Academia Politécnica do Porto

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Academia Politécnica do Porto
(valor desconhecido)
Outras denominações Academia Politécnica da Cidade do Porto, Academia Polytechnica do Porto
Tipo de Instituição Ensino civil
Data de fundação 13 janeiro 1837
Data de extinção 19 abril 1911
Paralisação
Início: valor desconhecido
Fim: valor desconhecido
Localização
Localização Colégio de Nossa Senhora da Graça dos Meninos Órfãos, Porto,-
Início: 13 de janeiro de 1837
Fim: 1911
Antecessora Academia Real de Marinha e Comércio do Porto

Sucessora Faculdade de Ciências da Universidade do Porto


História

A Academia Politécnica do Porto foi uma instituição de instrução técnica criada por decreto de 13 de Janeiro de 1837, sucedendo à extinta Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto. Ao contrário desta última, a nova Academia apresentava um plano de estudos centrado no "ensino das 'engenharias' em detrimento da matriz naval e comercial que orientou a criação da antiga"[1], assemelhando-se ao currículo da Escola Politécnica de Lisboa igualmente criada naquele ano[2]. A preponderância da instrução técnica explica-se pela necessidade de redefinir a economia da cidade do Porto e proceder à sua industrialização após a independência do Brasil em 1822 e a consequente diminuição do comércio com aquele porto[3]. Ainda assim, mantendo os estudos navais e comerciais[2], o ensino da Academia era destinado a um largo leque profissional, mais precisamente, aos engenheiros civis "de todas as classes, tais como os engenheiros de minas, os engenheiros construtores e os engenheiros de pontes e estradas", bem como, aos oficiais de marinha, pilotos, comerciantes, agricultores, diretores de fábricas e artistas[4].

Ao longo da sua vigência a Academia Politécnica debateu-se com a falta de espaço, recursos materiais e uma organização exígua motivada pelos limitados recursos financeiros de que era dotada. Dez anos passados da sua fundação, na abertura do ano letivo, um professor da instituição, que José Silvestre Ribeiro não identifica, acusava a incapacidade da instituição em formar engenheiros uma vez "sem cadeira de construções, sem cadeira especial de mecânica aplicada, e [ensinando] os princípios de mecânica à segunda cadeira, mui sobrecarregada já", encontrando-se ainda a mecânica industrial a cargo do professor de física. Igualmente, a cadeira de desenho encontrava-se sobrecarregada devido à diversidade dos ramos de desenho que compunham o seu programa[5].

Afora as limitações nas distribuições das disciplinas, a que concerne um problema de quadros no corpo docente, criticava-se igualmente a duração do curso de comércio e de piloto. Refere o discurso, citado por José Silvestre Ribeiro, que o conselho escolar procurou remediar essa situação no ensino transferindo a disciplina de Mecânica teórica e industrial para a cadeira de Geometria descritiva, e a nova disciplina de Construções para a sexta cadeira, estabelecendo para esta última um regime bienal[6]. Não obstante, a problemática ter-se-á mantido agravada pela "censura dos governos e dos parlamentos, pelos cortes que fazem nas somas aplicadas aos estabelecimentos científicos"[6]. Segundo este discurso crítico, a sexta cadeira, onde era leccionada a disciplina de Construções Públicas, havia sido suprimida pela "reforma de fazenda", o que de facto sucedeu em 1844, como desenvolvido abaixo. A questão não seria de somenos importância como colocava o referido professor sublinhando a sua indispensabilidade: "Pelo orçamento ficou suprimida a cadeira em que se ensinavam construções numa academia destinada a formar engenheiros civis de todas as classes!"[7].

Segundo escrito de autoria não identificada por José Silvestre Ribeiro, as condições que a Academia Politécnica dispunha para o ensino e a própria organização científica não lhe permitiam "ministrar uma instrução preparatória igual à que se professava nas faculdades de matemática e filosofia da Universidade de Coimbra, e na Escola Politécnica de Lisboa", pois o quadro de cadeiras da Academia não correspondia "ao ensino superior de engenharia civil nos seus principais ramos". Esta incapacidade derivava, segundo o autor, das decisões tomadas pelo conselho académico da Academia quanto aos programas ministrados que haviam redundado em sacrificado "a instrução em algumas doutrinas, das mais importantes numa escola desta ordem, cuja feição característica era o ensino da ciência industrial nas modestas proporções da arte e do ofício". A mais, outras dificuldades, como as necessidades materiais afetas aos estudos e à componente prática do ensino, viriam a constituir obstáculos à persecução do ensino e a marcar a vida da própria instituição sendo claro "com quantas dificuldades tiveram a lutar os lentes desta academia"[7][8].

Nesse sentido, observe-se a descrição que Silvestre Ribeiro redigiu sobre o ano letivo de 1850-1851 e as dificuldades verificadas então: "A academia necessitava de um jardim botânico e experimental; e sentia a falta de simplicidade no curso de pilotagem, de instrumentos de física, e de uma cadeira para o ensino do curso de construções"[9]. No ano lectivo seguinte, a corporação dos professores "pedia novo local para laboratório químico, e observatório astronómico"[10].

Em 1854, segundo o relatório do Conselho Superior de Instrução Pública, o conselho académico da Academia Politécnica apresentara um extenso programa de reivindicações: "1.º Concessão da igreja profanada, e do claustro a ela contíguo, do extinto convento das religiosas carmelitas do Porto, para o estabelecimento do laboratório químico. 2.º Reestabelecimento da 6.ª cadeira (...) sendo o restabelecimento da indicada cadeira para o ensino das construções públicas, e para aliviar a 3.ª cadeira. 3.º Estabelecimento de um observatório astronómico. 4.º Conveniência de se concederem licenças aos militares da guarnição do Porto e dos corpos das províncias do norte para frequentarem a Academia Politécnica do Porto, enquanto aos cursos preparatórios para admissão nas escolas do exército". Solicitava igualmente o financiamento necessário ao recheio dos gabinetes, destinados ao ensino prático, e a criação de quatro novas cadeiras, a saber, "de economia política", "de construções navais", "de geologia, mineralogia, e artes de minas", e uma "cadeira de agricultura, economia rural e tecnologia". Segundo José Silvestre Ribeiro, a resposta do Conselho Superior a estas solicitações foi negativa[11].

Afora as alterações a cadeiras isoladas decretadas nas décadas de 40, 50 e 90 do século XIX, bem como na primeira década do século seguinte, que abaixo se mencionam, o quadro disciplinar e os cursos ministrados seriam apenas revistos mais profundamente com as reformas aplicadas por decreto de lei de 31 de Dezembro de 1868[12] e por carta de lei de 21 de Julho de 1885[13], regulamentada em 1888[14]. Esta última viria igualmente a atender em certa medida às dificuldades financeiras vividas pela instituição, dotando-a de novas fontes de financiamento[15].

Em função da reforma republicana do ensino superior português, em 19 de Abril de 1911, foram criadas as Universidades de Lisboa e do Porto, sendo a Academia Politécnica extinta e sucedida pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e a Escola de Engenharia anexa para onde foram transferidos os cursos de engenharia da extinta Academia[16].

Outras informações

Foram directores da Academia Politécnica: o professor João Baptista Ribeiro entre 1837 e 1868, o professor Joaquim Torcato Álvares Ribeiro, interinamente entre 1865 e 1868[17], o professor Adriano Machado entre 1869 e 1886, e Gomes Teixeira entre 1886 até à extinção da instituição[18].

Aquando da sua fundação consideravam-se estabelecimentos anexos à Academia Politécnica do Porto os estabelecimentos existentes na Academia Real de Marinha e Comércio. A esses acresciam ainda: "1.º Um gabinete de historia natural industrial; 2.º um gabinete de máquinas; 3.º um laboratório químico, e oficina metalúrgica; 4.º um jardim botânico e experimental"[19]. O estabelecimento efetivo do jardim botânico e experimental, e do laboratório químico apenas se concretizou em 1844[20]. A relação apresentada dizia respeito aos estabelecimentos que se pretendiam ver estabelecidos e, por isso, não corresponde à criação de facto daqueles. Nesse sentido, leia-se a crítica exarada por um professor da Academia sobre a discrepância entre os estabelecimentos anexos determinado pela lei e as dificuldades suscitadas na sua concretização: "Todavia, o que é mais para estranhar é como se decreta entre nós estabelecimentos sem prover aos meios de os custear (...) A reforma literária de 1837, como outras provisões dessa administração, daria a um estrangeiro que confiasse na letra das nossas leis e decretos, a ideia mais avantajada de nós". No caso particular da Academia Politécnica do Porto, o professor registava o seguinte: "Para das demonstrações de física e química, pelo incansável zelo dos professores da Academia Politécnica improvisou-se um gabinete e um laboratório, e mendigaram-se, até por empréstimo de generosos particulares, exemplares para as demonstrações de história natural (...) O gabinete de máquinas, o jardim botânica e experimental, a oficina metalúrgica, nunca tiveram existência. E se o gabinete de física possui uma máquina elétrica de grande custo, fora ela comprada pela junta da companhia para a casa que ela fundara, hoje extinta, de sociedade de náufragos. E nem o observatório nem os estudos topográficos foram providos dos novos e melhorados instrumentos que a aplicação do princípio de repetição e o adiantamento das artes tem introduzido"[7].

O número de alunos matriculados na Academia Politécnica sofreu um acréscimo entre o ano letivo de 1847-1848, quando contava 179 alunos, e 1857-1858, registando-se a matrícula de 207 alunos, sendo oito militares[21][22]. No ano letivo de 1848-1849 contabilizavam-se 145 alunos, e, no seguinte, 103 alunos. Em 1850-1851, 92 alunos, e, em 1852-1853, registou um total de 219 alunos[23] e no seguinte 129 alunos[24]. No ano letivo de 1854-1855, mercê das licenças concedidas pelo Ministério do Reino para frequência das aulas da Academia Politécnica, o número de alunos matriculados ascenderia aos 243[25].

Em 1838, a Câmara Municipal do Porto requereu que os alunos do Colégio de Meninos Órfãos frequentassem gratuitamente as aulas da Academia Politécnica. Essa frequência ocorria à semelhança do que havia sido estabelecido junto da Academia Real de Marinha e Comércio do Porto, alojada no mesmo edifício que o Colégio, pelo que a Academia Politécnica terá mantido aquela localização[26]. Em 1845, por decreto de 8 de Outubro, os poderes públicos destinavam os antigos edifício e cerca do extinto Convento das Carmelitas, na cidade do Porto, para instalação futura da Academia Politécnica, a Escola Médico-Cirúrgica do Porto e a Guarda Municipal[27]. No entanto, apenas em 1852, por decreto de 20 de Outubro, vieram a ser demarcados os espaços do edifício destinados a cada instituição[28]. Seis anos depois as obras no "edifício da Academia Politécnica do Porto" continuariam sem conclusão[29] e, em consequência, era nomeada uma comissão para organizar o "plano definitivo para as obras indispensáveis no edifício", em que se achava igualmente a "Escola Industrial Portuense"[30]. Apesar da apresentação do plano em 26 de Janeiro de 1863, que propunha igualmente albergar a Academia de Belas Artes e a Biblioteca Pública[31], o edifício apenas seria terminado já na transição para o século XX[32].

Professores

O número de professores proprietários que compunham o corpo docente não é apresentado por José Silvestre Ribeiro, deixando apenas a nota de existirem "tantos professores proprietários, quantos são os cursos". Estabeleciam-se seis lugares de professor substitutos na qualidade de "demonstradores natos", ou seja, eram responsáveis por executarem a componente prática das disciplinas. Um professor substituto encontrava-se afeto e especialmente dedicado aos trabalhos da cadeira de desenho[19].

Após a Revolução Setembrista de 1836, os professores da Academia de Marinha e Comércio do Porto foram reintegrados, ou viriam a sê-lo, na Academia Politécnica do Porto, nos lugares vagos existentes, ou naqueles que vagassem[33].

Curricula

Aquando da fundação, a oferta curricular da Academia Politécnica compunha-se de seis cursos, a saber, de engenheiro de marinha e de oficial de marinha, com a duração mínima de cinco anos; e de piloto, de comércio, de agricultura e de artes com a duração mínima de três anos[34]. Em razão das dificuldades suscitadas pelo número diminuto de cadeiras que a Academia dispunha, refere autor anónimo citado por Silvestre Ribeiro, o conselho académico da instituição decidiria pela especialização do curso de engenheiro, subdividindo-o em quatro cursos especiais, a saber, de engenheiro de minas, construtores de navios, geógrafos e engenheiros de pontes e estradas, e assim, sacrificara "o ensino à multiplicidade dos cursos"[35]. Simultaneamente, era estabelecido que a Academia Politécnica albergasse as aulas correspondentes às leccionadas no Liceu Nacional do Porto[36], as quais seriam frequentadas pelos alunos do liceu em substituição, mais precisamente a 7.ª, 8.ª e 9.ª cadeiras[37].

As condições e privilégios resultantes da conclusão dos cursos, tanto para civis como para militares, parecem não ter tido aplicação prática, nomeadamente, quanto ao acesso a empregos públicos, sendo o curso da Academia Politécnica habilitação favorável; ou quanto à recusa de licenças de oficiais para frequentarem o curso preparatório para ingresso na Escola do Exército[38]. Apenas em 1844, a Academia começou a ministrar os cursos preparatórios requeridos na admissão à Escola do Exército, em semelhança da Escola Politécnica de Lisboa. À semelhança os alunos, que tivessem concluído o curso de oficiais de marinha, podiam ser nomeados para guardas marinhas e permitido servir na Armada Real[20]. Não obstante, as dificuldades na obtenção de licenças por parte dos oficiais ter-se-ão mantido[39].

Em 1868, a oferta curricular da Academia foi reformulada com a supressão do curso de oficiais de marinha, de agricultores, de directores de fábrica, e de artistas. Uma redução dos cursos ministrados que, como sublinha Hélder Pinto, "mostra bem o carácter que se pretendia para esta instituição como Escola de Engenharia"[12]. Com a mesma orientação, a reforma de 1885 reorganizou a oferta de cursos segundo duas áreas disciplinares, Engenharia e Comércio, pelo que reduzia a sua oferta ao curso de engenheiros civis, compreendendo as obras públicas, as minas e industriais; e ao curso de comércio[40]. Eram ainda ministrados três cursos preparatórios para as matrículas da Escola do Exército, da Escola Naval, das Escolas Médico-Cirúrgicas e da Escola de Farmácia[41].

A identidade da Academia Politécnica enquanto "escola de 'ciências industriais', em detrimento da sua vertente de 'escola de comércio' que tinha herdado da sua antecessora" foi reforçada pela supressão do curso de Comércio em 1897[42]. Esta supressão, bem como as atrás mencionadas, surgiu no contexto da criação do Instituto Industrial do Porto em 1852, a sua posterior transformação em Instituto Industrial e Comercial em 1886, e a progressiva absorção do ensino técnico e comercial no Porto por estas instituições. Nesse sentido, a supressão do curso de comércio era igualmente justificada pela sobreposição de disciplinas entre as instituições[43]. Observe-se, também, que, em 1881, seria apresentado, sem sucesso, um projecto de fusão entre aquele Instituto e a Academia, dando origem a um "Instituto Politécnico" que, dessa forma, procurava contrariar a especialização observada em cada instituição[44].

A partir de 1902, à semelhança da Universidade de Coimbra e da Escola Politécnica de Lisboa, a Academia ministrou o curso de habilitação para o professores dos liceus nas áreas de matemática, ciências físico-químicas, ciências histórico-naturais e desenho[45].

O ensino de aparelho e manobra navais era assegurado por um mestre, subordinado ao professor de disciplina de navegação. O ensino da arquitetura civil e naval era ministrado na Academia Portuense de Belas Artes. A componente de instrução prática da Academia Politécnica era realizada através de "experiências, manipulações, e os mais exercícios práticos [realizados] nos gabinetes da academia, nas oficinas da Academia Portuense de Belas Artes, e nas salas do Conservatório das Artes e Ofícios, que serão para esse fim estabelecimentos comuns"[37].

O plano de estudos de 1837 determinava a existência de 11 grupos disciplinares, correspondidos em igual número de cadeiras[46]. Em 1844, a sexta cadeira, em que se leccionavam a Artilharia e táctica naval, foi suprimida por decreto, com força de lei, de 20 de Setembro[47], podendo a supressão ser observada como "um dos passos oficiais no distanciamento gradual da APP em relação ao seu passado como Academia de Marinha [não sendo] essencial numa instituição que se pretendia vocacionada para o ensino das 'sciencias industriaes'"[48].

Em 1857, em resultado das queixas e propostas do conselho académico da Academia Politécnica o quadro de oferta disciplinar era alargado com a criação da 12.ª cadeira, por decreto de lei de 15 de Julho[49], "destinada para o ensino da economia política, e dos princípios de direito administrativo e comercial", com a opção de se tornar bienal[50]. No ano seguinte, era aprovada pelo Conselho Superior de Instrução Pública a criação de uma cadeira destinada à leccionação das disciplinas de "construções públicas, pontes, estradas e máquinas a vapor, a fim de ser completo o curso de engenheiros civis"[51]. A constituição destas matérias em cadeira própria em 1858 sucedeu à sua anterior inclusão na sexta cadeira, entre 1838 e 1844, e na terceira cadeira a partir daquele último ano[52].

O quadro disciplinar foi objecto de reforma profunda, em 1868, sendo decretada a criação de duas cadeiras, de Química Orgânica e de Mecânica. Contudo, apenas a última foi efetivamente constituída como a 13.ª cadeira, "Mecânica aplicada ás construções civis". Com uma organização bienal, no primeiro ano leccionava-se a "Resistência de materiais - Estabilidade de construções - Construções em geral - Vias de comunicação - Pontes de todas as espécies - Teoria das máquinas de vapor"; e, no segundo ano, leccionava-se a "Hidráulica - Construções hidráulicas - Caminhos de ferro - Teoria das sombras - Perspectiva linear e estereotomia das obras de madeira". Por sua vez, a disciplina de Química Orgânica terá sido, muito provavelmente, leccionada na nona cadeira, segundo Hélder Pinto[53].

Em 1883, por carta de lei de 14 de Junho, era reestabelecida a sexta cadeira, porém, "tendo por objetivo o ensino da mineralogia, geologia, metalúrgica e arte de minas"[54], tal como havia sido proposto em 1864[55].

Com a reforma de 1885, o quadro disciplinar da Academia foi reformulado e alargado, estabelecendo-se 18 cadeiras[56]. Não obstante, posto que as principais alterações já estivessem em prática, aquela reforma veio principalmente confirmá-las. Ou seja, "as cadeiras da APP, mesmo antes desta reforma, já não seguiam à risca o estipulado pelos estatutos de 1837 [pelo que] na prática, a reforma de 1885 veio por um lado formalizar o que já se praticava", procedendo ao desdobramento de cadeiras e permitindo o "aprofundamento e ampliação das matérias ensinadas"[57]. O programa detalhado de cada cadeira encontra-se publicado pelo Annuario da Academia Polytechnica do Porto referente ao ano lectivo de 1886-1887[58].

Em função da supressão do curso de Comércio em 1897, a respectiva cadeira foi substituída pela de Tecnologia Industrial, em que se leccionava eletrotecnia e indústrias químicas[42]. No ano seguinte, foi autorizado o desdobramento provisório da sexta e nona cadeiras, Física e, Mineralogia e Geologia, respectivamente. O alargamento do quadro disciplinar a um total de 20 cadeiras foi decretado em 2 de Setembro de 1901, sendo criada a 19.ª cadeira, de Física matemática, e a 20.ª cadeira, de Mineralogia[59].

Plano de estudos de 1837
Ano Nome da Cadeira Matérias Livros[60] Professores
1.ª cadeira: Aritmética, geometria elementar, trigonometria plana, álgebra Francoeur. Geometria analytica no plano e no espaço, albegra superior e trigonometria espherica. Coimbra: [s. ed.], [s. d.]. Professor proprietário entre 1837 e 1876: António Luiz Soares[61].

Professor proprietário entre 1876 e 1877: Joaquim de Azevedo Sousa Vieira da Silva Albuquerque[62].

Professor proprietário entre 1877 e 1882: José Pereira da Costa Cardoso[63].

Professor proprietário entre 1882 e 1883: Rodrigo de Melo e Castro de Aboim[64].

Professor proprietário entre 1883 e 1884: Isidoro António Ferreira[64].

Professor proprietário entre 1884 e 1885: Luiz Ignacio Woodhouse[65].

2.ª cadeira: Álgebra com aplicação à geometria, cálculo diferencial e integral, princípios de mecânica. Sturm, Charles. Cours d'analyse de l'École polytechnique, 5.ª ed. Professor proprietário entre 1837 e 1858: João Ricardo da Costa[66].

Professor proprietário entre 1858 e 1877; e entre 1878 e 1881: Pedro de Amorim Viana[67].

Professor proprietário entre 1877 e 1878; e entre 1881 e 1883: J. d'Azevedo S. V. da Silva Albuquerque[63].

Professor proprietário entre 1883 e 1884: Luiz Ignacio Woodhouse[64].

Professor proprietário entre 1884 e 1885: Francisco Gomes Teixeira[65].

3.ª cadeira: Geometria descritiva Delaunay, Charles. Traité de mécanique rationelle, 5.ª ed.

Leroy, Charles. Traité de géométrie descriptive, 9.ª ed.

Bour, Edmond. Cours de mécanique et machines: professé à l'école polytechnique. Paris: Gauthier-Villars, 1887.

Claudel. Aide-mémoire des ingénieurs, des architectes, & c., 8.ª ed.

Professor proprietário entre 1837 e 1869: José Victorino Damásio[68].

Professor proprietário entre 1869 e 1877: António pinto de Magalhães Aguiar[69].

Professor proprietário entre 1877 e 1878: Pedro de Amorim Viana[70].

Professor proprietário entre 1878 e 1885: J. d'Azevedo S. V. da Silva Albuquerque[71].

4.ª cadeira: Desenho Professor proprietário entre 1862 e 1885: Francisco da Silva Cardoso[72].

Professor substituto entre 1851 e 1862: Francisco da Silva Cardoso[72].

Professor substituto entre 1863 e 1885: Guilherme António Correia[73].

5.ª cadeira: Trigonometria esférica, princípios de astronomia e geodésia, navegação teórica e prática Dubois, Edmond. Cours d'astronomie, 2.ª ed.

Francoeur, Louis-Benjamin. Géodésie, ou Traité de la figure de la terre et de ses parties.

Souza Pinto, Rodrigo de. Elementos de Astronomia.

Professor proprietário entre 1837 e 1844: Diogo Kopke[74].

Professor proprietário entre 1844 e 1868: Joaquim Torquato Alvares Ribeiro[75].

Professor proprietário entre 1868 e 1877: Gustavo Adolfo Gonçalves e Sousa[69].

Professor proprietário entre 1877 e 1881: António Pinto de Magalhães Aguiar[63].

Professor proprietário entre 1881 e 1882: Rodrigo de Melo e Castro de Aboim[64].

Professor proprietário entre 1882 e 1883: Joaquim Duarte Moreira de Sousa[64].

Professor proprietário entre 1883 e 1884: Roberto Rodrigues Mendes[64].

Professor proprietário entre 1884 e 1885: Luiz Ignacio Woodhouse[65].

6.ª cadeira: Artilharia e táctica naval (até 1844);

Mineralogia, geologia, metalúrgica e arte de minas (a partir de 1883)

Professor proprietário entre 1883 e 1885: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[72].

Professor substituto entre 1884 e 1885: Manuel Amândio Gonçalves[73].

7.ª cadeira: História natural aplicada às artes e aos ofícios Edwards, Milne. Zoologie, 11.ª ed. Professor proprietário entre 1854 e 1881: Arnaldo Anselmo Ferreira Braga[76].

Professor proprietário entre 1882 e 1885: José Diogo Arroio[77].

Professor substituto entre 1851 e 1859: Francisco de Sales Gomes Cardoso[78].

Professor substituto entre 1873 e 1876: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[79].

Professor substituto entre 1877 e 1880: António Joaquim Ferreira da Silva[79].

Professor substituto entre 1881 e 1882: José Diogo Arroio[77].

Professor substituto entre 1883 e 1884: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[72].

Professor substituto entre 1884 e 1885: Manuel Amândio Gonçalves[73].

8.ª cadeira: Física e mecânica industriais Jamin, Jules. Petit traité de physique à l'usage des établissements d'instruction.... [s. l. ]: [s. ed], 1870. Professor proprietário entre 1838 e 1878: José de Parada e Silva Leitão[80].

Professor proprietário entre 1876 e 1885: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[79].

Professor substituto entre 1851 e 1859: Francisco de Sales Gomes Cardoso[78].

Professor substituto entre 1873 e 1876: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[79].

Professor substituto entre 1877 e 1880: António Joaquim Ferreira da Silva[79].

Professor substituto entre 1881 e 1882: José Diogo Arroio[77].

Professor substituto entre 1883 e 1884: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[72].

Professor substituto entre 1884 e 1885: Manuel Amândio Gonçalves[73].

9.ª cadeira: Química, artes químicas, e lavra de minas Grimaux, Édouard. Chimie inorganique élémentaire. Professor proprietário entre 1876 e 1880: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[81][82].

Professor proprietário entre 1880 e 1885: António Joaquim Ferreira da Silva[79]. Professor substituto entre 1851 e 1859: Francisco de Sales Gomes Cardoso[78].

Professor substituto entre 1873 e 1876: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[79].

Professor substituto entre 1877 e 1880: António Joaquim Ferreira da Silva[79].

Professor substituto entre 1881 e 1882: José Diogo Arroio[77].

Professor substituto entre 1883 e 1884: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[72].

Professor substituto entre 1884 e 1885: Manuel Amândio Gonçalves[73].

10.ª cadeira: Botânica, agricultura, economia rural, e veterinária Richard, Achille. Nouveaux éléments de botanique et de physiologie végétale Eléments de botanique.

Maout, Emmanuel, e Joseph Decaisne. Flore élémentaire des jardins et des champs.

Professor proprietário entre 1838 e 1859: António da Costa Paiva[80].

Professor proprietário entre 1859 e 1885: Francisco de Sales Gomes Cardoso[78]. Professor substituto entre 1851 e 1859: Francisco de Sales Gomes Cardoso[78].

Professor substituto entre 1873 e 1876: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[79].

Professor substituto entre 1877 e 1880: António Joaquim Ferreira da Silva[79].

Professor substituto entre 1881 e 1882: José Diogo Arroio[77].

Professor substituto entre 1883 e 1884: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[72].

Professor substituto entre 1884 e 1885: Manuel Amândio Gonçalves[73].

11.ª cadeira: Comércio e economia industrial Pequito, Rodrigo. Curso de contabilidade mercantil.

Garnier, Joseph. Traité complet d'arithmétique théorique et appliquée au Commerce à la banque, aux finances, à l'industrie.

Professor proprietário entre 1867 e 1885: José Joaquim Rodrigues de Freitas[83].

Professor substituto entre 1864 e 1867: José Joaquim Rodrigues de Freitas[83].

Professor substituto entre 1869 e 1885: António Alexandre Oliveira Lobo[73].

12.ª cadeira: Economia política, princípios de direito administrativo e comercial (1857) Le Hardy de Beaulieu, Charles. Traité élémentaire d'économie politique, 2.ª ed. Professor proprietário entre 1858 e 1885: Adriano d'Abreu Cardoso Machado[83].

Professor substituto entre 1864 e 1867: José Joaquim Rodrigues de Freitas[83].

Professor substituto entre 1869 e 1885: António Alexandre Oliveira Lobo[73].

13.ª cadeira: Mecânica aplicada às construções civis (1868) Bresse, Jacques. "Première partie: Résistences des matériaux et stabilité des constructions". Em Cours de mécanique appliquée professé à l'École des Ponts et Chaussées, 2.ª ed.

Sganzin, Joseph. Programme ou résumé des leçons d'un cours de construction.

Leroy, Charles. Traité de stéréotomie, 6.ª ed.

Pambour, François. Théorie des machines à vapeur, 2.ª ed.

Professor proprietário entre 1869 e 1877: José Pereira da Costa Cardoso[69].

Professor proprietário entre 1877 e 1880: Gustavo Adolfo Gonçalves e Sousa[63].

Professor proprietário entre 1881 e 1882: Eduardo Augusto Falcão[64].

Professor proprietário entre 1882 e 1884: Manuel da Terra Pereira Viana[64].

Professor proprietário entre 1884 e 1885: Roberto Rodrigues Mendes[65].

Professores substitutos da secção de Matemática (1.ª, 2.ª, 3.ª, 5.ª e 13.ª cadeiras[84]):

entre 1851 e 1858, Pedro de Amorim Viana; entre 1851 e 1868: Gustavo Adolfo Gonçalves e Sousa; entre 1860 e 1869: António Pinto de Magalhães Aguiar; entre 1877 e 1881: Rodrigo de Melo e Castro de Aboim[85]; entre 1882 e 1883: Manuel da Terra Pereira Viana[72];

Plano de estudos de 1885
Ano Nome da Cadeira Matérias[86] Livros[87] Professores
1.ª Cadeira: Geometria analítica; álgebra superior; trigonometria esférica Geometria analítica; álgebra superior; trigonometria esférica. Texeira, Gomes F. Introducção á theoria das funcções. Professor proprietário entre 1885 e 1911: Luiz Ignacio Woodhouse[88].
2.ª Cadeira: Cálculo diferencial e integral; calculo das diferenças e das variações

Cálculo diferencial e integral; calculo das diferenças e das variações.

Gilbert, Ph. Cours d'analyse infinitésimale. Partie élémentaire, 2.ª ed., 1 vol.. Paris e Louvain: [s. ed.], 1878. Professor proprietário entre 1885 e 1911: Francisco Gomes Teixeira[88].
3.ª Cadeira: Mecânica racional; cinemática Mecânica racional; cinemática. Laurent, H. Traité de mécanique rationelle, á l'usage des candidats á l'Aggrégation et á la Licence, 2.ª ed., 2 vols.. Paris: [s. ed.], 1877-1878. Professor proprietário entre 1885 e 1909: J. d' Azevedo S. V. da Silva Albuquerque[88].

Professor proprietário entre 1909 e 1911: Duarte Leite Pereira da Silva[89].

4.ª Cadeira: Geometria descritiva Geometria descritiva. 1.ª parte: Geometria descritiva e projetiva; grafo estática. La Gournerie, Jules de. Traité de géometrie descriptive, 2.ª ed., 3 partes. Paris: 1880; 1885. Professor proprietário entre 1885 e 1886: Francisco Gomes Teixeira[90].

Professor proprietário entre 1886 e 1890: Duarte Leite Pereira da Silva[91].

Professor proprietário entre 1890 e 1911: José Alves Bonifácio[92].

5.ª Cadeira: Astronomia e geodesia Astronomia e geodésia; Topografia. Faye, H. Cours d'astronomie de l'École Polytechnique, 2. vols.. Paris: [s. ed.], 1881-1883.

Habets, Alfred. Cours de Topographie.

Calheiros. Apontamentos de geodesia.

Professor proprietário entre 1885 e 1888: Luiz Ignacio Woodhouse[90].

Professor proprietário entre 1888 e 1910: Duarte Leite Pereira da Silva[88].

6.ª Cadeira: Física Física geral; Física industrial. Jamin, J. Petit traité de physique á l'usage des établissements d'instruction, des aspirants au baccalauréats et des candidats aux écoles du gouvernement, 1 vol.. Paris: [s. ed.], 1882.

Ganot, A. Traité élémentaire de physique, 19.ª ed., 1 vol.. Paris: [s. ed.], 1884.

Professor proprietário entre 1885 e 1897: Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão[93][94].

Professor proprietário entre 1907 e 1911: Alexandre Alberto de Sousa Pinto[95].

7.ª Cadeira: Química inorgânica Química inorgânica geral; Química inorgânica industrial. Agenda du chimist á l'usage des ingénieurs, physiciens, chimistes, etc. Paris: Librairie Hachette, [s. d.].

Barthelot, M. Traité élémentaire de chimie inorganique, 2.ª ed., 2 vols.. Paris: [s. ed.], 1880.

Lapa, J. I. Ferreira. Technologia rural ou artes chimicas agricolo-florestaes, 1 vol.. Lisboa: [s. ed.], 1875-1885.

Payen, Anselme. Précis de chimie industrielle, á l'usage: 1.e des écoles d'arts et manufactures et des arts et métiers; 2.e des écoles préparatoires aux professions industrielles; 3.e des fabricants et des agriculteurs, 6.ª ed., 2 t.. Paris: [s. ed.], 1877-1878.

Silva, A. J. Ferreira da. Tratado de chimica elementar, 1 vol. Porto: [s. ed.], 1883.

Debray, Henri. Cours élémentaire de chimie, 2 vols..

Professor proprietário entre 1885 e 1911: José Diogo Arroio[96].
8.ª Cadeira: Química orgânica e analítica Química orgânica geral e biológica; Química analítica; Química orgânica industrial. Os mesmos títulos utilizados na 7.ª cadeira. Professor proprietário entre 1885 e 1911: António Joaquim Ferreira da Silva[96].
9.ª Cadeira: Mineralogia, paleontologia e geologia Mineralogia; Paleontologia; Geologia. Lapparent, Albert de. Cours de minéralogie, 1. vol.. Paris: [s. ed.], 1884.

Gonçalves Guimarães, A. J. Tratado elementar de mineralogia, 1 vol.. Porto: [s. ed.], 1883.

Professor interino em 1885 e 1886: Manuel Amânico Gonçalves[97].

Professor proprietário entre 1886 e 1910: Wenceslau de Sousa Pereira Lima[98][99].

10.ª Cadeira: Botânica Botânica; Botânica industrial; Matérias primas de origem vegetal. Cauvet, Désiré. Cours élémentaire de botanique. Paris: [s. ed.], 1885.

Le Maout, Emmanuel, e Joseph Decaisne. Flores des jardins et des champs.

Brotero, Félix Avelar. Flora lusitanica.

Professor proprietário em 1885 e 1890: Francisco Sales Gomes Cardoso[100][101].

Professor proprietário entre 1890 e 1911: Manuel Amândio Gonçalves[102].

11.ª Cadeira: Zoologia Zoologia; Zoologia industrial; Matérias primas de origem animal. Lanessan, Jean-Louis de. Manuel de histoire naturelle médicale. Professor proprietário entre 1881 e 1885: José Diogo Arroio[96].

Professor proprietário entre 1885 e 1890: Manuel Amândio Gonçalves[102].

Professor proprietário entre 1890 e 1910: Aarão Ferreira de Lacerca[103].

12.ª Cadeira: Resistência dos materiais e estabilidade das construções Resistência dos materiais e estabilidade das construções; Materiais de construção. Resistência dos materiais. Grafoestática aplicada. Processos geraes de construção. Flamant, Alfred. Stabilité des constructions et résitance des matériaux. [s. l.]: [s. ed.], 1886. Professor proprietário entre 1885 e 1899: Roberto Rodrigues Mendes[104].

Professor proprietário entre 1899 e 1911: Manuel da Terra Pereira Viana[105].

13.ª Cadeira: Hidráulica e máquinas Hidráulica; Máquinas em geral; Máquinas hidráulicas; Termodinâmica; Máquinas térmicas; Motores eléctricos; Máquinas diversas; Construção de máquinas. Collignon, Édouard. Cours de mécanique, appliquée aux constructions. Professor proprietário entre 1885 e 1899: Manuel da Terra Pereira Viana[104].

Professor proprietário entre 1899 e 1911: Rodrigo Rodrigues Mendes[105].

14.ª Cadeira: Construções e vias de comunicação Construções e vias de comunicação; Edifícios; Abastecimento de água e esgotos; Hidráulica agrícola; Rios e canais; Portos de mar e faróis; Estradas; Caminhos de ferro; Pontes. Durand-Claye, Ch. L., e L. Marx. Routes et chemins vicinaux.

Debauve, Alphonse. Manuel de l'ingénieur des ponts et chaussées.

Professor proprietário entre 1885 e 1887: Roberto Rodrigues Mendes[90].

Professor proprietário entre 1887 e 1911: Victorino Teixeira Laranjeira[88].

15.ª Cadeira: Montanística e docimasia Docimasia; Metalurgia; Arte de minas. Balling, Carl. Manuel pratique de l'art de l'essayeur : guide pour l'essai des minerais, des produits métallurgiques et des combustibles.

Callon, Jules. Cours de exploitation des mines.

Gruner, Emmanuel Louis. Traité de métallurgie.

Haton de la Goupillière,Julien-Napoléon. Cours de exploitation des mines.

Professor proprietário entre 1886 e 1911: Manuel Rodrigues de Miranda Júnior[103].
16.ª Cadeira: Economia politica. Estatística. Princípios de direito público, administrativo e comercial. Legislação. Economia política; Estatística; Princípios de direito público, administrativo e comercial; Legislação; Economia política; Princípios de direito publico, direito administrativo e comercial; Economia e legislação de obras públicas, de minas e industrial. Rodrigues de Freitas, J. J.. Principios de economia politica.

Codigo administrativo.

Codigo Commercial Portuguez.

Professor proprietário entre 1885 e 1888: António Alexandre Oliveira Lobo[106][107].

Professor proprietário entre 1898 e 1911: Roberto Alves de Sousa Júnior[95].

Professor substituto entre 1897 e 1898: Roberto Alves de Sousa Júnior[95].

Professor substituto entre 1898 e 1911: Bento de Sousa Carqueja[108].

17.ª Cadeira: Comércio (1885-1897); Tecnologia rural (1897). Comercio; Cálculo comercial; Escrituração em geral e especialmente dos bancos; Contabilidade industrial; Economia comercial e geografia comercial (1885-1897);

Eletrotecnia e indústrias químicas (1897).

Léfévre. La comptabilité.

Pereire, Eugene. Tables de l'intérèt composé des annuités et des rents viagères.


Éric, Gérard. Leçons sur électricité, 5 ed, 2 vols.. Paris: [s. ed.], 1897-1898[109].

Professor proprietário entre 1885 e 1896: José Joaquim Rodrigues de Freitas[110][111].

Professor proprietário entre 1898 e 1911: José Pedro Teixeira[95].

18.ª Cadeira: Desenho Desenho de figura, paisagem e ornato; Desenho de arquitetura e aguadas; Desenho topográfico; Desenho de máquinas. Professor proprietário entre 1886 e 1893: Francisco da Silva Cardoso[112][113].

Professor proprietário entre 1895 e 1908: António da Silva[114][115].

19.ª Cadeira: Física matemática (1901) Éric, Gérard. Leçons sur électricité, 5 ed, vol. 1. Paris: [s. ed.], 1897.

Witz, Aimé. Thermodynamique à l'usage des ingénieurs[116].

Professor proprietário entre 1901 e 1911: Francisco de Paula de Azevedo[95].
20.ª Cadeira: Mineralogia (1901) Professor proprietário entre 1910 e 1911: Aarão Ferreira de Lacerda[103].
Professores substitutos da secção de Matemática (1.ª, 2.ª, 3.ª, 4.ª, 5.ª, 12.ª, 13.ª e 14.ª cadeiras[84]):

entre 1890 e 1897: José Pedro Teixeira[117].

Notas

  1. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 109.
  2. 2,0 2,1 Azevedo, "O Porto na Época Moderna", 147.
  3. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 108.
  4. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:160.
  5. Ribeiro, 6:172.
  6. 6,0 6,1 Ribeiro, 6:173.
  7. 7,0 7,1 7,2 Ribeiro, 6:174.
  8. Hélder Pinto apresenta informação detalhada acerca destas dificuldades. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 123-124.
  9. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:177.
  10. Ribeiro, 6:178.
  11. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 10:31-32.
  12. 12,0 12,1 Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 121.
  13. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:261.
  14. Ribeiro, 17:519.
  15. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 135.
  16. Pinto, 175.
  17. Bastos, Memória Histórica da Academia, 116.
  18. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 350.
  19. 19,0 19,1 Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:162.
  20. 20,0 20,1 Ribeiro, 6:170.
  21. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 10:35.
  22. José Silvestre Ribeiro apresenta outras estatísticas sobre as matrículas de alunos e respectivas aprovações, entre 1837 e 1877, consultável em Ribeiro, 10:40.
  23. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:176-178.
  24. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 10:31.
  25. Ribeiro, 10:32.
  26. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:163.
  27. Ribeiro, 6:171.
  28. Ribeiro, 6:178.
  29. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 10:34.
  30. A comissão era composta pelo governador civil do Porto, dos directores da Academia Politécnica do Porto e da Escola Industrial Portuense, bem como de um lente de cada instituição, e do director das obras públicas do districto. Cf. Ribeiro, 10:36.
  31. Ribeiro, 10:37.
  32. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 35.
  33. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:169.
  34. Ribeiro, 6:161.
  35. Ribeiro, 6:179.
  36. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 115.
  37. 37,0 37,1 Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:161.
  38. Ribeiro, 6:175.
  39. Ribeiro, 6:176.
  40. A distribuição das disciplinas pelos planos dos diversos cursos pode ser consultada em Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:264-267.
  41. Ribeiro, 17:264.
  42. 42,0 42,1 Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 169.
  43. Pinto, 132.
  44. Pinto, 133.
  45. Pinto, 171.
  46. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 6:160-161.
  47. Ribeiro, 6:170.
  48. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 116.
  49. Pinto, 119.
  50. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 10:33
  51. Ribeiro, 10:37.
  52. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 116-117.
  53. Pinto, 121; 123.
  54. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:115.
  55. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 122.
  56. Pinto, 131.
  57. Pinto, 130.
  58. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1886-1887, 1-41.
  59. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 169-170.
  60. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1877-1878, 54-55.
  61. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 191-197.
  62. Pinto, 197.
  63. 63,0 63,1 63,2 63,3 Pinto, 198-199.
  64. 64,0 64,1 64,2 64,3 64,4 64,5 64,6 64,7 Pinto, 199.
  65. 65,0 65,1 65,2 65,3 Pinto, 200.
  66. Pinto, 191-194.
  67. Pinto, 194-199.
  68. Pinto, 191-196.
  69. 69,0 69,1 69,2 Pinto, 196-197.
  70. Pinto, 198.
  71. Pinto, 198-200.
  72. 72,0 72,1 72,2 72,3 72,4 72,5 72,6 72,7 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 26.
  73. 73,0 73,1 73,2 73,3 73,4 73,5 73,6 73,7 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 29.
  74. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 191-192.
  75. Pinto, 192-195.
  76. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1880-1881, 77.
  77. 77,0 77,1 77,2 77,3 77,4 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 26-27.
  78. 78,0 78,1 78,2 78,3 78,4 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 27-28.
  79. 79,0 79,1 79,2 79,3 79,4 79,5 79,6 79,7 79,8 79,9 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 27.
  80. 80,0 80,1 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1877-1878, 31.
  81. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1877-1878, 34.
  82. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1880-1881, 80.
  83. 83,0 83,1 83,2 83,3 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885, 28.
  84. 84,0 84,1 Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 129.
  85. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 193-194; 189-199.
  86. Ribeiro, Historia dos estabelecimentos scientificos, 17:263.
  87. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1886-1887, 44-47.
  88. 88,0 88,1 88,2 88,3 88,4 Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 201-204.
  89. Pinto, 204.
  90. 90,0 90,1 90,2 Pinto, 201.
  91. Pinto, 201-202.
  92. Pinto, 202-204.
  93. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886, 68.
  94. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1896-1897, 14.
  95. 95,0 95,1 95,2 95,3 95,4 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911, 9.
  96. 96,0 96,1 96,2 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911, 6.
  97. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886, 93.
  98. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1886-1887, 24.
  99. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1909-1910, 7.
  100. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886, 100.
  101. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1889-1890, 15.
  102. 102,0 102,1 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911, 7.
  103. 103,0 103,1 103,2 Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911, 8.
  104. 104,0 104,1 Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 201-203.
  105. 105,0 105,1 Pinto, 203-204.
  106. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886, 122.
  107. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1887-1888, 26.
  108. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911, 10.
  109. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1898-1899, 27.
  110. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886, 129.
  111. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1895-1896, 16.
  112. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1886-1887, 26.
  113. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1892-1893, 16.
  114. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1894-1895, 17.
  115. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1907-1908, 13.
  116. Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1902-1903, 36.
  117. Pinto, "A Matemática na Academia Politécnica do Porto", 202.

Fontes

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1877-1878. Porto: Typographia Central, 1878.

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Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1884-1885. Porto: Typographia Occidental, 1885.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1885-1886. Porto: Typographia Occidental, 1885.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1886-1887. Porto: Typographia Occidental, 1886.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1887-1888. Porto: Typographia Occidental, 1888.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1892-1893. Porto: Typographia Occidental, 1893.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1894-1895. Porto: Typographia Occidental, 1895.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1895-1896. Porto: Typographia Occidental, 1896.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1896-1897. Porto: Typographia Occidental, 1897.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1898-1899. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1899.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1902-1903. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1903.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1907-1908. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1908.

Annuario da Academia Polytechnica do Porto, anno lectivo de 1910-1911. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1911.

Bibliografia

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Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 6. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1876.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 10. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1882.

Ribeiro, José Silvestre. Historia dos estabelecimentos scientificos litterarios e artisticos de Portugal nos sucessivos reinados da Monarquia. Vol. 17. Lisboa: Typografia Real da Academia de Sciencias, 1892.

Ligações Internas

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Ligações Externas

Autor(es) do artigo

João de Almeida Barata

https://orcid.org/0000-0001-9048-0447

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

Apoio especial “Verão com Ciência 2022” da UID 4666 – CHAM — Centro de Humanidades, financiado por fundos nacionais através da FCT/MCTES (PIDDAC)

DOI

https://doi.org/10.34619/qgid-ut59

Citar este artigo

Almeida Barata, João de. "Academia Politécnica do Porto", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 25/01/2024). Consultado a 21 de junho de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Academia_Polit%C3%A9cnica_do_Porto. DOI: https://doi.org/10.34619/qgid-ut59