Manuel Rafael Gorjão

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Manuel Rafael Gorjão
Nome completo valor desconhecido
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento 1846
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião Cristã
Residência
Residência Cabo Verde
Data Início: 1873
Fim: 1876
Formação
Formação Engenharia Militar
Data Início: 1867
Fim: 1871
Local de Formação Lisboa, Portugal
Postos
Posto Capitão
Data Início: 1873
Fim: 1875
Arma Engenharia

Posto Major
Data Início: 1876
Arma Engenharia
Cargos
Cargo Director
Data Início: 1873
Fim: 1876


Biografia

Dados biográficos

Manuel Rafael Gorjão nasceu em 1846 em Alenquer, freguesia da Abrigada, distrito de Lisboa. É filho de Francisco Rafael Gorjão Henrique da Cunha Coimbra Botada e Guerra e de Maria Ana Isabel Coutinho de Seabra e Sousa[1]. Frequentou a Escola do Exército, possui o curso da Escola Politécnica de Lisboa e o curso de engenharia militar.

Carreira

Assentou praça como soldado em novembro de 1867, no batalhão de caçadores da Raínha. Matriculou-se na Escola de Engenharia que concluiu em janeiro de 1871 como alferes[2]. Em fevereiro de 1873 foi promovido a tenente com a arma de engenharia. Por decreto de 1 de outubro de 1873 foi nomeado diretor das obras publicas na província de Cabo Verde, e promovido ao posto de capitão, do exército de Portugal[3].

Embarcou para Cabo Verde em 5 de janeiro de 1874 onde desembarcou em 17 do mesmo mês. Tomou posse a 21 de janeiro de 1874. Em fevereiro de 1875, foi promovido a Major[4] e permaneceu em Cabo Verde até fevereiro de 1876. Em março do mesmo ano, foi destacado para Angola, como diretor das obras públicas chefiar uma expedição e dirigir os estudos para a construção do caminho de ferro de Luanda a Ambaca[5]. Chegou a Angola em 29 de maio de 1877 e assumiu o cargo e as funções a 30 de maio. Em janeiro de 1881 tinha concluído a comissão em Angola.

Em outubro de 1883 foi promovido a major, e a tenente coronel, em fevereiro de 1887. Foi exonerado do cargo de chefe da 2ª repartição do comando geral de engenharia em novembro de 1889, cargo que ocupava desde o seu regresso de Angola. Foi vogal do júri para os exames especiais de habilitação do curso de engenharia civil na escola do exército em junho de 1887, 1888 e 1889. Foi nomeado em 1889, para fazer parte da comissão de escolha de tipos definitivos para novos quartéis, hospitais e mais edifícios. Em junho de 1892, foi promovido a coronel. Deixou de fazer parte do quadro da arma de engenharia, por ter sido requisitado para desempenhar serviço na companhia de Moçambique em novembro de 1896. Passou a general de brigada em julho de 1900. Em 14 de setembro foi nomeado governador geral de Moçambique. Em janeiro de 1903 é nomeado ajudante de campo do rei. Regressou ao reino em outubro de 1904[6].

Cargo que ocupou até fevereiro de 1903, data em que pede a exoneração do cargo de governador Geral de Moçambique[7].

Outras informações

Obras

Notas

  1. Arquivo Histórico Militar, Lista alunos_AF_EE_EG_EM_1790_1940.
  2. Diário do Governo n.º25 de 31 de janeiro de 1871
  3. Diário do Governo n.º 232 de outubro de 1873
  4. Diário do Governo n.º 48 de 3 de março de 1875
  5. Diário do Governo n.º 32 de 10 de fevereiro de 1877
  6. Arquivo Histórico Militar - Livro nº 26 - Matrícula dos oficias generais (1897-1921). Ficheiro n.º 0071-0044. https://ahmgermil-exercito.defesa.gov.pt/viewer?id=15607&FileID=3769&recordType=Description. Consultado em 28 de julho de 2022, às 17:30 horas.
  7. Diário do Governo n.º 48 de 3 de março de 1903

Fontes

Arquivo Histórico Militar. "Lista dos Alunos das Escolas Militares - Academia de Fortificação, Escola do Exército, Escola de Guerra e Escola Militar (1790 a 1940)".

Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde. SGG cx. 617, pasta 03, doc. 01

Bibliografia

Diário do Governo n.º 25 de 31 de janeiro de 1871

Diário do Governo n.º 226 de 6 de outubro de 1873.

Diário do Governo n.º 232 de outubro de 1873

Diário do Governo n.º 48 de 3 de março de 1875

Diário do Governo n.º 32 de 10 de fevereiro de 1877

Diário do Governo n.º 19 de 26 de janeiro de 1881

Diário do Governo n.º 44 de 26 de fevereiro de 1903

Diário do Governo n.º 48 de 3 de março de 1903

Galvão, João Alexandre Lopes. A Engenharia Portuguesa Na Moderna Obra de Colonização. Lisboa: Agência Geral das Colónias, 1940, 171-175.

Marçal, Bruno. "Um império projectado pelo “silvo da locomotiva”. O papel da engenharia portuguesa na apropriação do espaço colonial africano. Angola e Moçambique (1869-1930)". Tese de Doutoramento, Universidade Nova de Lisboa, 2016.

Ligações Externas

Autor(es) do artigo

Fernando Pires

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

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