Gaspar de Cronsfeld

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Gaspar de Cronsfeld
Nome completo Gaspar João Gerardo de Cronsfeld
Outras Grafias Gaspar João Gerardo de Gronfeld, Gaspar João Geraldo de Gronsfeld, Gaspar João Geraldo de Gronefeld
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Alemanha
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião valor desconhecido
Postos
Posto Capitão
Data Início: 30 de dezembro de 1750
Arma Infantaria
Cargos
Cargo Engenheiro
Data Início: 30 de dezembro de 1750
Actividade
Actividade Demarcação de fronteira
Data Início: 1750
Fim: 1755
Local de Actividade Maranhão, Brasil


Biografia

Dados biográficos

Gaspar João Gerardo de Cronsfeld era de origem alemã.

Carreira

Era capitão engenheiro. Integrou a "expedição scientifico-militar organisada em Lisboa em 1750 para estudos astronomicos e geodesicos na América Portuguesa"[1], que tinha por objetivo delimitar a fronteira entre as possessões portuguesas e espanholas, organizada por D. João V[2].

O decreto de 1 de outubro de 1750, transcrito por Sousa Viterbo[3], inclui-o na lista de engenheiros da referida expedição:

Coronel Engenheiro: Miguel Ângelo Blasco (soldo de 123.600 reis mensais).

Capitães Engenheiros: Carlos Inácio Reverend, Gaspar de Cronsfeld, Johann Andreas Schwebel (soldo de 49.800 reis mensais).

Ajudantes de Engenheiro: José Maria Cavagna, Henrique António Galluzzi (32.200 reis mensais).

Tenentes Engenheiros: Adam Wentzel Hestcko, Paulo Rörich, Manuel Fritz Gotz, Inácio Hatton (21.200 reis mensais).

Ao grupo inicial de engenheiros, juntou-se posteriormente o capitão João Bartolomeu Havelle[4].

O mesmo documento refere ainda a obrigação de serviço no Reino, na América, no Brasil e no Maranhão, “a tirar cartas geographicas do pais, ou a qualquer outro emprego da sua profissão” durante 5 anos contados a partir da chegada à América, podendo depois optar por continuar ou por voltar para a Europa e países de origem[3].

No âmbito desta missão, todos os engenheiros foram reconhecidos como oficiais de infantaria com exercício de engenheiros[4].

Outras informações

Obras

No Arquivo Histórico do Exército, no Rio de Janeiro, constam os seguintes mapas:

Planta da Fortaleza de Santo Antônio de Gurupá que foi retificada por ordem do Exmo Snr General Emanoel Bernardo de Mello e Castro. 1762. Gronsfeld. colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com legenda, com rosa dos ventos, escala em palmos, papel canson, 37,5cm x 24,5cm[5].

Planta da Fortaleza de Santo Antônio De Gurupá que foi retificada por ordem do Exmo Snr General Emanoel Bernardo de Mello e Castro. 1762. Gronsfeld. Copiado pelo Major Umbelino Alberto de Campo Limpo em 1871, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com legenda, com rosa dos ventos, escala em palmos, papel canson telado, 41cm x 30,5cm. Nota: Confere Archivo Militar, 2º Secção, 10 de Agosto de 1861. O Tenente Coronel M. F. De Oliveira Soares, chefe[6].

Planta da Cidade do Pará. Eng. Gronsfeld. Colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com nota explicativa, com rosa dos ventos, escala em braças, papel canson telado, 44,5cm x 30,5cm[7].

Notas

  1. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol I, 261-262.
  2. Viterbo, Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal, Vol I, 107-113.
  3. 3,0 3,1 Decretos remetidos ao Conselho de Guerra: maço 108, documento 38 (apud Viterbo I 1899, 108-109)
  4. 4,0 4,1 Decretos remetidos ao Conselho de Guerra: maço 110, documento 35 (apud Viterbo I 1899, 109)
  5. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 11.02.2289
  6. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 11.02.2273
  7. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 06.32.2362

Fontes

Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx)

Bibliografia

Oberacker Jr., Carlos Henrique. "Dois cartógrafos alemães a serviço do Brasil no século XVIII: Johann Andreas Schwebel e Filipe Sturm." Revista de História Vol. 44 nº 89 (1972): 93-109.

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Histórico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal. Vol I. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1899.

Ligações Externas

Autor(es) do artigo

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

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