Ivo Gomes de Oliveira

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Ivo Gomes de Oliveira
Nome completo valor desconhecido
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido


Biografia

Dados biográficos

Ivo Celestino Gomes de Oliveira nasceu em Lisboa em 1814. É filho de Felício José de Oliveira. Frequentou o Real Colégio Militar, o curso de engenharia em 1835, foi aluno da Aula, e do Liceu Camões[1]. Assentou praça em 27 de setembro de 1832. Passou a aspirante a alferes em julho de 1833, e em dezembro de 1833, foi promovido a 2º tenente. Em setembro de 1837 foi promovido a 1º tenente. Em 1845 passou a capitão do Regimento de Artilharia de Voluntários. No mesmo ano foi promovido a major capitão[2]. Por decreto de 20 de maio de 1847, foi exonerado do exercício de Major[3]. Em maio de 1854, foi nomeado cavaleiro da ordem militar de S. Bento de Avis[4].

Por portaria de 18 de agosto foi destacado pelo ministério da marinha para ser empregado durante um ano no serviço das obras públicas da província de Cabo Verde. Foi promovido a tenente coronel e chegou à cidade da Praia em 10 de junho de 1865. Em 18 de agosto de 1865 foi nomeado diretor das obras públicas de Cabo Verde. Tomou posse em setembro do mesmo ano e, em 25 de janeiro de 1866, foi exonerado deste serviço. Foi destacado para a ilha de Santo Antão para levantar a vila da Ponta do Sol. Tarefa que o tenente coronel recusou a fazer[5].

Da recusa do tenente coronel em efetuar a tarefa, resultou num ofício do governador geral de Cabo Verde, datado de 25 de janeiro de 1866, em que concedeu uma licença ao tenente coronel para o seu regresso ao reino. Neste documento, o governador informou acerca do motivo por que concedeu a referida licença, e que o fizera por ele se ter recusado a satisfazer à ordem de levantar a planta da povoação, que principiava a desenvolver-se na Ponta do Sol na ilha de Santo Antão. Também evocou outros motivos que não relata, por não serem honrosos para o interessado.

Em julho de 1869 foi transferido para o castelo de Angra. Por decreto de 20 de maio foi exonerado do cargo de major de praça do castelo de S. João Baptista de Angra nos Açores.

Em 1872, o tenente coronel foi preterido num concurso de acesso à promoção ao cargo superior. Reclamou e fez um pedido de indeminização e requereu a publicação dos motivos pelos quais foi privado de acesso ao posto de coronel em março de 1872[6].

Foi um processo bastante intrincado em que lhe foi recusado a promoção. Por decreto de 17 de julho de 1873 foi publicado a sua reforma.

Carreira

Outras informações

Obras

Notas

  1. Diário do Governo n.º 134 de 8 de junho de 1844
  2. Diário do Governo n.º 254 de 28 de outubro de 1846
  3. Diário do Governo n.º 121 de 24 de maio de 1847
  4. Diário do Governo n.º 120 de 24 de maio de 1854
  5. Diário do Governo n.º 14 de 18 de janeiro de 1872
  6. Idem

Fontes

Diário do Governo n.º 254 de 28 de outubro de 1846.

Diário do Governo n.º 121 de 24 de maio de 1847.

Diário do Governo n.º 120 de 24 de maio de 1854.

Diário do Governo n.º 14 de 18 de janeiro de 1872.

Diário do Governo n.º 134 de 8 de junho de 1844.

Bibliografia

Ligações Externas

Autor(es) do artigo

Fernando Pires

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

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