José Ramos de Sousa

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José Ramos de Sousa
Nome completo José Ramos de Sousa
Outras Grafias valor desconhecido
Pai valor desconhecido
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião Cristã
Residência
Residência Salvador, Bahia, Brasil
Data Início: 1761
Formação
Formação Engenharia Militar
Data Fim: 1766
Local de Formação Salvador, Bahia, Brasil
Postos
Posto Ajudante com exercício de Engenheiro
Data Início: 01 de julho de 1766
Fim: 1780
Arma Infantaria

Posto Capitão
Data Início: 1780
Fim: 1798
Arma Artilharia

Posto Sargento-mor
Data Início: 1798
Arma Artilharia
Cargos
Cargo Aprendiz
Data Fim: 1766
Actividade
Actividade Missão
Data Início: setembro de 1764
Fim: novembro de 1765
Local de Actividade Espírito Santo, Brasil

Actividade Desenho de fortificação
Data Início: 1766
Fim: 1766
Local de Actividade Espírito Santo, Brasil


Biografia

Dados biográficos

José Ramos de Sousa foi aluno partidista da Aula Militar da Bahia e discípulo de José António Caldas. A sua formação terá decorrido entre os anos de 1761 e 1766. Ainda na qualidade de partidista da aula, foi em missão ao Espírito Santo entre setembro de 1764 e novembro de 1765, acompanhando o lente José António Caldas, onde desenhou várias plantas[1].

Carreira

Em 1 de Julho de 1766, o governador D. António Rolim de Moura, Conde Azambuja, passou a carta patente a José Ramos de Sousa, nomeando-o ajudante de infantaria com exercício de engenheiro. Identifica-o como "Académico numerário militar", referindo-se, nestes termos, à sua condição de partidista da Aula Militar da Bahia[1]. No mês de Janeiro do ano seguinte, José Ramos de Sousa foi confirmado no posto de ajudante de infantaria com exercício de engenheiro da capitania da Bahia[2].

Assume o posto de capitão do regimento de artilharia em 1789, sendo substituído na vaga de ajudante engenheiro por José de Anchieta Mesquita, também partidista da Aula Militar da Bahia. Em 1798, era já sargento-mor do regimento de infantaria e artilharia da praça da Bahia. Nesse ano, escreveu atestado para José Luís Gomes, que também fora discípulo de José António Caldas na Aula Militar.

Outras informações

Obras

No Arquivo Histórico do Exército, no Rio de Janeiro, encontram-se os seguintes trabalhos:

Planta e Fasada do Forte de N.Sra.do Monte do Carmo, uma das que defende a marinha e Vila da Vitoria Capital da Capitania do Espírito Santo. (...) Esta planta e fasada mostra o estado em que se acha presentemente esta fortaleza, muito diferente do em que a achou o Capitão Engenheiro José António Caldas , toda cheia de buracos, as bocas das canhoneiras todas demolidas, e arruinadas no ângulos que forma com os merlões, e até os mesmos planos das canhoneiras em socavões e buracos, como também todo o alto do parapeito, sem casas próprias onde se guardasse a pólvora e polamenta e mais casas militares de que necessariamente carece uma fortaleza, apenas tinha um telheiro tão baixo e aberto da parte da esplanada , que de altura não tinha mais que 8 palmos e não havia onde se recolhesse a guarda que para ela ia deixando-a deserta com o pretexto de não ter onde dormir. Hoje se acha em bom estado, tudo feito pelo Capitão Engenheiro Lente da Aula Regia das Fortificações da Bahia José António Caldas, que foi mandado pelos Governadores interinos dela a cuidar das fortificações e artilharia desta capitania. Também tirou esta planta que a copiou José Ramos de Sousa, do partido da dita Aula, que o acompanhou nesta diligencia. Bahia 4 de Janeiro de 1766. Colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com nota explicativa, com rosa dos ventos, escala em palmos, papel canson, 22cm x 34cm. (AHE 05.27.1161).

Planta e fachada do forte de S. Francisco Xavier da Barra  na Capitania do Espírito Santo fabricado sobre a marinha no lugar Paratininga. (...) Mostra esta planta e fasada o estado em que se acha esta fortaleza, muito diferente do em que estava, arruinada com  buracos a sua muralha, parapeitos e tudo o mais, não tinha corpo da guarda, nem quartel capaz, apenas um tekheiro descoberto pelos lados na sua entrada que servia de corpo da guarda, e outro onde guardava alguma palamenta, e se recolhiam juntamente os soldados.  Hoje tem casa de sobrado para residência dos comandantes e tudo o mais que se faz preciso em uma fortaleza, principalmente nesta que é a da barra, feito tudo com assistência do Capitão Engenheiro Lente da Aula Regia das Fortificações da Bahia José António Caldas, que foi mandado pelos Governadores interinos dela a cuidar das fortificações e artilharia desta capitania. Ele tirou esta planta e a copiou José Ramos de Sousa, do partido da dita Aula, que o acompanhou nesta diligencia. Bahia 4 de Janeiro de 1766. copiado pelo Cap  J. J. Lima em 1860, colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com nota explicativa, escala em palmos, papel canson, 48,5cm x 35cm. (AHE 05.25.1162).


Outros trabalhos referenciados:

Topografica da terra e margem oriental do rio da Cachoeira; desde o extremo da vila deste nome até o engenho da ponta, e daqui pela estrada, vai pela Rochela e Guaiba, e sobre pelos montes, afeixar no rio Caquende e d. extremos &&. O Il. Sr. Marquez de Valensa a mandou tirar pelo Cap. de Minr. José Ramos de Sz. B. 15 de Maio de 1783 (original a aguarela).

Notas

  1. 1,0 1,1 Arquivo Histórico Ultramarino, ACL_CU_005, cx. 158, d. 12017. Requerimento de José Ramos de Sousa ao rei a solicitar carta patente de confirmação do posto de Ajudante de Infantaria com exercício de Engenheiro da praça da Bahia. [[ant.] 17 de Janeiro de 1767].
  2. Viterbo, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, 2:351-352.

Fontes

Arquivo Histórico Ultramarino, ACL_CU_005, cx. 158, d. 12017. Requerimento de José Ramos de Sousa ao rei a solicitar carta patente de confirmação do posto de Ajudante de Infantaria com exercício de Engenheiro da praça da Bahia. [[ant.] 17 de Janeiro de 1767].

Bibliografia

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal. Vol. 2. Lisboa: Imprensa Nacional, 1904.

Autor(es) do artigo

Renata Araújo

CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa e Universidade do Algarve

https://orcid.org/0000-0002-7249-1078

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

https://doi.org/10.34619/e6rw-of74

Citar este artigo

Araujo, Renata. "José Ramos de Sousa", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 28/07/2023). Consultado a 18 de abril de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Jos%C3%A9_Ramos_de_Sousa. DOI: https://doi.org/10.34619/e6rw-of74