José Joaquim da Costa

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José Joaquim da Costa
Nome completo José Joaquim Victorio da Costa
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido


Biografia

Dados biográficos

José Joaquim Vitório da Costa foi Doutor em Matemática pela Universidade de Coimbra[1]. Poderá ser a mesma pessoa que José Joaquim da Costa (2) que trabalhou para a Índia por volta de 1790.

Carreira

Integrou as operações de demarcação do Rio Negro[1]. Em 1785, D. Maria I confirmou-o no posto do capitão de infantaria com exercício de engenheiro[2]. Em 1797 foi promovido, juntamente com José Simões de Carvalho, a sargento-mor de engenharia, continuando a servir no Pará[3].

Outras informações

Obras

No Arquivo Histórico do Exército, no Rio de Janeiro, constam os seguintes mapas de sua autoria:

Carta geográfica do rio Javarí 1787. Autores Cap José Joaquim Victório da Costa e Cap Pedro Alexandrino Pinto de Souza, monocromático, nanquim, escala em léguas, papel canson, 97cm x 52,5cm[4].

Plano da viage (sic) feita no rio Apaporis em MDCCLXXXII corregido sobre as latitudes e longitudes observados por  Dr. José Joaquim Victório da Costa, copiado pelo Cap Tito Antonio da França Amaral, em 1888, colorido, nanquim, tinta colorida, com nota explicativa, papel tecido, 63cm x 49,5cm[5][6].

Coleção de cartas do rio das Amazonas, desde a foz do rio Tapajos até a foz do rio Negro, em grande escala, com os fundos, baixos e notas para a navegação de alto bordo, mandadas pelo Illmo e Exmo Sr. Capitão General do Pará D. Francisco de Sousa Coutinho Levantads sobre o loch e a agulha Magnética e corrigidas sobre observações de longituge, latitude e declinação da agulha pelo Dr em Matemática e Sargento Mor Engenheiro José Joaquim Victório da Costa 1797, copiado pelo Tenente Manoel Tavares da Fonseca da Armada Real, coleção com oito folhas, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com notas explicativas, com rosa dos ventos, escala em léguas, papel canson telado, bom estado, medindo 96,5cm x 64cm[7].

II Cartas do canal boreal do rio das Amazonas, desde a barra boreal de Bailique até a praça de Macapá mandadas pelo Illmo e Exmo Snr Capitão General do Para D. Francisco de Sousa Coutinho levantar sobre triângulos apertando o canal traçados e medidos pelo Doutor em Matemáticas e Tenente Coronel José Joaquim Victória da Costa, 1800. desenhado pelo Ten V. Delgado Freire de Castilho, monocromático, nanquim, aquarela, com nota explicativa, escala em léguas, papel canson telado, mau estado, medindo 64cm x 77cm[8].

II Cartas do canal boreal do rio das Amazonas, desde a barra boreal de Bailique até a praça de Macapá mandadas pelo Illmo e Exmo Snr Capitão General do Para D. Francisco de Sousa Coutinho levantar sobre triângulos apertando o canal pelo Dr em Matemáticas e Tenente Coronel José Joaquim Victória da Costa, 1800. copiado pelo Major Antonio Pedro Lecor em 1863, monocromático, nanquim, aquarela, com notas explicativas, escala em léguas, papel canson telado, 188cm x 95cm[9].

Amazonas. Carta vendo-se Loreto, capella da aldeia de Santa Cruz, forte de Tabatinga, igreja de São Paulo de Olivença segundo Dr. Vitório 1781.– Impresso, monocromático, com notas explicativas, papel canson, 67,5cm x 46cm[10].


Francisco de Sousa Vitervo faz ainda referência às seguintes obras[11]:

1780-1789 - Carta geographica das viagens feitas nas capitanias do Rio Negro e Matto Grosso desde o anno de 1780 até 1789 para servirem de base á demarcação dos limites das ditas Captas. a respeito dos dominios Hespanhoes a ellas contiguas por José Joaquim Victorio da Costa, Dr. em Mathematicas. (cópia na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro)[12].

1797 - Collecção de cartas do Rio das Amazonas desde a foz do R. Topajós até a foz do Rio Negro em grande escala, com os fundos, baixos e notas para a navegação do alto bordo; mandadas pelo Illmo. e Exmo. Snr. Captam. Gral. do Pará D. Francisco de Sousa Coutinho; levantadas sobre o Loch e agulha magnetica, e corrigidas sobre observações de longitude, latitude e declinação da agulha pelo Dr. em mathematica, e Sargento Mor Engenheiro José Joaquim Victorio da Costa. 1797. 8 folhas. 0,576x0,901m cada uma mais ou menos. Secretaria dos Negócios Estrangeiros (cópia no Real Jardim Botânico de Lisboa).

1799 - Idéa graphica grosseira de hua parte do Amazonas pa. intelligencia da Carta a S. Exa. de 25 de Março de 1799. A traço de penna da propria mão do autor (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

1799 - Officio de D. Francisco de Sousa Coutinho, datado do Pará a 27 de abril de 1799 e dirigido a D. Rodrigo de Sousa Coutinho, remettendo varios mappas de uma parte do rio Amazonas levantados pelo engenheiro José Joaquim Victorio da Costa e Algumas das cartas que lhe foram dirigidas pelo mesmo engenheiro relativas á sua diligencia ao referido rio Amazonas (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

1799 - Copia da carta escripta pelo sargento mór dos Engenheiros J. J. V. da Costa, a qual tracta do reconhecimento da Foz do Amazonas em 1799. Ilha Caviana em 5 de Agosto de 1799 (Arquivo Militar do Rio de Janeiro).

1799-1800 - Reconhecimento e exame da foz do Amazonas, feitos em 1799-1800 (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

1800 - II Cartas do canal boreal do rio das Amazonas desde a barra boreal de Bailique até á praça de Marapá; mandadas pelo illmo. e exmo. sr. captam. geral. do pará D. Francisco de Sousa Coutinho, levantadas sobre triangulos apertando o canal traçadas e medidas pelo Dr. em Mathematica e tenente Coronel José Joaquim Victorio da Costa. 1800. 2folhas (Arquivo Militar do Rio de Janeiro).

1801 - Barra Austral do Amazonas e seus canaes até o seu concurso em frente de Chaves levantada pelo Capm. de Fragata José Joaqm. Victo. da Costa sobre hua serie de triangulos encadeados sobre duas bazes medidas. Em 1801 (Arquivo Militar do Rio de Janeiro).

1809 - Planta do Forte de São Joaquim do Rio Branco (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

1809 - Planta (e perfil) do Forte de São José de Maribitanas. No Rio Negro. Pelo Gov. da Capitania José Joaquim Victorio da Costa. 1809 (Arquivo Militar do Rio de Janeiro).

1809 - Planta do Forte de São Gabriel da Cachoeira. No Rio Negro. 1809 (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro).

Porção do rio Solimoéns entre Auati-parana e Ega, correcta sobre as Longitudes e Latitudes (Arquivo Militar do Rio de Janeiro).

Notas

  1. 1,0 1,1 Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III, 184-185.
  2. Biblioteca Nacional de Lisboa, Arquivo do Conselho Ultramarino, Ofícios: livro 44, folha 15 (apud Viterbo III 1922, 183-184)
  3. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Decretos do Conselho de Guerra: maço 155, número 215 (apud Viterbo III 1922, 184)
  4. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 06.70.3304
  5. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 06.70.3307
  6. Fundação Biblioteca Nacional - Brasil (BNB). Cota: ARC.019,10,017 - Cartografia. Disponível em Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional
  7. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 03.09.2148
  8. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 06.11.2117
  9. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 04.18.2123
  10. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 06.10.2106
  11. apud Viterbo III 1922, 184-185
  12. Fundação Biblioteca Nacional - Brasil (BNB). Cota: ARC.004,04,018 - Cartografia. Disponível em Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional

Fontes

Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx)

Fundação Biblioteca Nacional - Brasil (BNB)

Bibliografia

Sanjad, Nelson, "As fronteiras do ultramar: engenheiros, matemáticos, naturalistas e artistas na Amazônia, 1750-1820" In Artistas e artífices e a sua mobilidade no mundo de expressão portuguesa, 431-437. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2007.

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol III. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1922.

Ligações Externas

http://acervo.redememoria.bn.br/redeMemoria/handle/123456789/103601

Autor(es) do artigo

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

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