta reforma, o Instituto voltou a ministrar cursos de grau superior na secção industrial e de comércio[28].

Após a implantação da República, o ensino industrial e comercial em Lisboa foi reformulado conquanto as elites republicanas estivessem cientes de que o ensino até então professado no Instituto não correspondia às necessidades efectivas da indústria portuguesa[29]. Por decreto de 23 de Maio de 1911, e sob a responsabilidade do professor Alfredo Bensaúde, as secções industrial e comercial do IICL foram autonomizadas, passando a constituir o Instituto Superior Técnico, de que aquele professor foi o primeiro director, e o Instituto Superior do Comércio, respectivamente[30]. Com a reorganização do Instituto Industrial e Comercial do Porto e a criação da Universidade do Porto, em 1911, e da Faculdade Técnica do Porto em 1915, o Instituto Superior Técnico permaneceu como única instituição de ensino superior industrial[31].

Outras informações

O órgão de gestão da Escola recaía sobre a direção composta de um diretor-lente e do Conselho escolar[32]. O conselho escolar subdividia-se no Conselho da Escola e no Conselho Tecnológico. Acrescia ainda o Conselho Fiscal[33]. A direção geral do ensino, a determinação dos compêndios, os concursos e a polícia das escolas era cometida ao Conselho Diretor do ensino industrial, presidido pelo ministro das Obras Públicas, estando o diretor geral da Direção do Comércio e Indústria colocado no lugar de vice-presidente, e tendo por vogais os diretores das escolas[34]. O lugar de primeiro diretor do Instituto Industrial de Lisboa recaiu no professor e engenheiro José Victorino Damásio cuja nomeação em 4 de Agosto de 1853[35] se deverá à sua participação na constituição da Escola Industrial Portuense. Victorino Damásio permaneceu neste lugar até 6 de Outubro de 1859[36].

A vertente prática do ensino ministrado no IIL era assegurada por oficinas anexas[37], nomeadamente, de forjar; de fundir e moldar; de serrilharia e ajustamento; de tornear e modelar; e de manipulações químicas, as quais deveriam estabelecer-se nos arsenais do estado[38]. Não sendo certo o seu estabelecimento prático, José Silvestre Ribeiro refere que, em 1853, já haviam sido efetivamente organizadas "algumas oficinas"[39]. A constituição destas oficinas seria objeto de oposição de "vários proprietários e diretores de estabelecimentos de ferro" que contra elas representaram aos poderes públicos[40]. Em consequência foi criada uma comissão de inquérito, em 1858, para avaliar a concorrência que as oficinas do Instituto possivelmente representariam para os produtos das indústrias privadas, apesar de ser definido que as oficinas auxiliariam as próprias indústrias[41]. A conclusão da comissão seria negativa quanto ao impacto das oficinas do IIL na indústria uma vez que "seria necessário dar à fabricação nas oficinas um desenvolvimento muito mais vasto, e esquecer inteiramente os preceitos dos regulamentos, no cálculo dos preços, para que com alguma razão se pudessem entoar altas queixas contra a ditadura fabril deste estabelecimento"[42]. A concretização da instrução prática era também objecto de crítica pela comissão sendo considerada "irregular, anormal e desviada do caminho que a lei quis traçar"[43]. No ano seguinte, era constituída nova comissão com o objectivo de estudar a necessidade de "estabelecer definitivamente oficinas próprias" ao IIL, entre as quais a oficina de instrumentos de precisão[10]. Esta oficina seria criada em 1864 com um duplo propósito, o da formação dos alunos do Instituto e o de "fornecer este tipo de instrumentos a muitas instituições e repartições científicas, que de outro modo teriam que recorrer ao estrangeiro para adquirir os instrumentos (...) ou reparar aqueles com que trabalhavam". O desenvolvimento da oficina no seio do IIL resultou da acção do professor Francisco da Fonseca Benevides responsável pela cadeira de Física[44].

Os estabelecimentos anexos estabelecidos em 1852 compreendiam ainda um museu industrial[45], uma biblioteca industrial[46] e um laboratório afeto à disciplina de química[47]. O museu industrial era organizado em duas secções, a saber, um depósito de máquinas, e, uma secção de colecções tecnológicas e comerciais[48]. Encontrava-se localizado na Real Casa Pia, próxima do Mosteiro dos Jerónimos[49]. O guarnecimento científico do museu foi transferido do Conservatório de Artes e Ofícios de Lisboa, criado em 1836[50]. Não obstante, em 1858, a descrição crítica deixada pela comissão de inquérito, referida anteriormente, sobre a situação do museu não era abonatória acusando a falta de espaço e a ausência de colecções, para as quais os instrumentos existentes no Conservatório de Artes e Ofícios não haviam contribuído dado o seu "diminuto valor, e de tão duvidosa utilidade"[51]. Pela reforma de 1864, a designação do museu alterou-se para museu tecnológico[52], sendo que, segundo José Silvestre Ribeiro e atendendo às diminutas condições de que dispôs, apenas terá sido inaugurado em 1867[53]. Em 1872, segundo a descritiva de Fradesso da Silveira, a situação material do museu não teria conhecido melhorias, obstando à sua utilização por aqueles a quem se dirigiam as suas colecções: "faltam às galarias as condições necessárias para a exposição permanente e eficaz (...) Modestamente dotado no princípio, e agora quase em penúria, desde que a dotação destinada a novas aquisições para gabinetes de física e geologia, colecções tecnológicas, e laboratório de química, desceu a 1:7005000 reis, o museu da indústria, anexo ao instituto industrial e comercial de Lisboa, tem tido desenvolvimento muito superior ao que se poderia esperar dos seus pequenos recursos. Deve-se, em grande parte, o estado atual do museu aos cuidados, ao zelo, à incessante vigilância, à discreta direção, com que tem contribuído para a organização, arranjo e conservação das colecções os diretores do instituto, os seus professores e os seus empregados"[52]. Tendo sido objecto de diversas organizações e regulamentações, os Museus Industriais e Comerciais, designação adoptada a partir de 1884, foram extintos por decreto de 23 de Dezembro de 1899 e substituídos por uma comissão superior de exposições[54].

Segundo Silvestre Ribeiro, as oficinas do Instituto foram encerradas em 1860, à semelhança do que ocorrera com as da Escola Industrial do Porto, exceptuando-se a oficina de instrumentos de precisão dado não haver estabelecimento semelhante no país[53]. Pela reforma de 1864 determinava-se que existissem no Instituto uma biblioteca, um laboratório, um gabinete de física e o referido museu tecnológico. Esta reforma determinava que a vertente prática do ensino fosse concretizada em oficinas e fábricas particulares e em estabelecimentos do estado, procurando dessa forma "incentivar a ligação entre o ensino e a indústria"[44]. Em 1879, foi determinada a criação de "coleções de exemplares, modelos e desenhos necessários para o ensino, junto das cadeiras 7.ª, 8.ª e 9.ª", sendo também afeto orçamento próprio para a sua constituição[55].

Segundo a reforma de 1886, junto dos Institutos Industriais e Comerciais deveriam achar-se estabelecidos uma biblioteca, um laboratório químico, um gabinete de física, um laboratório mecânico, um museu, e "uma escola prática de telegrafia e laboratório eletrotécnico"[56]. No caso do IICL os estabelecimentos anexos eram completados com a oficina de instrumentos de precisão, já existente[57]. O plano de organização deixava também aberta a possibilidade de se constituírem "pequenas oficinas que a experiência demonstrar serem necessárias para o ensino prático dos alunos"[57].

Em 1891, a componente prática a observar nos cursos industriais e comerciais era cumprida em "salas de estudo, laboratórios e oficinas de trabalho manual", sendo os exercícios profissionais executados "sob vigilância dos respectivos professores, em obras e estabelecimentos públicos ou particulares"[58]. Ao contrário da reforma de 1891 que não apresentava os estabelecimentos anexos aos Institutos, em 1893 foi apresentada uma relação extensa e teórica de estabelecimentos anexos, entre os quais gabinetes, laboratórios e oficinas, cuja instalação, porém, "será feita sucessivamente, em harmonia com as forças do orçamento", ou seja, cuja existência estava dependente da condição financeira da nação e que, como tal, podem não ter sido efectivamente criados[59].

O Instituto Industrial de Lisboa conheceu uma primeira localização na "zona da Boavista", onde, desde 1840, se havia constituído uma área industrial considerável[60]. A localização próxima a uma das principais zonas industriais da cidade era demonstrativa da sinergia que se pretendia entre o ensino e o sector industrial.

Curricula

O plano de estudos do Instituto Industrial de Lisboa de 1852 compreendia nove cadeiras respeitantes aos três graus de instrução industrial, a saber, elementar, secundário e complementar[3]: no ensino elementar, a primeira, "Aritmética elementar; primeiras noções de álgebra; geometria elementar", e a segunda, "Desenho linear e de ornatos industriais", cadeiras; no ensino secundário, a terceira, "Elementos de geometria descritiva aplicada às artes", a quarta, "Noções elementares de física e química", e a quinta, "Desenho de modelos e máquinas. Primeira parte", cadeiras; e no ensino complementar, a segunda parte da quinta cadeira e a sexta, "Mecânica industrial", a sétima, "Química aplicada às artes", e a oitava, "Economia e legislação industrial" cadeira. O ensino era ministrado em regime nocturno[61]. Nos primeiros anos de funcionamento do IIL os alunos terão frequentado cursos livres em alternativa aos regulares, sendo esta medida adotada igualmente no Porto[62].

Em comparação com a EIP, o curso complementar do Instituto era mais completo acrescendo a segunda parte da quinta cadeira e a oitava cadeira. Em consequência, o IIL estava capacitado a passar cartas dos cursos de diretor mecânico e diretor químico, que não existiam na instituição portuense[63]. O IIL passava as cartas de curso segundo a frequência das cadeiras respectivas: "1.ª e 2.ª cadeiras, operário habilitado; 1.ª, 2ª e 5.ª cadeiras, oficial mecânico; 1.ª, 2.ª e 4.ª cadeiras com oficina de manipulações químicas, oficial químico; 1.ª, 2.ª e 4.ª cadeiras com oficina de forjar, oficial forjador; 1.ª, 2.ª e 4.ª cadeiras com oficina de fundir e moldar, oficial fundidor; 1.ª, 2.ª e 5.ª cadeiras com oficina de serrilharia e ajustamento, oficial serralheiro ajustador; 1.ª, 2.ª e 5.ª cadeiras com oficina de tornear e moldar, oficial torneiro ajustador; 1.ª, 2.ª, 3.ª e 5.ª cadeiras, oficinas; 1.ª, 2.ª e 3.ª cadeiras, mestre mecânico; 1.ª, 2.ª, 4.ª e 7.ª cadeiras com oficina de manipulações químicas, mestre químico; 1.ª, 2.ª, 3.ª, 4.ª, 5.ª, 6.ª e 8.ª cadeiras com as oficinas de forjar, fundir e moldar, serrilharia e ajustamento, e, tornear e moldar, diretor mecânico; 1.ª, 2.ª, 4.ª, 5.ª, 6.ª e 8.ª cadeiras com oficina de manipulações químicas, diretor químico"[63]. Dois anos após a fundação do Instituto não se encontravam concluídas a maioria das oficinas e, em consequência, por proposta do seu diretor, o Instituto Industrial ministrou cursos livres de algumas disciplinas, cujo ensino não dependia materialmente daqueles estabelecimentos[64].

Em 1856, era estabelecido um Curso Especial de Telegrafistas com o objectivo de "dar resposta ao desenvolvimento progressivo das ligações telegráficas", ao qual correspondeu a criação de uma nova cadeira, "Física e suas aplicações às artes, à telegrafia elétrica e aos faróis". Não obstante, à falta de um maior desenvolvimento das matérias específicas do curso e da inexistência de um tirocínio organizado, o curso demonstrar-se-ia insuficiente para concretizar essa formação específica[65].

A partir de 1864, a oferta curricular do IIL concentrou-se em dois graus com a seguinte distribuição de disciplinas: no 1.º grau, a primeira, "Aritmética, álgebra e geometria elementar e desenho linear", a segunda, "Princípios de química e física e noções de mecânica", e a terceira, "Tecnologia elementar e desenho geométrico", cadeiras; no 2.º grau, a primeira cadeira descrita atrás, e a segunda, "Geometria descritiva aplicada à indústria, topografia e levantamento de plantas, e desenho de modelos e de máquinas", a terceira "Física e suas aplicações às artes, e à telegrafia e faróis", a quarta, "Química aplicada às artes, à tinturaria e estamparia", a quinta, "Mecânica industrial e sua aplicação à construção de máquinas, especialmente às de vapor, e mecânica aplicada às construções", a sexta, "Construções civis e tecnologia geral", a sétima, "Artes de minas, docimasia e metalurgia", a oitava, "Desenho arquitectónico e de ornatos", a nona, "Contabilidade, princípios de economia industrial, noções de direito comercial e administrativo e de estatística", e a décima, "Línguas francesa e inglesa", cadeiras[66].

Ao contrário da reforma de 1852, que determinava as disciplinas que constituíam cada curso, a reforma de 1864 deixou essa determinação ao critério dos directores e dos conselhos escolares dos institutos. A oferta de cursos apresentada pelo IIL era a seguinte: "de directores de fábricas e oficinas industriais, mestres e contra-mestres", "de conductores de obras públicas", "de conductores de minas", "de conductores de máquinas e de fogueiros", "de telegrafistas", "de mestres de obras", "de faroleiros", "de mestres químicos e tintureiros", e "de constructores de instrumentos de precisão"[66].

Pela reforma de 1869, a oferta disciplinar manteve-se praticamente inalterada, correspondendo à oferta de 2.º grau estabelecida em 1864 com a alteração da designação de algumas cadeiras: "1.ª Aritmética, álgebra, geometria e trigonometria", "2.ª Geometria descritiva, aplicada à indústria, desenho de modelos e máquinas, estereotomia, topografia e levantamento de plantas", "3.ª Física e suas aplicações às artes, à telegrafia elétrica e aos faróis", "4.ª Química aplicada às artes e à indústria", "8.ª Desenho linear, arquitectónico, de ornatos e modelação" e "9.ª Princípios de economia política e industrial, noções de direito comercial e fiscal, estatística e história geral do comércio"[67]. Em consequência da transferência da secção de comércio do Liceu Nacional de Lisboa para o IICL em 1869, passou a constar no plano de estudos a sétima cadeira dedicada ao ensino comercial, "Escrituração e contabilidade industrial e comercial, seguros, câmbios, letras, exercícios práticos comerciais e geografia comercial"[67].

A oferta de cursos em 1869 era composta pelos cursos "de instrução geral para operários", "de directores de fábricas, ou oficinas industriais, mestres e contra-mestres", "de conductores de obras públicas", "de conductores de máquinas e de fogueiros", "de telegrafistas", "de mestres de obras", "de faroleiros", "de mestres químicos e tintureiros", e "de construtores de instrumentos de precisão" e pelo "curso comercial"[67]. À semelhança da reforma de 1864, a distribuição das disciplinas ficava a cargo dos órgãos de gestão escolar. Da evolução da oferta de cursos entre 1864 e 1869, observa-se que "a especificidade profissional vai aumentando de acordo com as novas profissões do capitalismo industrial e com o nível de atenção e autonomia dos profissionais dos diferentes institutos"[68].

Em 1870, a sétima cadeira do curso comercial foi desdobrada em duas unidades: uma primeira cadeira composta pelas disciplinas de "contabilidade comercial teórica e prática, escrituração e correspondência comercial nas línguas portuguesa, francesa e inglesa, exercícios práticos sobre arbítrios de câmbios, seguros, letras e facturas, usos das principais praças de comércio"; e uma segunda cadeira composta pelas disciplinas de "geografia e história comercial, elementos de direito comercial e marítimo, estatística comercial, conhecimento prático dos principais produtos naturais e manufacturados empregados no comércio, prática de manipulação no laboratório de química industrial". Esta alteração permitiu que o IICL ministrasse os dois cursos de que se compunha o ensino comercial, o curso elementar e o curso completo[69].

Com o objectivo de suprir as necessidades de quadros por parte das empresas mineiras[65], demonstrando a actualização do ensino face às necessidades industriais, em 1879, foram criadas três novas cadeiras correspondentes ao curso de condutores de minas igualmente instituído: "Mineralogia e geologia aplicadas, e elementos de geografia física", "Arte de minas, metalurgia e princípios de legislação mineira portuguesa" e "Princípios de química e física e introdução à história natural dos três reinos"[70]. Os alunos aprovados no curso eram considerados directores técnicos de minas. Com o acréscimo destas três cadeiras a oferta do Instituto totalizou as 14 cadeiras, como descrito abaixo.

Em 1880 e em 1884, o curso de comércio foi objecto de reorganização sendo dividido entre o curso elementar e o curso superior de comércio, com a duração de um e quatro anos, respectivamente[71]. Ainda no ano de 1880, face à insuficiência do curso de telegrafia, foi criado um novo curso, o "Curso Prático de Correios e Telégrafos", a cargo da Direcção Geral dos Telégrafos, composto por disciplinas leccionadas nesse organismo e no IICL. Ainda assim, considera-se ter-se mantido "grandes deficiências na formação de funcionários telegrafistas"[65].

Pela reforma de 1886 o quadro de cadeiras do IICL conheceu um acréscimo substancial totalizando 28 cadeiras, que apenas se apresentam nos quadros síntese devido à sua extensão. Este quadro era idêntico ao do Instituto Industrial e Comercial do Porto com excepção da 26.ª, 27.ª e 28.ª cadeiras, que eram específicas ao IICL[72]. A oferta de cursos compunha-se dos cursos comerciais elementares; cursos industriais elementares para operários de diferentes ofícios e artes; cursos preparatórios para acesso aos cursos industriais especiais ou ao curso superior de comércio; e cursos especiais de "condutores de obras públicas; condutores de minas; desenhadores; diretores de fábricas; construtores de máquinas e de instrumentos de precisão; correios e telégrafos; e quaisquer outros que o governo julgue conveniente criar". A estes acresciam o curso superior de comércio, o curso especial de verificadores de alfandega e o curso especial de cônsules, particulares ao IICL[73]. Pela mesma reforma o curso prático de correios e telégrafos recebeu um maior desenvolvimento com a criação da Escola Prática de Telegrafia e do laboratório de eletrotécnico, como referido acima[65].

A reforma de 1891 reorganizou o ensino industrial professado no IICL em dois ramos: ciência industrial com base em "três grupos: mecânico (...) físico [e] químico", e arte industrial com base na "tríplice divisão das artes plásticas: à pintura corresponde a pintura decorativa, à escultura a escultura decorativa e à arquitectura a construção do mobiliário"[74]. A oferta de cursos em cada ramo do ensino industrial dividia-se entre tipologia geral e especial: em ciência industrial, o curso geral de tecnologia geral e os cursos especiais de metalurgia e arte de minas, construções civis e obras públicas, construção e condução de máquinas, física industrial e construção de instrumentos de física, e química industrial e construção de aparelhos de química; em arte industrial, o curso geral de desenho industrial e os cursos especiais de pintura decorativa e escultura decorativa. Em Lisboa, ministravam-se todos os cursos do ramo de ciência industrial, sendo suprimido o curso prático de correios e telégrafos. A oferta de cursos comerciais, comum ao instituto portuense, compreendia quatro cursos: dois cursos completos, de primeiro grau "para negociantes de pequeno trato" e de segundo grau "ou superior para negociantes de grosso trato"; e dois cursos parciais, de escrituração e contabilidade para guarda livros, e de contabilidade financeira para empregados superiores de contabilidade[75].

Os cursos industriais constituíam-se com 22 disciplinas e os cursos de comércio com 14 disciplinas[76], distribuídas pelas secções industrial e comercial do IICL, as quais apenas se apresentam no quadro-síntese devido à sua extensão. As disciplinas poderão ter sido organizadas em cadeiras, adoptando uma outra organização que não a constante no decreto de 8 de Outubro de 1891, sendo algumas divididas entre primeira e segunda parte para possibilitar a sua distribuição pelos diferentes cursos[77]. Entre as disciplinas criadas surgiam pela primeira vez matérias relativas ao espaço colonial, cuja introdução foi motivada pela influência do Ultimatum Inglês de 1890 nos currículos das instituições públicas de ensino: na sexta, "parte c) Higiene geral e colonial" e vigésima segunda, "Geografia e história económica e comercial de Portugal e suas colónias (1.ª parte)" cadeiras da secção industrial; e na segunda, "Parte a) Geografia e história económica e comercial de Portugal e suas colónias (1.ª parte)", sexta, "Geografia e história económica e comercial geral, emigração e colonização", e 14.ª, "parte b) Higiene geral e colonial"[78] cadeiras da secção comercial. A sua criação respeitou à valorização dos alunos com destino aos territórios coloniais, que se pretendeu generalizar em todos os graus do ensino industrial e comercial, e ao seu potencial produtivo uma vez devidamente instruídos[79].

Em 1893, procedeu-se à alteração da distribuição das matérias de algumas disciplinas e à criação das disciplinas de "Hidráulica e suas aplicações. Rios e canais. Portos de mar" na secção industrial, e de "Contabilidade geral. Instituições comerciais. Comercio interior e exterior. (1.ª e 2.ª parte)" e "Cálculo comercial e financeiro na secção comercial (1.ª e 2.ª parte)" na secção commercial, que se encontram assinaladas no quadro-síntese relativo à organização de 1891 e de 1893[27].         

Pela reforma de 1898, foram restituídos os cursos secundário e superior de comércio na oferta do IICL, compatibilizando-a com o ensino elementar de comércio ministrado na escola criada junto da Câmara do Comércio e Indústria de Lisboa. Por esta reforma foram retomados alguns dos cursos suprimidos pela reforma de 1891, como o curso prático de telégrafos, reconfirmando a sua utilidade para o serviço público. Foram igualmente restituídas algumas disciplinas existentes previamente a 1891, como a de botânica e zoologia industriais, e criadas novas disciplinas como a de "Armamentos marítimos, industrias do mar". O quadro de cadeiras de 24 unidades, partilhado pelas duas secções e que abaixo se descrevem, habilitava para os cursos comerciais referidos atrás e para os cursos industriais de artes químicas, eletrotecnia, máquinas, construções civis e obras públicas, minas, e telégrafos. O curso superior industrial exigia a frequência de todas as cadeiras de que se constituíam os restantes cursos dessa secção[80].

                   

Plano de estudos de 1852 (Instituto Industrial de Lisboa (1852 - 1869))
Graus de ensino Nome da Cadeira Matérias Livros Professores
Ensino

Elementar

Primeira cadeira Aritmética elementar; primeiras noções de álgebra; geometria elementar.
Segunda cadeira Desenho linear e de ornatos industriais.
Ensino

Secundário

Terceira cadeira Elementos de geometria descritiva aplicada às artes.
Quarta cadeira Noções elementares de física e química.
Quinta cadeira Desenho de modelos e máquinas. Primeira parte.
Ensino Complementar Quinta cadeira Desenho de modelos e máquinas. Segunda parte.
Sexta cadeira Mecânica industrial
Sétima cadeira Química aplicada ás artes.
Oitava cadeira Economia e legislação industrial.
Física e suas aplicações às artes, à telegrafia elétrica e aos faróis (1856)
Plano de estudos de 1864, 1869 e 1870 (Instituto Industrial de Lisboa (1852 - 1869))
Graus de ensino Nome da Cadeira Matérias Livros Professores
1.º grau (1864) Primeira cadeira Aritmética, álgebra e geometria elementar e desenho linear. (Suprimida em 1869).
Segunda

cadeira

Princípios de química e física e noções de mecânica. (Suprimida em 1869).
Terceira cadeira Tecnologia elementar e desenho geométrico. (Suprimida em 1869).
2.º grau (1864) Primeira cadeira Aritmética, álgebra e geometria elementar e desenho linear. (Designação alterada em 1869).
Segunda

cadeira

Geometria descritiva aplicada à indústria, topografia e levantamento de plantas, e desenho de modelos e de máquinas. (Designação alterada em 1869).
Terceira

cadeira

Física e suas aplicações às artes, e à telegrafia e faróis. (Designação alterada em 1869).
Quarta cadeira Química aplicada às artes, à tinturaria e estamparia. (Designação alterada em 1869).
Quinta cadeira Mecânica industrial e sua aplicação à construção de máquinas, especialmente às de vapor, e mecânica aplicada às construções.
Sexta cadeira Construções civis e tecnologia geral.
Sétima cadeira Artes de minas, docimasia e metalurgia / Escrituração e contabilidade industrial e comercial, seguros, câmbios, letras, exercícios práticos comerciais e geografia comercial (1869-1870).
Oitava cadeira Desenho arquitectónico e de ornatos. (Designação alterada em 1869).
Nona cadeira Contabilidade, princípios de economia industrial, noções de direito comercial e administrativo e de estatística. (Designação alterada em 1869).
Décima cadeira Línguas francesa e inglesa.
Cadeiras dos cursos de comércio (1870) Primeira cadeira Contabilidade comercial teórica e prática, escrituração e correspondência comercial nas línguas portuguesa, francesa e inglesa, exercícios práticos sobre arbítrios de câmbios, seguros, letras e facturas, usos das principais praças de comércio.
Segunda cadeira Geografia e história comercial, elementos de direito comercial e marítimo, estatística comercial, conhecimento prático dos principais produtos naturais e manufacturados empregados no comércio, prática de manipulação no laboratório de química industrial.
Plano de estudos de 1879 (Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (1869 - 1911))
Graus de ensino Nome da Cadeira Matérias Livros Professores
Primeira cadeira Aritmética, álgebra, geometria e trigonometria.
Segunda

cadeira

Geometria descritiva aplicada à indústria, desenho de modelos e máquinas, estereometria, topografia e levantamento de plantas.
Terceira cadeira Física e suas aplicações às artes, à telegrafia eléctrica e aos faróis.
Quarta

cadeira

Química aplicada às artes e à indústria.
Quinta

cadeira

Mecânica industrial e sua aplicação à construção de máquinas, especialemente às de vapor, e mecânica aplicada às construções.
Sexta

cadeira

Construções civis e tecnologia geral.
Sétima

cadeira

Princípios de química e física e de introdução à história natural dos três reinos.
Oitava cadeira Mineralogia e geologia aplicadas e elementos de geografia física.
Nona cadeira Artes de minas e de metalurgia e princípios de legislação mineira portuguesa.
Décima cadeira Desenho linear, arquitectónico de ornatos e modelação.
Décima primeira cadeira Princípios de economia política e industrial, noções de direito comercial e fiscal, estatística e história geral do comércio.
Décima segunda cadeira Línguas francesa e inglesa.
Décima terceira cadeira (1.ª cadeira de comércio) Contabilidade comercial teórica e prática, escrituração e correspondência comercial nas línguas portuguesa, francesa e inglesa, exercícios práticos sobre arbítrios de câmbios, seguros, letras e facturas, usos das principais praças de comércio.
Décima quarta cadeira (2.ª cadeira de comércio) Geografia e história comercial, elementos de direito comercial e marítimo, estatística comercial, conhecimento prático dos principais productos naturais e manufacturados empregados no comércio, prática de manipulação no laboratório de química industrial.
Plano de estudos de 1886 (Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (1869 - 1911))
Anos Nome da Cadeira Matérias Livros Professores
Primeira cadeira Rudimentos de matemática.
Segunda cadeira Rudimentos de física, de química, e de eletrotecnia.
Terceira cadeira Rudimentos de mecânica.
Quarta cadeira Aritmética, álgebra e geometria sintética.
Quinta cadeira Geometria descritiva, estereotomia, e topografia.
Sexta cadeira Trigonometria plana, princípios de geometria analítica, de álgebra superior e de calculo infinitesimal.
Sétima cadeira Física geral e suas aplicações à indústria.
Oitava cadeira Eletrotecnia. Telegrafia e outras applicações da eletricidade.
Nona cadeira Química mineral e orgânica.
Décima cadeira Tecnologia química (cerâmica, tinturaria, estamparia e outras aplicações da química); matérias primas de origem mineral e suas transformações; caracteres físicos e químicos dessas mercadorias, seu valor comercial, suas falsificações e meios práticos de as reconhecer.
Décima primeira cadeira Zoologia e botânica elementares e higiene das industrias.
Décima segunda cadeira Mecânica geral e sua aplicação às máquinas.
Décima terceira cadeira Materiais de construção. Processos gerais de construção. Resistência de materiais e estabilidade de construções.
Décima quarta cadeira Estradas. Caminhos de ferro. Rios e canais. Portos.
Décima quinta cadeira Mineralogia e geologia.
Décima sexta cadeira Arte de minas e metalurgia.
Décima sétima cadeira Desenho linear, de figura, ornato, paisagem do natural e modelação.
Décima oitava cadeira Desenho de máquinas, construção de peças elementares e respectiva tecnologia.
Décima nona cadeira Desenho arquitetónico e topográfico. Cortes de plantas de minas.
Vigésima cadeira Geografia geral, historia elementar e geografia comercial.
Vigésima primeira cadeira Economia politica, princípios de direito administrativo e legislação industrial.
Vigésima segunda cadeira Contabilidade geral e operações comerciais.
Vigésima terceira cadeira Língua francesa.
Vigésima quarta cadeira Língua inglesa.
Vigésima quinta cadeira Língua alemã.
Vigésima sexta cadeira Matérias primas de origem orgânica, suas transformações e respectiva tecnologia; caracteres físicos e químicos de essas mercadorias e seu valor comercial; falsificações e meios práticos de as reconhecer; classificação geral das mercadorias; legislação aduaneira.
Vigésima sétima cadeira Direito comercial e marítimo, princípios de direito internacional e legislação consular.
Vigésima oitava cadeira Operações financeiras.


Plano de disciplinas dos cursos industriais de 1891 e 1893 (Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (1869 - 1911))
Nome da Disciplina Matérias Livros Professores
Primeira disciplina Aritmética e geometria plana (revisão), álgebra, geometria no espaço e trigonometria plana.

Alteração de 1893: parte a) Álgebra e geometria; parte b) Noções fundamentais de geometria analítica e cálculo infinitesimal.

Segunda disciplina Parte a) Elementos de cálculo infinitesimal e geometria analítica; parte b) Princípios de geometria descritiva e suas aplicações.

Alteração de 1893: Geometria descritiva e suas aplicações. Topografia (1.ª e 2.ª parte).

Terceira disciplina Parte a) Mecânica experimental; parte b) Mecânica industrial geral (estudo dos materiais de construção, resistências dos materiais, processos gerais de construção e grafoestática geral).

Alteração de 1893: parte b) Mecânica industrial geral (estudo dos materiais de construção; resistência de materiais e resistência aplicada).

Quarta disciplina Parte a) Física experimental; parte b) Física industrial geral (estudo dos instrumentos de física mais usuais nas industrias).
Quinta disciplina Parte a) Química experimental, mineral e orgânica; parte b) Química industrial geral (estudo das principais substâncias químicas empregadas nas indústrias).
Sexta disciplina Parte a) Tecnologia industrial geral; parte b) História, especialmente portuguesa, do progresso das indústrias; parte c) Higiene geral e colonial.
Sétima disciplina Parte a) Mineralogia e petrografia geral e industrial; parte b) Geologia geral e industrial.
Oitava disciplina Parte a) Desenho rigoroso e de ornato e modelação; parte b) Desenho aplicado às indústrias.
Nona disciplina Parte a) Desenho e modelação com aplicação à arte industrial (1.ª parte); parte b) idem (2.ª parte).
Décima disciplina Parte a) Desenho arquitectónico, topográfico e de minas.

Alteração de 1893, substituindo a 10.ª e a 11.ª cadeiras criadas em 1891: Desenho arquitectónico, topográfico e de minas e desenho de máquinas (1.ª e 2.ª parte).

Décima primeira disciplina Desenho de máquinas.

Alteração de 1893, substituindo a 13.ª cadeira: Hidráulica e suas aplicações. Rios e canais. Portos de mar. (1.ª e 2.ª parte).

Décima segunda disciplina Parte a) Metalurgia e arte de minas (1.ª parte); parte b) Arte de minas (2.ª parte) e legislação mineira.
Décima terceira disciplina Parte a) Construções civis e obras públicas (1.ª parte); parte b) Obras públicas (2.ª parte) e a sua legislação.

Alteração de 1893, substituindo a 13.ª cadeira: Processos gerais de construção. Construções civis. Estradas, caminhos de ferro e obras de arte. (1.ª e 2.ª parte).

Décima quarta disciplina Parte a) Construção de máquinas, especialmente de vapor; parte b) Condução de máquinas, idem.

Alteração de 1893: Construção e condução de máquinas, especialmente de vapor (1.ª e 2.ª parte).

Décima quinta disciplina Parte a) Industrias físicas e construção de instrumentos de física (1.ª parte); parte b) continuação (2.ª parte).
Décima sexta disciplina Parte a) Indústrias químicas derivadas do reino mineral, e construção de aparelhos de ensaios e demonstração de química (1.ª parte); parte b) Indústrias químicas derivadas dos reinos orgânicos, e construção de aparelhos de ensaios e demonstração de química (2.ª parte).
Décima sétima disciplina Parte a) Pintura decorativa (1.ª parte); parte b) idem (2.ª parte).
Décima oitava disciplina Parte a) Escultura decorativa (1.ª parte); parte b) idem (2.ª parte).
Décima nona disciplina Parte a) Língua inglesa (1.ª parte); parte b) idem (2.ª parte).
Vigésima disciplina Parte a) Língua alemã (1.ª parte); parte b) idem (2.ª parte).
Vigésima primeira disciplina Economia política, legislação industrial portuguesa, noções gerais de comércio.
Vigésima segunda disciplina Geografia e história económica e comercial de Portugal e suas colónias (1.ª parte)
Plano de disciplinas dos cursos comerciais de 1891 e 1893 (Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (1869 - 1911))
Nome da Disciplina Matérias Livros Professores
Primeira disciplina Economia política, legislação industrial portuguesa, noções gerais de comércio.
Segunda disciplina Parte a) Geografia e história económica e comercial de Portugal e suas colónias (1.ª parte); parte b) Idem (2.ª parte).
Terceira disciplina Parte a) Escrituração e contabilidade comercial geral, lei do selo; parte b) Contabilidade financeira.

Alteração de 1893: Contabilidade geral. Instituições comerciais. Comercio interior e exterior. (1.ª e 2.ª parte).

Quarta disciplina Parte a) Organização e instituições comerciais, comércio interior; parte b) comércio exterior.

Alteração de 1893: Cálculo comercial e financeiro (1.ª e 2.ª parte).

Quinta disciplina Parte a) Direito comercial português; parte b) Direito comercial marítimo e internacional, legislação consular.
Sexta disciplina Geografia e história económica e comercial geral, emigração e colonização.
Sétima disciplina Parte a) Merceologia (estudo e verificação das mercadorias), legislação fiscal e aduaneira.
Oitava disciplina Parte a) Língua inglesa (1.ª parte); parte b) Idem (2.ª parte).
Nona disciplina Parte a) Língua alemã (1.ª parte); parte b) Idem (2.ª parte).
Décima disciplina Aritmética e geometria plana (revisão), álgebra.
Décima primeira disciplina Elementos de cálculo infinitesimal.
Décima segunda disciplina Física experimental.
Décima terceira disciplina Química experimental.
Décima quarta disciplina Parte a) Tecnologia industrial geral; parte b) Higiene geral e colonial.


Plano de estudos dos cursos industriais e comerciais de 1898 (Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (1869 - 1911))
Nome da Cadeira Matérias Livros Professores
Primeira cadeira Álgebra, geometria no espaço, trigonometria rectilínea.
Segunda cadeira Álgebra superior, geometria analítica, cálculo infinitesimal.
Terceira cadeira Geometria descritiva e suas aplicações, topografia.
Quarta cadeira Mecânica (1.ª parte); Materiais de construção, resistência de materiais, resistência aplicada (2.ª parte).
Quinta cadeira Física experimental (1.ª parte); Física industrial (2.ª parte).
Sexta cadeira Química geral e industrial (1.ª parte); Análise química (2.ª parte).
Sétima cadeira Botânica industrial (1.ª parte); Zoologia industrial (2.ª parte); Higiene geral e colonial, profilaxia internacional (3.ª parte).
Oitava cadeira Mineralogia (1.ª parte); Geologia (2.ª parte).
Nona cadeira Processos gerais de construção, construções civis (1.ª parte); Estradas, caminhos de ferro, obras de arte (2.ª parte).
Décima cadeira Hidráulica e suas aplicações (1.ª parte); Rios e canais, portos de mar (2.ª parte).
Décima primeira cadeira Metalurgia, legislação mineira (1.ª parte); Arte de minas, topografia subterrânea (2.ª parte).
Décima segunda cadeira Máquinas (1.º ano, 1.ª parte); Máquinas (2.º ano, 2.ª parte).
Décima terceira cadeira Eletrotecnia (medidas elétricas, geradores e transformadores elétricos) (1.ª parte); Eletrotecnia (telegrafia e telefonia) (2.ª parte); Eletrotecnia (outras aplicações da eletricidade) (3.ª parte).
Décima quarta cadeira Industrias químicas, aparelhos e processos de ensaios (1.º ano, 1.ª parte); Industrias químicas, aparelhos e processos de ensaios (2.º ano, 2.ª parte).
Décima quinta cadeira Geografia comercial e história do comércio universal (1.ª parte); Geografia comercial e história do comércio de Portugal e suas colónias, emigração e colonização (2.ª parte); Armamentos marítimos, industrias do mar (3.ª parte)
Décima sexta cadeira Economia política, princípios de direito civil e administrativo, legislação industrial.
Décima sétima cadeira Contabilidade e operações comerciais (1.º ano, 1.ª parte); Contabilidade e operações comerciais (2.º ano), instituições comerciais (2.ª parte).
Décima oitava cadeira Cálculo de operações financeiras (1.º ano, 1.ª parte); Cálculo de operações financeiras (2.º ano, 2.ª parte).
Décima nona cadeira Direito comercial (1.ª parte); Direito marítimo e internacional, legislação consular (2.ª parte).
Vigésima cadeira Mercadorias (1.ª parte); Direito fiscal (2.ª parte).
Vigésima primeira cadeira Desenho rigoroso (1.ª parte); Desenho de ornato, modelação (1.º ano, 2.ª parte); Desenho de ornato, modelação (2.º ano, 3.ª parte).
Vigésima segunda cadeira Desenho topografia e arquitectónico (1.ª parte); Desenho arquitectónico e de máquinas (2.ª parte); Desenho de máquinas e de cortes e plantas de minas (3.ª parte).
Vigésima terceira cadeira Língua inglesa (1.º ano, 1.ª parte); Língua inglesa (2.º ano, 2.ª parte).
Vigésima quarta cadeira Língua alemã (1.º ano, 1.ª parte); Língua alemã (2.º ano, 2.ª parte).

Notas

  1. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 91.
  2. Alves, 92-93.
  3. 3,0 3,1 Decreto de 30 de Dezembro de 1852, Diário do Governo, no. 1, 1 de Janeiro de 1853, 5.
  4. Veja-se para a relação entre a Escola Industrial do Porto e o Instituto Industrial de Lisboa preconizada no Regulamento provisório de ambas as instituições, datado de 1853, Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:106.
  5. Ribeiro, 7:381.
  6. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 116.
  7. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:381.
  8. Ribeiro, 7:352.
  9. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 13:236.
  10. 10,0 10,1 Ribeiro, 13:238.
  11. Ribeiro, 13:239-241.
  12. Uma descrição sumária de algumas alterações pensadas na proposta de reforma de 1861 pode ser consultada em Ribeiro, 13:241-242.
  13. Alves, "ISEP: Identidade de uma Escola", 60.
  14. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 13:244.
  15. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 101.
  16. Decreto de 30 de Dezembro de 1869, Diário do Governo, no. 1, 3 de Janeiro de 1870, 9.
  17. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:358; 13:244.
  18. Ribeiro, 13:245.
  19. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 137.
  20. Decreto de 30 de Dezembro de 1886, Diário do Governo, no. 34, 14 de Fevereiro de 1887, 361.
  21. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:514.
  22. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 163-166.
  23. Alves, 107.
  24. Matos, "Dos institutos industriais", 58.
  25. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2407.
  26. Matos, "Dos institutos industriais", 59-61.
  27. 27,0 27,1 Decreto de 5 de Outubro de 1893, Diário do Governo, no. 243, 26 de Outubro de 1893, 2741.
  28. Decreto de 30 de Junho de 1898, Diário do Governo, no. 150, 12 de Julho de 1898, 1781-1785.
  29. Matos, "Dos institutos industriais", 66.
  30. Matos, 67.
  31. Alves, "ISEP: Identidade de uma Escola", 64-65.
  32. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:105.
  33. Ribeiro, 7:354.
  34. Ribeiro, 7:350.
  35. Matos, "Dos institutos industriais", 54.
  36. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:351.
  37. Uma descrição mais aprofundada sobre as operações realizáveis pelos alunos em cada uma das oficinas pode ser consultada em Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 13:227.
  38. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:347-349.
  39. Ribeiro, 7:357.
  40. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 13:234.
  41. Ribeiro, 13:228.
  42. Ribeiro, 13:235.
  43. Ribeiro, 13:236.
  44. 44,0 44,1 Matos, "Dos institutos industriais", 56.
  45. Relativamente ao museu do Instituto Industrial de Lisboa e o surgimento das primeiras propostas na década de 30 do século XIX, para o desenvolvimento de uma instituição desse tipo, designada Conservatório das Artes e Ofícios de Lisboa, vide Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 3:376-382.
  46. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:348.
  47. Ribeiro, 7:356.
  48. Sobre a constituição e evolução deste Museu vide Matos, "Dos institutos industriais", 61-66.
  49. Matos, 63.
  50. Sobre esta instituição José Silvestre Ribeiro deu alargada notícia, tendo igualmente desenvolvido as propostas existentes para a fundação de uma instituição do género, publicadas durante a primeira década do século XIX. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 3:376-379.
  51. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 13:235.
  52. 52,0 52,1 Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 3:380.
  53. 53,0 53,1 Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:357.
  54. Matos, "Dos institutos industriais", 66.
  55. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 16:483.
  56. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:338.
  57. 57,0 57,1 Ribeiro, 17:339.
  58. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2409.
  59. Decreto de 5 de Outubro de 1893, Diário do Governo, no. 243, 26 de Outubro de 1893, 2741.
  60. Matos, "Dos institutos industriais", 53.
  61. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 7:351.
  62. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 12:168.
  63. 63,0 63,1 Ribeiro, 7:348.
  64. Ribeiro, 7:356.
  65. 65,0 65,1 65,2 65,3 Matos, "Dos institutos industriais", 57.
  66. 66,0 66,1 Decreto de 20 de Dezembro de 1864, Diário do Governo, no. 1, 2 de Janeiro de 1865, 6.
  67. 67,0 67,1 67,2 Decreto de 30 de Dezembro de 1869, Diário do Governo, no. 1, 3 de Janeiro de 1870, 9.
  68. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 106.
  69. Decreto de 5 de Agosto de 1870, Diário do Governo, no. 187, 23 de Agosto de 1870, 1145.
  70. Decreto de 30 de Setembro de 1879, Diário do Governo, no. 222, 1 de Outubro de 1879, 2297.
  71. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:16; 211;213.
  72. Decreto de 30 de Dezembro de 1886, Diário do Governo, no. 34, 14 de Fevereiro de 1887, 361-362.
  73. Decreto de 30 de Dezembro de 1886, Diário do Governo, no. 34, 14 de Fevereiro de 1887, 362.
  74. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2407.
  75. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2408.
  76. Pode ser consultada a equivalência entre as disciplinas instituídas em 1886 e em 1891, após as supressões referidas, em Art. 28.º. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2410.
  77. A distribuição das disciplinas pelos cursos industriais e comerciais pode ser consultada em Capítulo II, Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2409-2410.
  78. Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2408-2409.
  79. Alves, "Contributos para o estudo do ensino industrial", 167.
  80. Decreto de 30 de Junho de 1898, Diário do Governo, no. 150, 12 de Julho de 1898, 1782. A distribuição das cadeiras pelos cursos pode ser consultada no quadro 1.º anexo ao diploma.

Fontes

Decreto de 5 de Agosto de 1870, Diário do Governo, no. 187, 23 de Agosto de 1870, 1145.

Decreto de 5 de Outubro de 1893, Diário do Governo, no. 243, 26 de Outubro de 1893, 2741.

Decreto de 8 de Outubro de 1891, Diário do Governo, no. 227, 9 de Outubro de 1891, 2406-2416.

Decreto de 20 de Dezembro de 1864, Diário do Governo, no. 1, 2 de Janeiro de 1865, 5-7.

Decreto de 30 de Dezembro de 1852, Diário do Governo, no. 1, 1 de Janeiro de 1853, 5.

Decreto de 30 de Dezembro de 1869, Diário do Governo, no. 1, 3 de Janeiro de 1870, 8-10.

Decreto de 30 de Dezembro de 1886, Diário do Governo, no. 34, 14 de Fevereiro de 1887, 361-365.

Decreto de 30 de Junho de 1898, Diário do Governo, no. 150, 12 de Julho de 1898, 1781-1785.

Decreto de 30 de Setembro de 1879, Diário do Governo, no. 222, 1 de Outubro de 1879, 2297.

Bibliografia

Alves, Luís Alberto Marques. "Contributos para o estudo do ensino industrial em Portugal (1851-1910)". Tese de Doutoramento, Universidade do Porto, 1998.

Alves, Luís Alberto Marques. "ISEP: Identidade de uma Escola com Raízes Oitocentistas". Sísifo. Revista de Ciências da Educação, no. 1 (Setembro/Dezembro 2006): 57-69.

Matos, Ana Cardoso de. "Dos institutos industriais à criação do Instituto Superior Técnico e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto". Em Ciência, Tecnologia e Medicina na Construção de Portugal, 4: 54-72. Lisboa: Tinta-da-China, 2021.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 3. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1873.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 7. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1878.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 13. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1885.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 16. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1889.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 17. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1892.

Ligações Internas

Para consultar as pessoas relacionadas com esta instituição, nomeadamente professores e alunos, siga o link:Categoria:Instituto Industrial de Lisboa

Ligações Externas

Gonçal, Isa. "Testemunhos museológicos e sua habitabilidade no ISEL: as colecções museológicas do Instituto Industrial de Lisboa - ISEL, origem, história e sua apresentação". Dissertação de mestrado, Universidade de Lisboa, 2010.

Matos, Ana Cardoso de. «From the Instituto Industrial de Lisboa to the Instituto Superior Técnico: places for the teaching of electricity in Portugal». Em 24th International Congress of History of Science, Technology and Medicine. Manhester, 2013.

Autor(es) do artigo

João de Almeida Barata

https://orcid.org/0000-0001-9048-0447

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

Apoio especial “Verão com Ciência 2022” da UID 4666 – CHAM — Centro de Humanidades, financiado por fundos nacionais através da FCT/MCTES (PIDDAC)

DOI

https://doi.org/10.34619/8xux-p8nz

Citar este artigo

Almeida Barata, João de. "Instituto Industrial de Lisboa", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 21/02/2024). Consultado a 17 de junho de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Instituto_Industrial_de_Lisboa. DOI: https://doi.org/10.34619/8xux-p8nz