José de Anchieta Mesquita

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José de Anchieta Mesquita
Nome completo José de Anchieta Mesquita
Outras Grafias José de Anchieta de Mesquita
Pai Manuel Rodrigues de Mesquita
Mãe valor desconhecido
Cônjuge valor desconhecido
Filho(s) valor desconhecido
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento 1746
Salvador, Bahia, Brasil
Morte valor desconhecido
Sexo Masculino
Religião Cristã

Residência Salvador, Bahia, Brasil
Data Início: 1746
Formação
Formação Engenharia Militar
Data Início: 01 de julho de 1770
Fim: 1780
Local de Formação Salvador, Bahia, Brasil
Postos
Posto Soldado
Data Início: 19 de julho de 1760
Fim: 08 de junho de 1766
Arma Infantaria

Posto Cabo de esquadra
Data Início: 08 de junho de 1766
Fim: 04 de julho de 1766
Arma Infantaria

Posto Sargento
Data Início: 04 de julho de 1766
Fim: 01 de julho de 1770
Arma Infantaria
Cargos
Cargo Aprendiz
Data Início: 01 de julho de 1770
Fim: 1780

Cargo Professor
Data Início: 1768
Fim: 01 de julho de 1770
Actividade
Actividade Desenho cartográfico
Data Início: 1783
Fim: 1783
Local de Actividade Salvador, Bahia, Brasil

Actividade Execução de obra
Data Início: 1778

Biografia

Dados biográficos

José de Anchieta de Mesquita era natural de Salvador e nasceu em 1746, filho de Manuel Rodrigues de Mesquita. Aos quatorze anos passou a servir como soldado e foi progredindo na carreira entre a companhia de infantaria e a companhia de granadeiros do regimento da, então, capital do Brasil. Ainda enquanto furriel da companhia de granadeiros foi escolhido, em 1768, pelo governador Marquês do Lavradio, para “ajudar ao ensino delas, ocupando-se em ensinar as recrutas o regimento”[1]. Pelo seu empenho, passou, em 1 de julho de 1770, a partidista da Aula Militar da Bahia, sendo discípulo de José António Caldas. Manteve-se como partidista até 1780.

Em 1776, sendo já casado, requereu o ofício de avaliador do Conselho e, para tal, José António Caldas passou-lhe a seguinte certidão: “consta do meu livro de ponto da minha aula (...) que o dito tem tomado os tratados da aritmética e geometria especulativa, trigonometria, álgebra, geometria prática, artilharia, fortificação e castrametação; e sabe muito bem por em prática tudo o que diz respeito as medições e avaliações das obras de alvenaria, cantaria e carpintaria, risca com delicadeza qualquer planta militar e civil e está hábil para qualquer emprego, e o reservava para se empregar no exercício de engenheiro pela sua grande capacidade[1].

Dois anos depois, em consequência de ter participado em trabalhos na fortificação da cidade, à altura em contexto de guerra, ficou gravemente doente. Nestas circunstâncias, quando o governador Manuel da Cunha Meneses (1774-1779) “proveu os partidistas da Aula Militar em oficiais do regimento de artilharia, se achava o suplicante neste miserável estado sem poder fazer ao menos uma marcha lenta, pelo que não foi acomodado como os seus companheiros, ficando com o limitado soldo de cinquenta reis por dia para suprir a grave e prolongada moléstia[1].

Carreira

Assentou praça de soldado voluntariamente na companhia de que foi capitão Alexandre Alberto de Faria - uma das primeiras no regimento de infantaria de Salvador -, em 19 de julho de 1760, com quatorze anos. Serviu nesta companhia até 18 de outubro de 1762. Em 19 de outubro, mantendo-se no posto de soldado, passou integrar a companhia de granadeiros do mesmo regimento. Serviu até 8 de junho de 1766, quando foi promovido ao posto de cabo de esquadra da mesma companhia. Em 4 de Julho do mesmo ano, passou a sargento da companhia de granadeiros e, em 1769, a furriel da mesma companhia, posto no qual serviu até 1 de julho de 1770, quando se lhe deu baixa “para que seriamente se empregasse no partido da aula militar”[1]. No mesmo dia “se lhe deu baixa de furriel e se lhe sentou a praça de discípulo da aula militar, admitido a um dos partidos dela, com obrigação de servir em todas as ocasiões que se oferecerem e posto em que se achar nesta capitania e Reino de Angola, no dito dia primeiro de julho de 1770 com cinquenta reis de soldo por dia”[1].

Continuou como partidista da aula, mesmo depois de cumpridos os anos iniciais de formação: “E por outra portaria do dito Exmo. Conde de Povolide mandou que continuasse com vencimento de partidista do número da Aula Militar enquanto mostrasse por certidão do sargento mor engenheiro Lente da Aula, a sua frequência nela, graduação e adiantamento, não obstante terem acabado os três anos do estudo dela, porque percebia o partido que Sua Majestade manda dar e com intervenção do dito vedor geral se averbou em seu assento no dia 20 de julho de 1773, por virtude do que ficou continuando no dito partido e percebendo o referido soldo menos nos meses de maio, junho, julho e agosto do ano passado de 1778 por não apresentar certidão do referido sargento-mor engenheiro lente da aula e somente do cirurgião porque constou estar doente”[1].

No contexto de guerra, que decorreu em 1778 com particular ênfase na área “desde o forte de São Francisco até a boca do Carmo, que vai para os coqueiros”, José Mesquita “trabalhou na construção das estacadas que se fizeram nas aberturas que vão ter a marinha e nos acessos ou comunicação das ladeiras para cidade alta em toda esta extensão”[1].

Em 1780, pediu pediu o posto de ajudante engenheiro, que se achava vago por José Ramos de Sousa ter passado para capitão do regimento de artilharia. Três anos depois, aparece identificado numa planta com o posto de ajudante de infantaria com exercício de engenheiro, pelo que a sua petição terá sido atendida[2].

Outras informações

Obras

No Arquivo Histórico do Exército, no Rio de Janeiro, encontra-se o seguinte trabalho da sua autoria:

Planta Mapa Topografico do Lugar (do rio Mamucabo) em que foi axada a massa de cobre nativo, dezenhado em ponto grande, para nelle se poderem ver distinctamente todas as suas partes retratadas fielm., e medidas com exacção: feito p. ordem do Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Marquez de Valensa Governador e Cap. General da Capitania da Bahia José de Anxieta Mesquita Ajudante de Infantaria com Exercicio de Engenheiro, o fez na Bahia no anno de 1783 (original a aguarela). (AHE 02.02.242).

Referências bibliográficas

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 Arquivo Histórico Ultramarino, ACL_CU_005, cx. 179, d. 13357. Requerimento de José de Anchieta de Mesquita, partidista do número da Aula Militar da Bahia, à rainha D. Maria I solicitando o posto de ajudante de engenheiro ou outro nas tropas da praça da referida cidade. [[post.] 27 de Abril de 1780].
  2. Viterbo, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, 2:171.

Fontes

Arquivo Histórico Ultramarino, ACL_CU_005, cx. 179, d. 13357. Requerimento de José de Anchieta de Mesquita, partidista do número da Aula Militar da Bahia, à rainha D. Maria I solicitando o posto de ajudante de engenheiro ou outro nas tropas da praça da referida cidade. [[post.] 27 de Abril de 1780].

Bibliografia

Viterbo, Francisco de Sousa. Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portugueses ou a serviço de Portugal. Vol. 2. Lisboa: Imprensa Nacional, 1904.

Autor(es) do artigo

Renata Araujo

CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa e Universidade do Algarve

https://orcid.org/0000-0002-7249-1078

DOI

https://doi.org/10.34619/8zii-25tf  

Citar este artigo

Araujo, Renata. "José de Anchieta Mesquita", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 28/07/2023). Consultado a 18 de abril de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Jos%C3%A9_de_Anchieta_Mesquita. DOI: https://doi.org/10.34619/8zii-25tf