Luís Serrão Pimentel

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Luís Serrão Pimentel
Nome completo Luís Serrão Pimentel
Outras Grafias Luis Serram, Luis Sarram
Pai Jorge Serrão Pimentel
Mãe Ana Tovar e Miranda
Cônjuge Isabel de Godines
Filho(s) Manuel Pimentel, Jorge Pimentel, Francisco Pimentel, Ana Maria Pimentel
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento 4 fevereiro 1613
Lisboa, Lisboa, Portugal
Morte 13 dezembro 1679
Lisboa, Lisboa, Portugal
Sexo Masculino
Religião Cristã
Residência
Residência Lisboa, Lisboa, Portugal
Data Início: 1613
Fim: 1679
Formação
Formação Matemática
Local de Formação Lisboa, Lisboa, Portugal
Postos
Posto Tenente-General
Data Início: 1663
Fim: 1671
Arma Artilharia
Cargos
Cargo Cosmógrafo
Data Início: outubro de 1641
Fim: 13 de julho de 1647

Cargo Cosmógrafo-mor
Data Início: 13 de julho de 1647
Fim: 14 de dezembro de 1671

Cargo Cosmógrafo-mor
Data Início: 14 de dezembro de 1671
Fim: 13 de dezembro de 1679

Cargo Professor
Data Início: 1647
Fim: 1679

Cargo Professor
Data Início: 1654
Fim: 1679

Cargo Engenheiro
Data Início: 1663
Fim: 14 de dezembro de 1671

Cargo Engenheiro-mor
Data Início: 15 de junho de 1673
Fim: 1679
Actividade
Actividade Campanha militar
Data Início: 1658
Fim: 1664
Local de Actividade Alentejo, Portugal

Actividade Desenho de fortificação
Data Início: 1661
Fim: 1664
Local de Actividade Alentejo, Portugal

Actividade Missão
Data Início: 1673
Fim: 1673
Local de Actividade Beira Baixa, Portugal

Actividade Autoria de texto
Local de Actividade Lisboa, Lisboa, Portugal


Biografia

Dados biográficos

Luís Serrão Pimentel foi baptizado no dia 4 de Fevereiro de 1613 - data que é adoptada como referência para o seu nascimento -, na freguesia de Santa Justa em Lisboa. Era filho de Ana Tovar e Miranda, e de Jorge Serrão Pimentel[1][2]. O seu bisavô pelo lado paterno, Jorge Serrão de Évora, negociava, em finais do século XVI, produtos orientais que chegavam a Lisboa e deverá ter conhecido alguma prosperidade pois fundou uma capela no Convento do Carmo da mesma cidade. Assim, a família teria alguns recursos financeiros, tendo legado o morgadio de São Gonçalo na Ameixoeira, no termo de Lisboa, de que era administrador o pai de Luís Serrão Pimentel[3][4].

É também muito provável que tivesse ascendência judaica, suspeita que o terá impedido, tal como a vários membros da sua família, de obter o hábito da Ordem de Cristo. Sousa Viterbo publicou o excerto de um documento, datado de 18 de Maio de 1665, que refere ter Luís Serrão Pimentel recebido mercê do hábito de Cristo, mas sem que o processo tivesse sido efectivado[5][6][7].

Casou com Isabel de Godines, sua prima[8], tendo sido pai de três filhos e uma filha: Manuel Pimentel e Francisco Pimentel, seus sucessores nos cargos oficiais; Jorge Pimentel, que terá seguido a vida religiosa[9]; e ainda Ana Maria Pimentel, a quem foi autorizada a herança de uma tença recebida por seu pai[10][11][12], mas que por volta de 1671 já tinha falecido[13][14].

Sobre a sua formação escolar não são conhecidas fontes primárias, mas tem-se aceitado como plausível o conjunto de dados coligidos por Barbosa de Machado: na idade juvenil estudou Humanidades no Colégio Jesuíta de Lisboa e depois, querendo seguir a vida militar, embarcou em 1631 com destino à Índia, com seu tio Fernão Serrão Pimentel, na nau Rosário, que "avistando a costa de Pernambuco arribou a este Reino"[1]. Episódio na verdade ainda por esclarecer, que apoiou a leitura de um insucesso justificativo da posterior aplicação ao estudo das disciplinas matemáticas, que "ouviu pelo espaço de dez anos, assim dos Mestres do Colégio da Companhia de Jesus, como do cosmógrafo-mor Valentim de Sá"[1]. Apesar da escassez de informações precisas, é quase consensual que se tenha formado no âmbito da Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão, onde poderá ter tido contacto com Ignace Stafford, Simon Fallon e Jan Ciermans, padres com comprovada ligação ao universo da arquitectura militar.

Luís Serrão Pimentel morreu em 1679, no dia 13 de Dezembro, na sequência da queda de um cavalo junto à Igreja da Madalena em Lisboa. Foi sepultado na capela da sua família, situada no claustro do Convento do Carmo em Lisboa[1], cuja epígrafe deixava ler:

"Sepultura perpétua de Jorge Serrão de Évora, e de sua mulher Isabel da Paz, e de seus herdeiros. Nela foi sepultado no mês de Dezembro de 1679 seu bisneto Luís Serrão Pimentel, um dos grandes homens, que nas ciências Matemáticas, no valor e disciplina militar teve este Reino. Foi nele Cosmógrafo mor. Tenente General da Artilharia, e Engenheiro mor. Dos seus Escritos lemos o Roteiro do Mar Mediterrâneo, a Arte de Navegar, e o Método Lusitânico de desenhar as fortificações, primeira obra, que deste género se imprimiu neste Reino."[15][2].

Enquanto cosmógrafo, engenheiro militar e lente de fortificação, mas também erudito e membro de uma academia literária, o contributo de Luís Serrão Pimentel para a cultura técnico-científica em Portugal na Época Moderna é referido de modo recorrente na historiografia. Destaca-se, em especial, a sua importância na formação dos engenheiros militares e na acção por estes desenvolvida nos territórios de soberania portuguesa no universo da cultura arquitectónica e urbanística[16][17][18][19].

Carreira

Luís Serrão Pimentel entrou ao serviço da coroa em Outubro de 1641, informação constante numa carta padrão datada de 1666, que dá a ler parte o seu currículo até então[10][11][20]. Retrospectivamente, pode-se concluir que os serviços prestados na década de 1640 estiveram relacionados com a assistência ao cosmógrafo-mor titular, António Mariz Carneiro. Barbosa de Machado afirma que, em 1642, Pimentel viu aprovado o regimento de pilotos que apresentou a exame ao proprietário do cargo[1]. É também sabido que Mariz Carneiro ficou impedido de exercer o cargo por ter sido degredado para o Brasil entre 1644 e 1646, tendo visto a sua pena perdoada somente em 1649, circunstância que contribui para a clarificação dos papéis desempenhados[21]. Assim, por alvará régio de 13 de Julho de 1647, Luís Serrão Pimentel foi nomeado como "cosmógrafo-mor lente de matemática enquanto durar o impedimento do dito proprietário", sendo ainda mencionado que assim servia já há alguns anos[22][21].

Esta data tem sido tomada como momento da instituição da Aula de Fortificação de Lisboa, mas não é correcto. Luís Serrão Pimentel começou a leccionar fortificação apenas a partir de 1654 e, desde essa altura, a sua identificação profissional surge quase sempre como lente de fortificação. O alvará régio, datado de 29 de Outubro de 1654, tem por objecto a resposta a uma petição de militares, arquitectos e "outras pessoas" e é categórico no esclarecimento desta questão: "(...) hei por bem e me apraz que o dito Luís Serrão Pimentel leia nesta cidade a arte da fortificação e a lição das mais coisas acima referidas aos que as quiserem aprender e que com esta ocupação vença sessenta mil réis por ano (...) e valha posto que seu efeito haja de durar mais de um ano sem embargo de ordenação em contrário"[23][24]. Na petição feita ao rei, constam cerca de sessenta assinaturas, incluindo nomes vinculados aos “lugares de aprender arquitetura”, como João Nunes Tinoco, que encabeça a lista, ou Mateus do Couto e Simão Madeira, além de vários outros militares[25].

Da sua actividade como cosmógrafo regista-se a realização de exames a pilotos, cartógrafos e construtores de instrumentos náuticos[26][27], bem como a revisão de regimentos, compilação de dados das viagens e organização de roteiros. Entre as suas tarefas cabia também a responsabilidade de emitir pareceres[28] e participar em juntas sobre questões técnicas e científicas. Destaca-se a sua participação, com Mariz Carneiro, na junta de matemáticos reunida em 18 de Março de 1656 a fim de avaliar a proposta de Tomé da Fonseca sobre a determinação da longitude; nesta ocasião observa-se que Pimentel surge apresentado como lente de Fortificação[29].

Da sua actividade como engenheiro, também as décadas de 1640 e 1650 parecem ter sido decisivas para a construção do seu currículo profissional e militar. Ficou registada a sua participação activa no teatro de guerra da fronteira alentejana, tendo assumido trabalhos de assédio e defesa, construção de aproches, fortificação de alojamentos e até mesmo operações de condução dos exércitos. Deste modo, em 1658, "assistiu na campanha de Badajoz aos trabalhos das fortificações e a ganhar os postos" e durante o sítio de Elvas "padeceu grandes moléstias, assim na assistência do forte de Santa Luzia e outeiro de São Pedro como dos contínuos rebates da cidade."[10][11]. Em 1659, participou nas batalhas das Linhas de Elvas, "saindo com a gente de dentro (...), fazendo desta parte ofício de tenente general"[20][30], referindo ainda que assistiu um ano e meio na praça de Elvas "servindo à sua custa".

Nos anos de 1661 e 1662, já com o conde de Schomberg ao serviço de Portugal a imprimir uma outra dinâmica militar, Pimentel passou ao Alentejo por três ocasiões para "formar a planta da fortificação de Évora e encomendar as fortificações das mais praças da província", vindo a participar no ano seguinte nas operações do sítio de Évora - tomada pelos espanhóis em Maio de 1663 -, onde trabalharam nos aproches cinco discípulos seus, entre os quais Bartolomeu Zenit e Francisco João da Silva[20]. Participou por isso no processo que terminou na vitória do Ameixial em Junho de 1663: "tornando-se depois a incorporar-se no exército se achar no recontro do Degebe [afluente do rio Guadiana] em que desenhou a maior parte da Artilharia enquanto o nosso exército se cobriu à vista do inimigo mostrando depois na batalha do Ameixial grande disposição no reforçar da cavalaria com mangas de mosquetaria e guiando-as aos postos onde se haviam de dar as cargas; na recuperação de Évora encaminhar os aproches da parte de São Bartolomeu e Carmo, até se arrimarem as mantas na muralha, retirando-se acabada a ocasião a esta corte (...)". Apesar de longa, esta citação demonstra bem uma participação militar directa em momentos decisivos no curso da guerra[20].

A partir desta sequência de provas de fogo, Luís Serrão Pimentel alcançou algum reconhecimento como engenheiro e militar. Apesar da petição para o cargo de engenheiro-mor do reino, que tinha entregue em Novembro de 1661, se ter perdido juntamente com os pareceres dados, voltou a requerer o cargo em Setembro de 1663: conserva-se hoje um documento fundamental onde são referidos detalhes do extravio do pedido anterior e a sua folha de serviços[20]. Serrão Pimentel deixou também bastante claro que vinha até então desempenhando as funções correspondentes ao cargo de engenheiro-mor do reino, argumentando que:

 "(...) e é este cargo devido ao suplicante por ser lente da cadeira de Fortificação, deitar da aula engenheiros, examinar por ordem de Sua Majestade pelo conselho de guerra os que vem de fora, dos quais V. Majestade despacha os que o suplicante aprova, despede o que reprova, fiando dele matéria de tanto porte, e não é justo que com o soldo que o suplicante tem para ler a cadeira vá servir no exercício de engenheiro nas ocasiões de guerra, perigo e gastos, sendo que o suplicante nem tem soldo nem patente de engenheiro pela não aceitar de engenheiro ordinário, merecendo por sua suficiência e serviços o de engenheiro mor, não obstante o que, no exercício o faz com toda a satisfação, risco de sua pessoa e gasto de fazenda nas jornadas (...)"[20].

O pedido foi ainda feito, com menção aos anteriores titulares - a saber, Filipe Terzi, Leonardo e Diogo Turriano -, e solicitava à coroa o mesmo pagamento de sessenta e quatro mil réis "como tinha Langres na tenência geral da artilharia de Lisboa", bem como sustento de palha e cevada para um cavalo. Alegava mesmo a injustiça da sua situação quando comparada com a dos engenheiros estrangeiros, já que "por ser o suplicante Português não [o] deve desmerecer"[20].

Além disso, Serrão Pimentel solicitou também um posto militar, o de "tenente-general de artilharia com exercício em qualquer parte que o suplicante estiver", tal como tinha sido concedido a Pierre de Sainte Colombe, pois o "suplicante o tem exercitado em efeito na guerra viva e lhe é necessário para ser melhor obedecido nas matérias da fortificação"[20]. A estas solicitações deram os conselheiros parecer positivo, mas propondo um soldo inferior, no valor de quarenta mil réis de cada mês, e "quando assistir no exército de Alentejo se lhe dê palha e cevada para dois cavalos e quando estiver nesta corte para um na forma que pede, e isto com o título de engenheiro mor do exercito do Alentejo (caso que V Mag. o haja por vago), o que até agora ocupava Silincourt, com patente de Tenente general da artilharia para exercitar este posto, em qualquer Província aonde se achar e que deste modo será também melhor obedecido no trabalho das fortificações"[20]. Deste modo, entre 1663 e 1671, Serrão Pimentel passou a exercer, formalmente, como engenheiro-mor do exército e província do Alentejo, com obrigação de ler fortificação na corte e tenente general de artilharia "em qualquer parte do reino".

Depois da morte de António Mariz Carneiro, Luís Serrão Pimentel obteve por fim a provisão definitiva no cargo de cosmógrafo-mor em 14 de Dezembro de 1671, "com obrigação de ler na Ribeira das Naus a arte de matemáticas, e navegação, e passar as fronteiras todas as vezes que for mandado"[31][30]. Do exercício deste cargo receberia sessenta mil réis por ano, pagos na mesa dos vinhos de Lisboa e três moios de trigo no Almoxarifado da Malveira, sendo-lhe acrescentado o suplemento de cento e dez mil réis anuais, pagos nos Armazéns da Guiné e da Índia, que vencia pelo posto de engenheiro mor do Alentejo, cargo que, todavia, ficou extinto a partir desta nomeação.

Em contrapartida, o processo de nomeação como engenheiro-mor do reino permanece obscuro. Podemos somente constatar que foi como tal nomeado em 15 de Junho de 1673[32] e que a partir de 1674 assinava como engenheiro-mor do Reino[33].

Da sua atividade enquanto lente da cadeira de fortificação e castrametação na aula de matemática na Ribeira das Naus, conhecida como Aula de Fortificação de Lisboa, documentada desde 1654, sabemos que foi "deitando da aula engenheiros que (...) estão servindo a Vossa Majestade com satisfação"[20].

Em 1666, ainda enquanto tenente general da artilharia e engenheiro mor do Alentejo, Luís Serrão Pimentel tentou publicar o conteúdo das suas lições, submetendo à apreciação do Conselho de Guerra o seu "novo invento de fortificação"[34][35], ou seja, o Método Lusitânico de desenhar as fortificações, tratado que apenas foi impresso depois da sua morte em 1680. Os pareceres redigidos a este respeito reúnem um importante conjunto de dados. Deram parecer positivo e, por vezes, francamente elogioso o tenente general de artilharia e engenheiro das fortificações da Beira, Diogo Truel de Cohen; o general e mestre de campo Diogo Gomes de Figueiredo; o governador das armas e conselheiro da guerra João Mendes de Vasconcelos; o matemático João Duarte; o conde de Vilar Maior D. Manuel Teles da Cunha; o conde de Pontével D. Nuno da Cunha Ataíde; João de Saldanha, o secretário de estado Francisco Correia de Lacerda; e o conde da Ericeira, D. Luís de Menezes. No entanto, a consulta faz também referência ao parecer do governador das armas da corte, D. António Luís de Menezes, marquês de Marialva, que não se mostra favorável à impressão, mas acentua a necessidade de manter a docência, indicando que Serrão Pimentel devia "ler a cadeira de fortificação a praça de Estremoz como Vossa Majestade tem mandado para o que já ele lhe tinha casa porque há muitos soldados mui curiosos da fortificação"[34]. De facto, a resolução do Conselho de Guerra, datada de 23 de Setembro de 1666, aconselhava ao rei a publicação do tratado, anotando à margem que se mandava o engenheiro ensinar em Estremoz, o que não chegou a acontecer, em parte devido à desmobilização de militares que se seguiu com a assinatura do tratado de Paz em 1668[34][13][14].

Luís Serrão Pimentel participou em juntas técnicas não apenas no Alentejo, mas esteve presente na província da Beira, pelos menos em 1673, onde se reuniu com Miguel de Lescole e foi assistido por alguns dos seus discípulos, como João Coutinho e Jerónimo Velho de Azevedo, este último, então, já engenheiro da província[33][36]. Serrão Pimentel foi igualmente chamado a emitir diversos pareceres sobre as capacidades profissionais dos seus formandos, que acompanhavam o mestre nas visitas ao terreno, oportunidade também para o engenheiro-mor testar o seu "método de desenhar as fortificações", como expressamente aconteceu em 1673 na Beira[13][14].

Em 1674, foi consultado pela Junta dos Três Estados sobre a competência dos engenheiros João Lucas Ferreira Simões e João Coutinho destinados à a província de Trás-os-Montes[37][36][38]. Registam-se igualmente pareceres pedidos pelo Conselho Ultramarino, acerca dos engenheiros que pudessem ser enviados para a Índia e Brasil: no mesmo ano de 1674, sobre os já citados João Lucas Ferreira Simões e João Coutinho, mas também sobre Manuel Barreto da Ponte e António Correia Pinto[39].

Considerando o interesse da coroa formar um maior número de engenheiros portugueses para as conquistas, uma outra consulta ao Conselho de Guerra, datada de 21 de Agosto de 1677, dava conta de um novo requerimento para a publicação do seu tratado. Luís Serrão Pimentel, entretanto já titular dos cargos de cosmógrafo-mor e de engenheiro-mor do reino, destaca mesmo que a impressão da obra tinha já ficado autorizada em 1666. Pimentel alonga-se nos argumentos a favor da publicação da obra:

"(...) sendo o dito livro impresso poderá ser de grande Utilidade aos serviço de Vossa Alteza, e bem do Reino por muitas razões; a primeira por não haver outro na língua Portuguesa (...); a segunda porque (...) se pode poupar a maior parte da despesa (...) porque o mais tempo que se gasta é em escreverem apostilhas, que se escusa havendo livro impresso (...); a terceira porque poderá bastar então que se reduzam os doze partidos [da Aula], somente a quatro (...); a quarta porque com o rendimento deste Livro se poderá imprimir o da Castrametação, Expugnação e defensa das Praças que o suplicante tem composto (...)."[13][14].

Desta vez, foi possível dar sequência ao processo, com a ordem de impressão dada pela Junta dos Três Estados em 4 de Junho de 1678. Datada já de 20 de Julho de 1678, o livro integra a dedicatória a D. Pedro, príncipe regente depois do "golpe de 1667" que afastou D. Afonso VI do poder, com os consequentes conflitos cortesãos, de que o engenheiro foi contemporâneo. No entanto, Luís Serrão Pimentel não chegou a ver a obra sair do prelo, pois foi impressa apenas depois da sua morte, ocorrida em 1679.

Outras informações

Luís Serrão Pimentel frequentou os círculos da elite intelectual da corte, tendo participado nas sessões da Academia dos Generosos, pelos menos nos anos de 1660 e 1661. Desconhece-se a data da sua entrada nesta academia, em cuja ficha de inscrição aparece como "Mestre da Arte de Fortificação"[40][41]. Com o título "Qual é a mais danosa a prosperidade confiada, ou a adversidade desprevenida?", conserva-se um texto seu onde glosa a guerra de Tróia e que pode corresponder a uma lição académica datável de 1661[42].

Destaca-se, neste contexto, a convivência com D. Francisco Manuel de Melo, figura da mesma geração de Pimentel e conhecedora das artes militares, que deixou testemunho da consideração em que tinha o engenheiro - "nosso insigne, e militar Vitrúvio, nosso consumadíssimo Preceptor"[43][1]-, num discurso proferido na academia a 21 Novembro de 1660. Numa outra sessão, ocorrida em 31 de Dezembro de 1661, comparou-o a Dédalo: "Daquele sábio astuto, / Dédalo português, que hum labirinto / não só traçou distinto, / mas traçou com dem glorioso fruto / as plantas, que traçou, que já são tantas / que Portugal se cobre destas plantas. / Esse insigne Luís, que em paz, em guerra,/ é serrano que a corte faz na terra."[43][1].

No mesmo ano de 1661, Pimentel foi de novo alvo de encómio, em termos que denunciam o conteúdo das lições: "Entre as ciências matemáticas se escolheram as militares: presidindo-lhe tão digno Mestre que Ptolomeu e Arquimedes, Euclides e Vegécio com todos os modernos lhe vincularam sua doutrina: aperfeiçoada com a delicadeza de seu engenho (…) Aqui se explicam as diversas formas de fortificações, batalhas, e alojamentos o modo de expugnar, e defender as praças (…)"[44][45].

Da correspondência entre Francisco Manuel de Melo e Serrão Pimentel identifica-se uma carta onde se tratam questões de toponímia clássica e moderna[46][45]. Há ainda notícia de uma carta de Francisco de Melo e Torres, mestre de campo e general da artilharia no Alentejo e futuro conde da Ponte, escrita em Elvas, a 16 de Outubro de 1652, que refere uma disputa com Serrão Pimentel sobre as ideias cartesianas[47].

Durante a viagem de Cosme III de Médicis a Portugal, em 1669, o grão-duque da Toscana visitou as fortificações alentejanas e teve contacto com um matemático português, que poderá ter sido Serrão Pimentel[48]. Por seu turno, o engenheiro português refere que o soberano toscano, "vindo a ver esta Corte se dignou de me honrar, mostrando-me várias Plantas e Fortificações delineadas por sua própria mão"[49]. Ao mesmo tempo dedicou-lhe também uma extensa dedicatória no manuscrito Extracto Ichonographico do Methodo Lusitanico (1670), onde menciona que o grão-duque "mandou-me uma livraria de selectíssimos Autores"[50]. Em agradecimento, Luís Serrão Pimentel ofereceu-lhe um manuscrito de Pedro Nunes, Defensão do tratado da rumação do globo para a arte de navegar, por si assinado e que se encontra hoje em Florença[51]. Luís Serrão Pimentel possuiria também na sua biblioteca um manuscrito do matemático Francisco de Melo[52].

Obras

Obras de Fortificação:

Na década de 1660 a actividade de Serrão Pimentel como engenheiro incidiu na província do Alentejo. Nos anos de 1661 e 1663, trabalhou na planta da fortificação de Évora, mencionando a sua entrega ao Conselho de Guerra. A sua proposta para Évora valeu-lhe, aliás, uma disputa técnica e duras críticas de Pierre de Sainte-Colombe, também envolvido nesse processo[53]. Em 1663, deslocou-se por duas vezes a Évora, "a desenhar a planta para se pôr em execução a obra" e, no ano seguinte, deslocou-se a Avis para o mesmo efeito, bem como a Beja para "fazer orçamento e medição da obra"[10].

Significativa é a referência à tutela que exercia sobre os seus discípulos que ficavam na assistência às obras, o que deixa entrever uma influência mais complexa nos assuntos da fortificação das cidades alentejanas, mas sem que se lhe possa atribuir mais do que traçado de parte do recinto fortificado de Évora e da Praça Baixa em Estremoz. Assim, regista-se a referência que, em 1661, "foi com grande despesa sua às praças de Vila Viçosa, Terena, Monsaraz, Mourão, Elvas, Campo Maior, Avis, Crato, Portalegre, Alegrete, Marvão, Castelo de Vide e Nisa, dando ordem em todas aos engenheiros do que se havia de fazer e emendar naquelas praças"[20][30].

Na década seguinte, em 1673, quando se deslocou à província da Beira, o próprio Pimentel salientava que "o novo método o pôs em prática em desenhos de algumas praças concorrendo Miguel de Lescole que do Minho veio por ordem de Vossa Alteza, o qual em tudo e por tudo aprovou o dito método, e por ele fizeram novos desenhos para as Praças de Castelo Rodrigo, Salvaterra, Alfaiates e para um forte fora de Almeida para o Castelo Rosmaninhal. E para o de Castelo Branco, além de outros desenhos tudo em presença do governador das armas Gil Vaz Lobo (...)"[13][14]. Desconhece-se por agora se tais desenhos acabaram por consistir apenas no exercício prático para treino dos ajudantes e procedimento para testar o método, ou se lograram algum efeito práticos nalguns lugares.


Obras manuscritas:

[1658, depois], Tratado de Castramentasão ou Alojamento dos Exercitos; pertenceu a João Tomás Correia de Brito. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 1648.

1659, Architectura Militar ou Fortificação, dictada por Luís Serrão Pimentel. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 6408; pertenceu a Francisco de Osório.

1659, Architectura Militar, ou Fortificação dictada por Luiz Serrão Pimentel, & Cª, Em 27 de Outubro de 1659 Annos. Biblioteca da Ajuda, Ms. 49-III-4; pertenceu a Diogo de Pardo Osório.

1661, Architectonica militar ou Fortificação moderna por Luis Serrão Pimentel Cosmographo mor q[ue] foi deste Reyno de Portugal, e lente de Astronomia, e Nauegação, e ao prezente de Fortificação, esquadrõens, Artelhar[i]a, e castrametação [...] Anno 1661, Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 13473; redigido por João Nunes Tinoco.

1664 [depois], Areotectonica ou Parte Oppugnatoria e Reppugnatoria, por outro nome Poliorçetica: da Hercotectonica militar por Luís Serrão Pimentel Tenente General com exercissio em q[al] quer das Provinçias em que se acha Eng.ro mor dos exerçitos e Provinçia do Alentejo e Reino, Lente de Fortificação e Mathematicas. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 1640; no frontispício: “Tratado da Opugnação, e Defensa das Praças” pertenceu ao engenheiro e coronel de artilharia João Tomás Correia.

1669, Tratado da Navegação Prática e Especulativa. Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Ms. 185.

1670, Extracto Ichonographico do Methodo Lusitanico novo, facillimo,e apuradissimo pera desenhar as fortificaçoens regulares, e irregulares; por novas e exactissimas proporções. Achado por Luis Serrão Pimentel, Olysiponense, Tenente general da Artelharia com exercicio em qualquer das provincias fronteiras, Enginheiro-mor do Exercito e Provincia do Alentejo, Cosmographo mor dos Reynos, e Senhorios de Portugal, Professor Regio das Mathematicas. Ao Serenissimo Principe Cosmo III Grande Duque da Toscana. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 2044; pertenceu ao sargento-mor Manuel de Melo e Castro.

[1671, antes], Oratio Pro die natalitio Serenissimae Infantis Catherina; habita a Ludovico Serrano Pimentel. olim maiore Regni Cosmographo; Astronomiae, & artis navigatoriae, Nunc militaris Hercotectonices Regio professore, & ingenerosorum Academiae. Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Ms. 57, fl. 1-6.

[1673], Pratica da Arte de Navegar. Biblioteca Nacional de Portugal, IL 156.

[1679, depois], Tratado de Fortificação 1ª e 2ª Parte. e da opugnação das praças Arquitectonica de Luís Serrõ Pimentel; ditada por seu filho Francisco Pimentel. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 5174; pertenceu a João Tomás Correia.

[1680, antes], Methodo Lusitanico para desenhar as fortefficaçoens das praças regullares, irregulares, fortes de campanha e outras obras pertencentes a Architectura Militar: facillimo e exactissimo, por novas e apuradissimas proporçoens: destrebuido em duas partes Opperativa e Qualificativa / achado por Luís Serrão Pimentel Olyssiponense. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 11005.

[1680, antes], [Excertos do Extracto Iconográfico do Método Lusitânico], manuscrito truncado. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 13474.

[1690, cerca], Tractado do Uzo do Pantometra de Desenhar as Forteficasoins assim do lado do Polygono exterior pª fora, como do lado do Polygono exterior pera dentro nas figuras tanto regulares como irregulares pello Methodo de Luís Serrão Pimentel Engº mor do Rn.º e Cosmographo mor delle Tenenete gn.l dfa artelheira de q.alquer das prov.cas/ por Manuel Pinto de Vilalobos Capp.am e Eng.ro na Prov.ca do Minho. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 13201.


Obras impressas:

1675, Roteiro do Mar Mediterraneo tirado do Espelho, ou Tocha do Mar. Lisboa: Officina de Joam da Costa, 1675; único impresso em vida; relacionado com as viagens diplomáticas e sua actualização, no prefácio refere que tinha em preparação uma Arte e Regimento de navegar com o roteiro geral das conquistas, que foi impresso apenas em 1681[54].

1681, Arte pratica de navegar: e Regimento de pilotos repartido em duas partes a primeira propositiva, em que se propoem alguns principios para melhor inteligencia das regras da navegação: a segunda operativa em que se ensinaõ as mesmas regras para a pratica: juntamente os Roteiros das navegaçoens das conquistas de Portugal, & Castela. Lisboa: Antonio Craesbeeck de Mello, 1681; publicado por Manuel Pimentel, que assina a dedicatória ao Príncipe D. Pedro. Biblioteca Nacional de Portugal, Res. 411v..

1680, Método Lusitânico de Desenhar as Fortificações das Praças Regulares e Irregulares. Lisboa: Antonio Craesbeeck de Mello. Licenças: Frei Bento de São Tomás, qualificador do Santo Ofício, 1 Setembro 1778; Diogo Gomes de Figueiredo, tenente general de artilharia, 25 Setembro 1678.

Notas

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 Machado, Biblioteca Lusitana, 3:133-135.
  2. 2,0 2,1 Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 4-6.
  3. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos Findos, Registo Geral dos Testamentos de Lisboa, lv. 13, fls. 104-104v..
  4. Olival, "O acesso de uma família de cristãos-novos", 68-82.
  5. Viterbo, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, 2:273.
  6. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 22.
  7. Mais detalhes são conhecidos a partir do processo de habilitação do seu bisneto, Manuel Pimentel de Miranda, filho de Luís Francisco Serrão de Miranda, aberto em 1754. Olival, "O acesso de uma família de cristãos-novos", 67-82.
  8. Machado, Biblioteca Lusitana, 2:220; refere que Isabel de Godins seria a segunda mulher de Luís Serrão Pimentel.
  9. Machado, Biblioteca Lusitana, 3:133-135; sugere que se trataria do filho primogénito.
  10. 10,0 10,1 10,2 10,3 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso VI, lv. 20, fl. 129v.-130v.. Carta de mercê atribuindo a Luís Serrão Pimentel a tença de cinquenta e dois mil e quinhentos réis na imposição dos vinhos de Évora, que vagou por morte de sua tia, Isabel Mendes de Tovar, 30 de Julho de 1666. Alvará de renúncia de Luís Serrão Pimentel, da referida tença, em sua filha Ana Maria Pimentel. 31 de Julho de 1666.
  11. 11,0 11,1 11,2 Viterbo, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, 2:269-270.
  12. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 6; 180-182.
  13. 13,0 13,1 13,2 13,3 13,4 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 36. Consulta de 21 de Agosto de 1677.
  14. 14,0 14,1 14,2 14,3 14,4 Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 176-178.
  15. Sá, Memorias Historicas da Ordem de Nossa Senhora do Carmo, 184-185, afirma que a sepultura familiar se encontrava na "primeira quadra junto à porta que dava para a entrada principal da capela dos Terceiros".
  16. Moreira, "Do rigor teórico à urgência prática...", 83-85.
  17. Araujo, As Cidades da Amazónia no Séc.XVIII, 25-72.
  18. Rossa, "A Cidade Portuguesa", 263-274.
  19. Soromenho, "Manuel Pinto de Vilalobos", 4-56.
  20. 20,00 20,01 20,02 20,03 20,04 20,05 20,06 20,07 20,08 20,09 20,10 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 17. Consulta de 4 Setembro de 1663, petição de Luís Serrão Pimentel do cargo de engenheiro-mor do reino.
  21. 21,0 21,1 Matos,"António de Mariz Carneiro Cosmógrafo-Mor".
  22. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, lv. 18, fl. 298v.. Alvará de nomeação de Luís Serrão Pimentel como cosmógrafo-mor por impedimento de António de Mariz Carneiro. 13 de Julho de 1647.
  23. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Secretaria de Guerra, Registo, lv. 17, fl. 172. Alvará régio que manda Luís Serrão Pimentel ler fortificação. 10 de Outubro de 1654.
  24. Sepúlveda, Historia organica e politica do Exercito Português, 8:548.
  25. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 14. Consulta de 13 Outubro de 1654 sobre o soldo que se poderá signalar a Luís Serrão Pimentel enquanto assistir na ocupação de ensinar cosmografia e a arte da fortificação.
  26. Enquanto cosmógrafo-mor interino examinou trinta e dois candidatos a pilotos, em 1641, 1642 e, entre 1644 e 1648; Polónia, "Mestres e pilotos das Carreiras Ultramarinas", 271-353.
  27. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 50.
  28. No Regimento de Pilotos e Roteiro da Navegaçam, e Conquistas do Brazil, Angola, S. Thome, Cabo Verde, Maranhão, Ilhas, & Indias, de Antonio Mariz Carneiro, com data de 1642, existe um parecer de Luís Serrão Pimentel, datado de 1 fevereiro de 1642; Matos, "António Mariz Carneiro"; Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 54.
  29. Arquivo Histórico Ultramarino, Índia, Papéis avulsos, Capilha de 3 de Abril de 1656, publicado em Matos, "António Mariz Carneiro"; Ferreira, "Luís Serrão Pimentel",143-144. Sobre os pareceres de Luís Serrão Pimentel acerca das medições para o cálculo da longitude, ver Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 59-60.
  30. 30,0 30,1 30,2 Viterbo, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, 2:270-273.
  31. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso VI, lv. 29, fl. 267-267v.. Carta de nomeação de Luís Serrão Pimentel como cosmógrafo-mor. 14 de Dezembro de 1671; Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, D. Afonso VI, lv. 19, fl. 439v.-440. Carta de mercê da propriedade do cargo de cosmógrafo-mor. 14 de Dezembro de 1671.
  32. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, carta patente de nomeação de Luís Serrão Pimentel como engenheiro-mor do Reino, datada de 15 de Junho de 1673, publicada em Sepúlveda, Historia organica e politica do Exercito Português, 8:531-533.
  33. 33,0 33,1 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 33. Parecer de Luís Serrão Pimentel datado de 26 de Junho de 1674.
  34. 34,0 34,1 34,2 Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 36. Consulta sobre requerimento de Luís Serrão Pimentel para publicar o Método Lusitânico. 13 de Abril de 1666.
  35. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 159.
  36. 36,0 36,1 Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 156-158.
  37. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 34. Consulta de 23 de Outubro de 1674.
  38. Soromenho, "Manuel Pinto de Vilalobos", 24.
  39. Arquivo Histórico Ultramarino, Conselho Ultramarino, Brasil, Bahia, Catálogo Luísa da Fonseca, doc. 2615. Consulta do Conselho Ultramarino a Luís Serrão Pimentel sobre os engenheiros João Lucas Ferreira Simões, de Viana do Castelo, Manuel Barreto da Ponte, João Coutinho e António Correia Pinto, que podem ir para os Estados da India e Brasil. Lisboa, 12 de Novembro de 1674; Arquivo Histórico Ultramarino, Conselho Ultramarino, Brasil, Catálogo Luísa da Fonseca, doc. 2787. Consulta sobre o que pede o engenheiro-mor Luís Serrão Pimentel, acerca da prisão do capitão engenheiro do Brasil, António Correia Pinto, por ordem do ouvidor do Rio de Janeiro, Pedro de Unhão. Castelo Branco, 23 de Setembro de 1677.
  40. Matias, "As academias literárias portuguesas".
  41. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 16.
  42. Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Códice 114, fl. 68-69. "Qual é a mais danosa a prosperidade confiada, ou a adversidade desprevenida?"; Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 14-19; 196-197.
  43. 43,0 43,1 Melo, Obras Métricas, 2:663-664; 787-788.
  44. Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Códice 114, fl. 169-177v.. "Oração encomiástica na renovação da Academia nocturna dos generosos, presidindo o Conde da Ericeira em 20 de Novembro de 1661".
  45. 45,0 45,1 Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 14-15.
  46. Carta de Francisco Manuel de Melo destinada a Luís Serrão Pimentel, datada de 12 de Agosto de 1651, publicada em Melo, Cartas Familiares, 434-441.
  47. Andrade, "Descartes em Portugal", 435.
  48. Radulet, "Cosimo III Medici and the Portuguese Restoration".
  49. Pimentel, "Sumária Notícia da Arquitectura Militar". Em Método Lusitânico, [sem página].
  50. Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 2044, fl. 6-6v.. Pimentel, Extracto Ichonographico do Methodo Lusitanico novo, facillimo,e apuradissimo pera desenhar as fortificaçoens regulares, e irregulares; por novas e exactissimas proporções. Achado por Luis Serrão Pimentel, Olysiponense, Tenente general da Artelharia com exercicio em qualquer das provincias fronteiras, Enginheiro-mor do Exercito e Provincia do Alentejo, Cosmographo mor dos Reynos, e Senhorios de Portugal, Professor Regio das Mathematicas. Ao Serenissimo Principe Cosmo III Grande Duque da Toscana. 1670.
  51. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 93-96.
  52. Melo, Obras Matemáticas, 13.
  53. Sainte-Colombe acusa Pimentel de se basear em métodos de autores que "já não se usam", colocando em causa as opções defendidas para o traçado de Elvas, ou seja, a própria capacidade prática do engenheiro português. Biblioteca da Ajuda, Manuscritos, 51-VI-1. Resposta apologética do Tenente-General Pedro de Santa Colomba em defesa da sua planta de Évora, ao papel de Luís Serrão Pimentel, Lente de Matemática. Évora, 26 de Outubro de 1661.
  54. Ferreira, "Luís Serrão Pimentel", 67.

Fontes

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Arquivo Histórico Ultramarino, Conselho Ultramarino, Brasil, Catálogo Luísa da Fonseca, doc. 2787. Consulta sobre o que pede o engenheiro-mor Luís Serrão Pimentel, acerca da prisão do capitão engenheiro do Brasil, António Correia Pinto, por ordem do ouvidor do Rio de Janeiro, Pedro de Unhão. Castelo Branco, 23 de Setembro de 1677.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, lv. 18, fl. 298v.. Alvará de nomeação de Luís Serrão Pimentel como cosmógrafo-mor por impedimento de António de Mariz Carneiro. 13 de Julho de 1647.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso VI, lv. 20, fl. 129v.-130v.. Carta de mercê atribuindo a Luís Serrão Pimentel a tença de cinquenta e dois mil e quinhentos réis na imposição dos vinhos de Évora, que vagou por morte de sua tia, Isabel Mendes de Tovar, 30 de Julho de 1666. Alvará de renúncia de Luís Serrão Pimentel, da referida tença, em sua filha Ana Maria Pimentel. 31 de Julho de 1666.

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Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso VI, lv. 45, fl. 74-75. Carta padrão de tença a Luís Serrão Pimentel. 20 de Abril de 1669.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 14. Consulta de 13 Outubro de 1654 sobre o soldo que se poderá signalar a Luís Serrão Pimentel enquanto assistir na ocupação de ensinar cosmografia e a arte da fortificação.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 17. Consulta de 4 Setembro de 1663, petição de Luís Serrão Pimentel do cargo de engenheiro-mor do reino.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 30. Consulta à Junta dos Três Estados. 25 de Setembro de 1670.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 33. Parecer de Luís Serrão Pimentel datado de 26 de Junho de 1674.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 34. Consulta de 23 de Outubro de 1674.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 36. Consulta de 21 de Agosto de 1677.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 36. Consulta sobre requerimento de Luís Serrão Pimentel para publicar o Método Lusitânico. 13 de Abril de 1666; parecer do tenente general de artilharia e engenheiro das fortificações da Beira, Diogo Truel de Cohen. 3 de Julho de 1666; parecer do general e mestre de campo Diogo Gomes de Figueiredo. 3 de Julho de 1666; parecer de João Mendes de Vasconcelos. 4 de Julho de 1666; parecer de João Duarte. 4 de Julho de 1666; parecer do conde de Vilar Maior. 9 de Julho de 1666; parecer do conde de Pontével, D. Nuno da Cunha Ataíde. 9 de Julho de 1666; parecer de João Saldanha. 10 de Julho de 1666; parecer de Francisco Correia de Lacerda. 17 de Julho de 1666; parecer do conde da Ericeira, D. Luís de Menezes. 20 de Julho de 1666.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Consultas, mç. 37. Consulta sobre requerimento de Luís Serrão Pimentel para publicar o Método Lusitânico. 21 de Agosto de 1677.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Decretos, mç. 20. Carta de Luís Serrão Pimentel a Francisco Pereira da Cunha. 20 de Agosto de 1659.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Secretaria de Guerra, Registo, lv. 17, fl. 172. Alvará régio que manda Luís Serrão Pimentel ler fortificação. 10 de Outubro de 1654.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Conselho de Guerra, Secretaria de Guerra, Registo, lv. 31, fl. 6. Resolução de 9 de Março de 1668 que confirma excepção de Luís Serrão Pimentel como tenente general e engenheiro-mor do exército do Alentejo, no quadro da desmobilização, despacho do Conselho de Guerra de 28 de Março de 1669.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Feitos Findos, Registo Geral dos Testamentos de Lisboa, lv. 13, fls. 104-104v..

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, D. Afonso VI, lv. 1, fl. 235v.-239. Carta de tença a Luís Serrão Pimentel. 20 de Outubro de 1667.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, D. Afonso VI, lv. 11, fl. 85v.-88v.. Carta de tença a Luís Serrão Pimentel. 20 de Abril de 1669.

Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registo Geral de Mercês, D. Afonso VI, lv. 19, fl. 439v.-440. Carta de mercê da propriedade do cargo de cosmógrafo-mor. 14 de Dezembro de 1671.

Biblioteca da Ajuda, Manuscritos, 51-VI-1. Resposta apologética do Tenente-General Pedro de Santa Colomba em defesa da sua planta de Évora, ao papel de Luís Serrão Pimentel, Lente de Matemática. Évora, 26 de Outubro de 1661.

Biblioteca da Ajuda, Manuscritos, 51-X-33, fl. 270-271. Carta de Luís Serrão Pimentel para destinatário desconhecido acerca de obra de Valentim Estancel. 19 de Janeiro de 1665.

Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Códice 114, fl. 68-69. "Qual é a mais danosa a prosperidade confiada, ou a adversidade desprevenida?".

Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Manuscritos, Códice 114, fl. 169-177v.. "Oração encomiástica na renovação da Academia nocturna dos generosos, presidindo o Conde da Ericeira em 20 de Novembro de 1661".

Biblioteca Nacional de Portugal, Códice 2044, fl. 6-6v.. Pimentel, Extracto Ichonographico do Methodo Lusitanico novo, facillimo,e apuradissimo pera desenhar as fortificaçoens regulares, e irregulares; por novas e exactissimas proporções. Achado por Luis Serrão Pimentel, Olysiponense, Tenente general da Artelharia com exercicio em qualquer das provincias fronteiras, Enginheiro-mor do Exercito e Provincia do Alentejo, Cosmographo mor dos Reynos, e Senhorios de Portugal, Professor Regio das Mathematicas. Ao Serenissimo Principe Cosmo III Grande Duque da Toscana. 1670.

Biblioteca Pública de Évora, Mss. 466, fl. 131. Despacho da Junta dos Três Estados sobre a impressão do Método Lusitânico.

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Ligações Externas

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Autor(es) do artigo

Margarida Tavares da Conceição

IHA - Instituto de História da Arte, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa / IN2PAST — Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território

https://orcid.org/0000-0003-3041-9235

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade NOVA de Lisboa, através do projeto estratégico financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., ref. UID/PAM/00417/2019.

DOI

https://doi.org/10.34619/uwrz-gtfd

Citar este artigo

Conceição, Margarida Tavares da. "Luís Serrão Pimentel", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 18/03/2024). Consultado a 20 de maio de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Lu%C3%ADs_Serr%C3%A3o_Pimentel. DOI: https://doi.org/10.34619/uwrz-gtfd