Diogo da Silveira Veloso

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Diogo da Silveira Veloso
Nome completo Diogo da Silveira Veloso
Outras Grafias Diogo da Sylveyra Velloso
Pai Marcos Veloso Pederneira
Mãe Leonor Maria da Silveira
Cônjuge Teodora Maria Teresa da Silva
Filho(s) António Veloso da Silveira, Ana Maria Antónia da Silveira, Josefa Maria Antónia da Silveira, Francisco Veloso da Silveira, Margarida Ignacia da Silveira, Maria Antónia da Silveira
Irmão(s) valor desconhecido
Nascimento valor desconhecido
Lisboa, Lisboa, Portugal
Morte 1750
Recife, Pernambuco, Brasil
Sexo Masculino
Religião Cristã
Residência
Residência Lisboa, Lisboa, Portugal
Data Fim: 1702

Residência Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Data Início: 1702
Fim: 1706

Residência Recife, Pernambuco, Brasil
Data Início: 1706
Fim: julho de 1710
Formação
Formação Engenharia Militar

Data Início: julho de 1710
Fim: outubro de 1711
Local de Formação Lisboa, Lisboa, Portugal
Postos
Posto Soldado

Posto Ajudante
Data Fim: 22 de fevereiro de 1702

Posto Capitão Engenheiro
Data Início: 22 de fevereiro de 1702
Fim: 1720
Cargos
Cargo Professor
Actividade
Actividade Desenho de fortificação
Data Início: 1709
Fim: 1709
Local de Actividade Ceará, Brasil

Actividade Missão
Data Início: março de 1728
Local de Actividade Recife, Pernambuco, Brasil

Actividade Missão
Data Início: 1729
Local de Actividade Lisboa, Lisboa, Portugal

Actividade Desenho de fortificação
Data Início: 1738
Fim: 1740
Local de Actividade Brasil


Biografia

Dados biográficos

Diogo da Silveira Veloso[1] nasceu na freguesia de São Mamede, Lisboa, em data anterior a 1 de maio de 1679[2]. Morreu em Recife, Pernambuco, em 1750[3]. Era filho de Marcos Veloso Pederneira[4], nascido na freguesia de São Julião de Lisboa em 5 de maio de 1615, e de Leonor Maria da Silveira, nascida na freguesia de São Mamede em 26 de janeiro de 1620. Casou-se com Teodora Maria Teresa da Silva, nascida em 22 de maio de 1697 na freguesia de São Vicente, antiga Freguesia de Santa Engrácia. Deste matrimônio nasceram Ana Maria Antônia da Silveira, Antônio Veloso da Silveira - alferes, Francisco Veloso da Silveira, Josefa Maria Antônia da Silveira - freira, Margarida Ignacia da Silveira - freira, e Maria Antônia da Silveira - freira[5].

Silveira Veloso estudou na Aula de Fortificação de Lisboa, onde foi aluno de Francisco Pimentel, filho do engenheiro Luís Serrão Pimentel[6]. Serviu como ajudante de engenheiro, em Portugal, antes de partir para o Brasil em 1702[7]. Em 22 de fevereiro desse ano foi nomeado capitão engenheiro da colônia de Montevideo, encarregado de “desenhar e delinear a fortaleza que se há de fazer[8]. No ano de 1706, foi enviado à capitania de Pernambuco, no nordeste do Brasil, com o cargo de capitão engenheiro da capitania[9]. Em 1720, recebeu a patente do posto de sargento-mor engenheiro, ad honorem, ficando com a mesma incumbência de capitão engenheiro de Pernambuco[10]. Mais tarde, na mesma praça, ascendeu ao posto de tenente general de infantaria com exercício de engenheiro por carta patente de 5 de maio de 1730[11]. Em 7 de março de 1735, o Conselho Ultramarino apresentou parecer favorável a nomeação de Diogo da Silveira Veloso ao posto de tenente-general de artilharia da capitania pernambucana, vago em decorrência do falecimento do tenente-general e engenheiro João de Macedo Corte Real[12]. Diogo da Silveira Veloso passou a exercer ambos os postos, em simultâneo com o cargo de engenheiro na capitania pernambucana.

Carreira

Diogo da Silveira Veloso chegou ao Brasil entre 1702 e 1703. Como capitão engenheiro fixou residência no Rio de Janeiro durante três anos e meio. Não seguiu para Montevideo. Em 1707, foi nomeado para ocupar o posto de capitão engenheiro de Pernambuco, vago pelo falecimento do engenheiro Luís Francisco Pimentel dois anos antes. O cosmógrafo-mor do Reino, Manoel Pimentel, justificou a indicação de Diogo da Silveira Veloso para o cargo, “porque como hoje se desamparou a Colónia do Rio da Prata parecem escusados quatro Engenheiros no Rio de Jan.o que tantos são com o Diogo da Silveira Veloso[13]. Na ocasião, além de Silveira Veloso, prestavam serviços no Rio de Janeiro os engenheiros militares José Paes Esteves e Manuel de Mello de Castro[14].

No traslado para capitania pernambucana, naufragou na enseada do rio Vaza-Barris[15] tudo perdendo. Chegando em Recife pediu ajuda de custo, dentre outras razões, “para que se lhe compre alguns livros para estudo da arquitectura militar” e instrumentos. Justificou que seriam necessários para um engenheiro estabelecer uma aula e ensinar fortificação. A observação sugere sua intenção de lecionar arquitetura militar em Recife. Em 27 de janeiro de 1707, o Conselho Ultramarino apresenta consulta ao rei D. João V, sobre requerimento de ajuda de custo de Diogo da Silveira Veloso[9].

Os volumes requeridos revelam largo conhecimento da literatura especializada. Silveira Veloso solicitou “Um livro de Senos, Tangentes e Secantes”; uma dúzia do “Methodo Lusitanico” para mandar à “Bahia, Pernambuco e Angola”; “Um tomo de Zepeda em Castelhano também de Fortificação”; as obras de “Sebastião Frz [Fernandez] de Medrano em língua Castelhana”; um livro da “Escola de Pallas”; um “tomo de artilharia de Júlio Cesar Firrufino em língua Castelhana” e, na falta deste, outro da mesma matéria composto por S. F. de Gamboa também na "língua Castelhana”; e, dois tomos, em castelhano, de “Arte y Uso de Arquitetura por Fr. Laurencio de S. Nicolas”. Caso não fossem encontrados, serviriam os de “Sebastião Serlio de Architectura, traduzido de Italiano em Castelhano”. Também solicitou um livro de “milícia em Português composto por Luiz Mendes de Vasconcelos[16]. Em língua francesa, requereu as obras de Ozanam. Como instrumentos, solicitou “Um compasso, uma régua do tamanho de meio pé repartida em três p.tes iguais, um [sic] pantometro ou compasso de proporção com várias linhas riscadas nele” e “um semicírculo repartido em 180 graos”. Segundo Veloso, eram feitos em Paris por “um oficial que se chama Buterfield insigne artífice”, podendo igualmente ser encontrados na Inglaterra ou na Holanda. Os compassos de “meio palmo e três quarteis de palmo” eram executados com “g.de perfeição em Inglaterra e em Holanda, e valem baratos”. Dentre os lugares possíveis de aquisição dos livros e instrumentos, a propriedade com que Diogo da Silveira Veloso se refere aos locais de compra e valores das publicações na Holanda e Bélgica, sugere que o engenheiro conhecia os lugares de venda, possivelmente através de correspondência trocada entre profissionais da área [9].

Diogo da Silveira Veloso foi lente da Aula Militar de Pernambuco[17]. É de sua autoria Architectura Militar ou Fortificação Moderna. Dividida em duas partes, a primeira Iconográfica, a segunda Ortográfica. Escrita por Diogo da Sylveyra Vellozo, Tenente General da Artilharia na praça de Pernambuco. Anno Salutis 1743[13]; Geometria prática Tomo I, dividido em tres tratados escritos por Diogo da Sylveyra Vellozo – Ten. de Mestre de Campo G.al com exercício de engenheyro na praça de Pernambuco – 1669[18]; e, Opúsculos geométricos recopilados no presente volume por Diogo da Silveyra Vellozo Tenente General de Infantaria com exercício de Engenheyro na Praça de Pernambuco, anno 1743[19].

Em 1709, Diogo da Silveira Veloso fora mandado à capitania do Ceará para examinar e desenhar fortificações[20]. Em outubro do mesmo ano, o governador da capitania de Pernambuco Sebastião de Castro e Caldas enviou planta da fortificação para ser analisada em Lisboa, pelo lente da Aula de Fortificação, Domingos Vieira[21], e pelo tenente general engenheiro Miguel Pereira da Costa[22]. O parecer do Concelho Ultramarino, apoiado nas considerações de ambos os profissionais, declarou a “pouca capacidade do capitão engenheiro (...) nos erros que notão na planta”, indicando a remoção do seu cargo e retorno “para este Reino”, onde teria “mais fácil emenda os seus erros e fazer-se mais hábil[23]. Silveira Veloso passa mais de um ano em Lisboa, nomeadamente, entre julho de 1710 e outubro de 1711[12].

Diogo da Silveira Veloso escreveu, em 1713, com visão técnico-científica de engenheiro militar, dois manuscritos sobre a vistoria de fortificações e “reductos” na capitania de Pernambuco e suas anexas: a Relação dos fortes e Reductos que se achão feytos na Cappitania de Pernambuco, estado em que estão e o que lhe faltava para se porem em sua ultima perfeição (1712) e a Relação dos fortes e Reductos que se achão feytos e se vão continuando nesta costa de Pernambuco e suas utilidades (1713). Os relatórios iluminam o trânsito do profissional nas capitanias do norte do Brasil, expondo suas obrigações e intervenções nas fortalezas do litoral. Em linhas gerais, descreviam a arquitetura, o programa, o estado das fortificações, apontava algum material usado nas construções, os problemas construtivos existentes e os relativos à implantação no sítio em que pudessem comprometer a defesa da costa[24].

As vistorias de Silveira Veloso reafirmam a importância das fortificações como estruturas de defesa da coroa portuguesa nas capitanias do norte do Brasil. Expõem largo panorama de suas atividades de campo como engenheiro, transparecendo amplo conhecimento de arquitetura militar e técnicas construtivas. Além de descrever os fortes e os redutos e informar sobre o estado das construções, os relatos assumem caráter propositivo, indicando soluções para os problemas de implantação e construtivos. Algumas das fortificações atendiam ao “Metodo Lusitanico[25].

Entre os anos de 1728 e 1729, Diogo da Silveira de Veloso ocupou o ofício de “cordeador e arruador” da cidade de Recife, capital da capitania de Pernambuco[26]. No mês de março de 1728, compôs junta com o tenente general engenheiro João de Macedo Corte Real e o capitão de artilharia engenheiro Francisco Mendes Paz, avaliando desenho da planta da Igreja de São Pedro dos Clérigos em Recife, capital da capitania de Pernambuco, elaborado pelo mestre pedreiro Manoel Pereira Jacome[27]. Em 1729, foi enviado a Lisboa para participar de Junta composta pelo engenheiro-mor do Reino Manuel de Azevedo Fortes, o brigadeiro João Massé e o coronel José da Silva Costa Paz, com intuito de discutir sobre o estado das fortificações do Recife[28].

Em carta de 5 de maio de 1735, quando o rei de Portugal lhe outorgou o posto de tenente general de infantaria com o exercício de engenheiro, fora apresentada, em linhas gerais, sua agenda de trabalho. Àquela altura, Silveira Veloso já servira a coroa por “quase trinta e um anos”, considerando-se o período entre Portugal, Rio de Janeiro e Pernambuco. Em Recife, nos vinte e três anos que trabalhara “com grande zêlo e atividade”, realizara “m.tas e repetidas jornadas” pelas capitanias do norte: fora ao Ceará duas vezes, “uma delas no descobrim.to de umas Minas de Ouro que se Supunha haver no Certão dos Icos mil e cinquenta Léguas por mar e terra com excessivo trabalho e discomodo”; serviu na capitania do Rio Grande uma vez, e, igualmente, na capitania do Pará, “antes de nela haver Capitão Engenheiro”; deslocou-se “cinco vezes a fortaleza de Tamandare q dista da praça do Recife Vinte e Cinco Léguas”; visitou algumas vezes à “fortaleza da barra de Itamaracá”, cinquenta e três vezes o “Forte do Pau Amarelo”, dezessete vezes o de “Nossa Senhora da Nazaré”, onze vezes o “Cabo de Santo Agostinho”, três vezes a “barra de Catuama” e o “Forte de Pitimbu”; e deslocou-se às vilas de Goiana e Igarassu, bem como aos povoados de Taquera, Ipojuca e Moribeca, com a incumbência de vistoriar e determinar obras de pontes e das capelas-mores das igrejas matrizes. O documento revela, ainda, que o engenheiro realizou serviços no Rio de Janeiro, foi à vila de São Paulo uma vez, duas vezes à de Santos e outra à “Ilha Grande em tempo que se achava invadida por uns piratas Franceses[29].

Em 1738, Silveira Veloso foi nomeado para construir fortificações na Ilha de Fernando de Noronha, após a expulsão dos franceses[30], e indicado pelo engenheiro-mor do reino, Manoel de Azevedo Fortes, para delinear a fortificação de Cabedelo na “Cidade da Paraíba[31]. Em 1740, deslocou-se três vezes à “Cidade da Parahiba”, mandado “pelo Governador de Pernambuco” com o intuito de desenhar “uma nova cidadela” para sua defesa[29]. Na ocasião fora empreendida intensa discursão sobre as razões da construção, o lugar de sua implantação, desenho, técnicas construtivas e materiais a serem utilizados[32]. O acirrado debate envolveu na capitania da Paraíba e de Pernambuco, o capitão-mor da Paraíba Pedro Monteiro de Macedo, o tenente general de infantaria e engenheiro Diogo da Silveira Veloso, o sargento mor de infantaria da capitania da Pernambuco com o exercício de engenheiro Luiz Xavier Bernardo e, em Lisboa, o brigadeiro de infantaria Manoel da Maia e o engenheiro-mor do reino Manuel de Azevedo Fortes.

Em 1750, o governador da capitania de Pernambuco, Luís José Correia de Sá, envia carta ao rei D. José I, indicando o capitão de artilharia, Jerónimo Mendes de Paz, para o posto de tenente-general daquela arma, vago por morte de Diogo da Silveira Veloso[33].

Invariavelmente, a documentação régia portuguesa relativas à capitania de Pernambuco conservada no Arquivo Histórico Ultramarino, expõe as repetidas e longas jornadas por terra realizadas por Diogo da Silveira Veloso, movimentando-se intensamente entre as capitanias do norte, conectando lugares remotos, difundindo e assimilando conhecimento, desempenhando funções diversas que iam desde vistorias, intervenções e elaboração de projetos de fortificações no litoral do nordeste do Brasil, à execução de pontes e obras em capelas mores de igrejas matrizes em núcleos urbanos do litoral pernambucano e paraibano; além de averiguar a existência de minas de ouro nos sertões dos Icós, capitania do Ceará.

Outras informações

Obras

Arquivo Histórico do Exército, Rio de Janeiro:

Cópia da segunda planta delineada pelo sargento mor e hoje tenente general da artilharia, Diogo da Silveira Velloso para se fortificar o bairro de Santo Antonio a qual vai segundo o original que me deu o Illmo e Exmo Sr. Governador e Capitão General Henrique Luis Pereira Freire Resende. 28 de Outubro de 1739. Assinada Luiz Xavier Bernardo. Copiado pelo Capitão D. de Araújo e Silva em 1869. Colorido, nanquim, tinta colorida, aquarela, com escala, papel canson, 108cm x 51,5cm. Arquivo Histórico do Exército - Brasil (AHEx). Cota: AHE 04.21.0110.


Arquivo Histórico Ultramarino:

Alfândega. Iconografia, ca. 1730. Real, João de Macedo Corte e Diogo da Silveira Veloso. [Planta do novo edifício da Alfândega de Pernambuco, no forte do Matos] / João de Macedo Corte Real, Diogo da Sylveyra Vellozo. - Escala [ca 1:300]. - [ca. 1730]. - 1 desenho técnico.: tinta ferrogálica, color.; 27,8 x 41,7 cm em folha 28,3 x 42,4 cm. Anexo ao documento, AHU_ACL_CU_015, cx. 41, d. 3684, 28 de novembro de 1730. Coleção Cartográfica c Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico Ultramarino, AHU_CARTm_015, d. 0894.

Aljube de Olinda. Iconografia. 1729. Barros, João do Rego, João de Macedo Corte Real, Diogo da Silveira Veloso. Planta para o Aljube que se pertende fazer na cidade de Olinda ... / Barros, João do Rego, João de Macedo Corte Real, Diogo da Silveira Veloso. - Escala [ca. 1:83] - 30 de Maio de 1729. - 1 desenho técnico: tinta ferrogálica, color.; 29,9 x 41,3cm em folha 31, 3 x 42 cm. Escala gráfica de 80 palmos [= 21, 2cm]. Aquarelado de cinza. Marca d'água. Anexo ao documento, AHU_ACL_CU_015, cx. 38, d. 3437. Coleção Cartográfica c Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico Ultramarino, AHUCARTm_015, d. 0892.

Forte Tamandare da Laje. Fortificação. ca. 1704. Veloso, Diogo da Silveira. [Planta de uma fortaleza a construir na Ilha de Lage para a defesa da barra do Rio de Janeiro] / Diogo da Syleyra Vellozo. - Escala [ca. 1:400]. - [ca. 1704]. - 1 desenho técnico.: tinta ferrogálica, color; 34,3 x 49,l cm em folha 35 x 49,2 cm. Coleção Cartográfica c Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico Ultramarino, AHU_CARTm_017, d. 1059/1059ª.

Recife. Mapa. ca. 1732. Real, João de Macedo Corte, m. 1734 & Veloso, Diogo da Silveira. [Planta da cidade de Recife, entre a Restinga de Olinda e o Forte do Matos] / João de Macedo Corte Real, Diogo da Sylveyra Vellozo. – Escala [ca.l:157?]. - [ca.1732] - 1 planta ms.: color, desenho a tinta ferrogálica; 41,7 x 57,3 cm em folha 42,2 x 58,2 cm[34].

Biblioteca da Ajuda:

Geometria pratica. Tomo I. Dividido em tres tractados, escrita por Diogo da Sylveyra Vellozo Tenente de Mestre de Campo General com exercicio de Engenheyro na praça de Pernambuco. Biblioteca da Ajuda. (1699). Biblioteca da Ajuda. Cota: 49 - II - 85.

Opusculo Geométrico recopilados no presente volume por Diogo da Sylveyra Vellozo Tenente General de Infantaria com o exercício de Engenheiro da praça de Pernambuco. Anno de 1732. Biblioteca da Ajuda. Cota: 49 - II - 84.

Architectura militar ou Fortificação moderna. Dividida em duas partes, a primeira Ignografica, a segunda Orthographica. Escrita por Diogo da Sylveyra Velloso. Tenente general da artelharia na praça de Pernambuco. Anno Salutis 1743. Biblioteca da Ajuda. Cota: 49 - III - 3.


Outras referências:

1739 - Copea da primeira planta dilineada pelo Sargento Mor e hoje Tenente General da arthelharia Diogo da Sylveira Vellozo para se fortificar a Villa do Recife a qual vay 2º o original que me deu o Illmo. e Exmo. Sñor. Governador e Cappm. Gnal. Henrique Luís Preira Fre. Recife 28 de outubro de 1739. Luis Xavier Bernardo.

Notas

  1. Sobre Diogo da Silveira Veloso ver Veloso, Architectura Militar ou Fortificação Moderna; Viterbo (1988); Jucá Neto (2012).
  2. Esta data é referente ao batismo de Diogo da Silveira Veloso. Plataforma Geni. "Diogo da Silveira Veloso, I, Ten-General". Visualizado em 25 de Novembro, 2020.
  3. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_015, Cx. 71, D. 5962. Carta (2a via) do [Governador da capitania de Pernambuco], Luís José Correia de Sá, ao rei [D. José I], propondo o capitão de Artilharia, Jerônimo Mendes de Paz, para o posto de tenente-general da Artilharia, vago por morte de Diogo da Silveira Veloso. Recife, 23 de agosto de 1750.
  4. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_015, Cx. 40, D. 3644. Requerimento do sargento-mor e engenheiro da capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, o rei [D. João V], pedindo mercê de três Hábitos de Cristo, para três de suas filhas, com cinquenta mil reis de tença cada uma. [ant.] Lisboa, 11 de junho de 1730].
  5. Esta data é referente ao batismo de Diogo da Silveira Veloso. Plataforma Geni. "Diogo da Silveira Veloso, I, Ten-General". Visualizado em 25 de Novembro, 2020; Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_015, Cx. 97, D. 7586. Requerimento de Inácia Margarida da Silveira, Maria Antonia da Silveira e Josefa Antonia da Silveira, filhas do tenente de Artilharia, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. José I], pedindo licença para se transportarem à Corte para serem religiosas. [[ant.] Recife, 6 de outubro de 1761].
  6. Ribeiro, "A formação dos engenheiros militares: Azevedo Fortes", 169.
  7. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Registro Geral de Mercês, Mercês de D. João V, lv. 12, fl. 193, Diogo da Silveira Veloso, PT/TT/RGM/C/OO12/33757. Carta patente de Tenente General de Artilharia; Veloso, Architectura Militar ou Fortificação Moderna.
  8. O documento encontra-se transcrito por Viterbo (1988), 132.
  9. 9,0 9,1 9,2 Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_015, Cx. 22, D. 2030. Consulta do Conselho Ultramarino ao rei D. João V, sobre o requerimento do Capitão engenheiro Diogo da Silveira Veloso, pedindo ajuda de custo. Lisboa, 27 de janeiro de 1707.
  10. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. João V, liv. 58, fl. 80, Diogo da Silveira Veloso, PT/TT/CHR/T/OO1/OO58. Carta patente do posto de Sargento-mor Engenheiro, ad honorem, ficando com a mesma incumbência de Capitão Engenheiro na capitania de Pernambuco. 11 de Setembro de 1720.
  11. Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. João V, liv. 76, fl. 357, Diogo da Silveira Veloso, PT/TT/CHR/T/001/0076. Carta patente do posto de Tenente General de Infantaria com exercício de Engenheiro da Praça de Pernambuco. 5 de Maio de 1730.
  12. 12,0 12,1 Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_015, cx. 48, d. 4289. Parecer do Conselho Ultramarino sobre a nomeação de Diogo da Silveira Veloso para o posto de tenente-general de Artilharia, vago por falecimento de João de Macedo Corte Real. Lisboa, 7 de março de 1735.
  13. 13,0 13,1 Biblioteca da Ajuda, 49 – III – 3. Architectura Militar ou Fortificação Moderna. Dividida em duas partes, a primeira Iconográfica, a segunda Ortográfica. Escrita por Diogo da Sylveyra Vellozo, Tenente General da Artilharia na praça de Pernambuco. Anno Salutis 1743; Oliveira assevera que Arquitectura Militar ou Fortificação Moderna,saiu, provavelmente de apostilas dos alunos da aula militar do Recife e procura ser extremamente didático, montando as suas argumentações de maneira metódica e incluindo escólios destacados, quando se fazia necessário e, obviamente, muitos desenhos”. Acrescenta que o texto “esbanja erudição e demonstra a boa preparação dos engenheiros militares”. Ver Veloso, Architectura Militar ou Fortificação Moderna, 11.
  14. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Conselho Ultramarino, Brasil, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_017-1, cx. 14, doc. 2777 (1).
  15. O rio Vaza Barris desagua na cidade de Aracaju, no Estado de Sergipe, nordeste do Brasil.
  16. Sobre Luiz Mendes de Vasconcelos, ver Conceição, Da cidade e fortificação em textos portugueses, 261-268.
  17. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 55. d. 4761. Carta do [governador da capitania de Pernambuco], Henrique Luís Pereira Freire da Andrada, ao rei [D. João V], sobre a necessidade de aulas de engenheiros e partidistas, como houve no tempo de tenente João de Macedo, sucedido por Diogo da Silveira Veloso, e a este, Luis Xavier Bernardo, ora incapazes ou sem disponibilidade de tempo para aquele exercício, sendo necessário um engenheiro que assista às fortificações e ministre aulas. Recife, 24 de novembro de 1739.
  18. Biblioteca da Ajuda, 40 - II - 85. Diogo da Silveira Veloso, Geometria prática Tomo I, dividido em tres tratados escritos por Diogo da Sylveyra Vellozo – Ten. de Mestre de Campo G.al com exercício de engenheyro na praça de Pernambuco. 1669.
  19. Biblioteca da Ajuda, 49 - II - 84. Opúsculos geométricos recopilados no presente volume por Diogo da Silveyra Vellozo Tenente General de Infantaria com exercício de Engenheyro na Praça de Pernambuco, anno 1743.
  20. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, AHU_ACL_CU_ Consultas de Pernambuco, Códice 265, fls. 217 e 217v.. Parecer do Conselho Ultramarino, sobre a defesa da capitania do Ceará; recomendando que se conceda ajuda de custo ao engenheiro Diogo da Silveira Veloso pela ida e volta ao Ceará; e propondo que se revogue a disposição que concede aos engenheiros de Pernambuco os emolumentos de um por cento pelas medições. Lisboa, 19 de setembro de 1709.
  21. Sobre Domingos Vieira, ver Sepúlveda, Historia organica e politica do Exercito Português, 8:672.
  22. Ver Sepúlveda, Historia organica e politica do Exercito Português, 8:216-210; Viterbo, Expedições Científico-Militares enviadas ao Brasil, 119-122.
  23. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_Consultas de Pernambuco, Códice 265, fl. 225. Com a planta incluza da fortificação do Seará q’ Remeteo o Gov.or de Pernambuco feita p.lo engenheyro Diogo da Silveira Velloso [e é mandar q’ se notavão e vão os papeis e informações.
  24. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 25, d. 2314. Carta (2a via) do [governador da capitania de Pernambuco], Félix José Machado [de Mendonça Eça Castro e Vasconcelos], ao rei [D. João V], sobre a ordem para fortificar aquela capitania, a fim de evitar as invasões dos inimigos. Pernambuco, 15 de setembro de 1713. Ver Jucá Neto e Beserra, "Mobilidade e interconexões oceânicas: o engenheiro militar e o artífice".
  25. Pimentel, Método Lusitânico de Desenhar as Fortificações das Praças, 1003.
  26. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 39, d. 3501. Carta dos oficiais da câmara do recife ao rei [D. João V], sobre extinção do ofício de cordeador e arruador das ruas, na pessoa do sargento-mor e engenheiro Diogo da Silveira Veloso, passando seu salário para o senado, para ajuda nas suas despesas tendo em vista a falta de patrimônio do mesmo. Recife, 20 de julho de 1729.
  27. Ver Mello, "Manuel Ferreira Jácome. Arquiteto, juiz do ofício de pedreiro".
  28. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 39, d. 3541. Parecer da Junta [de engenheiros do Reino e da capitania de Pernambuco], Manoel de Azevedo Fortes, João Massé, José da Silva Paes e Diogo da Silveira Veloso, ao Rei [D. João V], sobre as obras das fortificações da dita capitania, [Cidadela do Recife] e fortes Brum, Santo Antônio dos Coqueiros, Nazaré e Quarteis de Olinda. Lisboa, 17 de novembro de 1729.
  29. 29,0 29,1 Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU­_015, cx. 64, d. 5464. Requerimento do tenente-general da Artilharia da capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. João V], pedindo para juntar este requerimento aos outros papéis que se encontram no Conselho Ultramarino, a fim de receber remuneração de seus serviços para repartir entre seus quatro filhos. Anexos: 14 docs. [[ant.] 31 de outubro de 1746].
  30. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_O15, cx. 53, d. 4635. Requerimento do tenente general da Artilharia e engenheiro na capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. João V], pedindo como ajuda de custo, o soldo dobrado de todo o tempo em que esteve na ilha de Fernando de Noronha, no trabalho de sua fortificação, e na Paraíba onde foi desenhar uma nova fortaleza. [[ant. 7 de fevereiro de 1739].
  31. Sobre as circunstâncias que levaram o engenheiro Diogo da Silveira Veloso, em uma de suas idas, à Paraíba ver Moura Filha, "Discussões técnicas em torno do sistema defensivo da Paraíba". A carta de Manoel Azevedo Fortes indicando Diogo da Silveira Veloso encontra-se anexa ao documento: Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_014, cx. 10, d. 799. Carta do capitão-mor da Paraíba, Pedro Monteiro de Macedo, ao rei [D. João V], sobre a construção de uma cidadela de faxina e estacas, ou de saibro e barro a pilão, em um pontal próximo à cidade de Nossa Senhora das neves, para servir de freios aos moradores como para dividir as munições, que se encontram na fortaleza de Santa Catarina do Cabedelo. Anexo: 2 docs (AHU-Paraíba, mç. 6). Paraíba, 23 de Abril de 1736.
  32. Moura Filha, "Discussões técnicas em torno do sistema defensivo da Paraíba".
  33. Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 48, d. 4289. Carta (2a via) do [Governador da capitania de Pernambuco], Luís José Correia de Sá, ao rei [D. José I], propondo o capitão de Artilharia, Jerônimo Mendes de Paz, para o posto de tenente-general da Artilharia, vago por morte de Diogo da Silveira Veloso. Lisboa, 7 de março de 1735.
  34. Ver Arquivo Histórico Ultramarino, Coleção Cartográfica c Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico Ultramarino, ACL_CU_015, cx. 15, d. 4617. 14 de novembro de 1738; AHU_CARTrn_015, d. 0895.

Fontes

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_014, cx. 10, d. 799. Carta do capitão-mor da Paraíba, Pedro Monteiro de Macedo, ao rei [D. João V], sobre a construção de uma cidadela de faxina e estacas, ou de saibro e barro a pilão, em um pontal próximo à cidade de Nossa Senhora das neves, para servir de freios aos moradores como para dividir as munições, que se encontram na fortaleza de Santa Catarina do Cabedelo. Anexo: 2 docs (AHU-Paraíba, mç. 6). Paraíba, 23 de Abril de 1736.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 22, d. 2030. Consulta do Conselho Ultramarino ao rei D. João V, sobre o requerimento do Capitão engenheiro Diogo da Silveira Veloso, pedindo ajuda de custo. Lisboa, 27 de janeiro de 1707.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 25, d. 2314. Carta (2a via) do [governador da capitania de Pernambuco], Félix José Machado [de Mendonça Eça Castro e Vasconcelos], ao rei [D. João V], sobre a ordem para fortificar aquela capitania, a fim de evitar as invasões dos inimigos. Pernambuco, 15 de setembro de 1713.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 39, d. 3501. Carta dos oficiais da câmara do recife ao rei [D. João V], sobre extinção do ofício de cordeador e arruador das ruas, na pessoa do sargento-mor e engenheiro Diogo da Silveira Veloso, passando seu salário para o senado, para ajuda nas suas despesas tendo em vista a falta de patrimônio do mesmo. Recife, 20 de julho de 1729.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 39, d. 3541. Parecer da Junta [de engenheiros do Reino e da capitania de Pernambuco], Manoel de Azevedo Fortes, João Massé, José da Silva Paes e Diogo da Silveira Veloso, ao Rei [D. João V], sobre as obras das fortificações da dita capitania, [Cidadela do Recife] e fortes Brum, Santo Antônio dos Coqueiros, Nazaré e Quarteis de Olinda. Lisboa, 17 de novembro de 1729.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 40, d. 3644. Requerimento do sargento-mor e engenheiro da capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, o rei [D. João V], pedindo mercê de três Hábitos de Cristo, para três de suas filhas, com cinquenta mil reis de tença cada uma. [[ant.] Lisboa, 11 de junho de 1730].

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 48, d. 4289. Carta (2a via) do [Governador da capitania de Pernambuco], Luís José Correia de Sá, ao rei [D. José I], propondo o capitão de Artilharia, Jerônimo Mendes de Paz, para o posto de tenente-general da Artilharia, vago por morte de Diogo da Silveira Veloso. Lisboa, 7 de março de 1735.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 48, d. 4289. Parecer do Conselho Ultramarino sobre a nomeação de Diogo da Silveira Veloso para o posto de tenente-general de Artilharia, vago por falecimento de João de Macedo Corte Real. Lisboa, 7 de março de 1735.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 53, d. 4635. Requerimento do tenente general da Artilharia e engenheiro na capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. João V], pedindo como ajuda de custo, o soldo dobrado de todo o tempo em que esteve na ilha de Fernando de Noronha, no trabalho de sua fortificação, e na Paraíba onde foi desenhar uma nova fortaleza. [[ant. 7 de fevereiro de 1739].

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 55. d. 4761. Carta do [governador da capitania de Pernambuco], Henrique Luís Pereira Freire da Andrada, ao rei [D. João V], sobre a necessidade de aulas de engenheiros e partidistas, como houve no tempo de tenente João de Macedo, sucedido por Diogo da Silveira Veloso, e a este, Luis Xavier Bernardo, ora incapazes ou sem disponibilidade de tempo para aquele exercício, sendo necessário um engenheiro que assista às fortificações e ministre aulas. Recife, 24 de novembro de 1739.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU­_015, cx. 64, d. 5464. Requerimento do tenente-general da Artilharia da capitania de Pernambuco, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. João V], pedindo para juntar este requerimento aos outros papéis que se encontram no Conselho Ultramarino, a fim de receber remuneração de seus serviços para repartir entre seus quatro filhos. Anexos: 14 docs. [[ant.] 31 de outubro de 1746].

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 71, d. 5962. Carta (2a via) do [Governador da capitania de Pernambuco], Luís José Correia de Sá, ao rei [D. José I], propondo o capitão de Artilharia, Jerônimo Mendes de Paz, para o posto de tenente-general da Artilharia, vago por morte de Diogo da Silveira Veloso. Recife, 23 de agosto de 1750.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_015, cx. 97, d. 7586. Requerimento de Inácia Margarida da Silveira, Maria Antonia da Silveira e Josefa Antonia da Silveira, filhas do tenente de Artilharia, Diogo da Silveira Veloso, ao rei [D. José I], pedindo licença para se transportarem à Corte para serem religiosas. [[ant.] Recife, 6 de outubro de 1761].

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Conselho Ultramarino, Brasil, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_017-1, cx. 14, doc. 2777 (1).

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_ Consultas de Pernambuco, Códice 265, fls. 217 e 217v.. Parecer do Conselho Ultramarino, sobre a defesa da capitania do Ceará; recomendando que se conceda ajuda de custo ao engenheiro Diogo da Silveira Veloso pela ida e volta ao Ceará; e propondo que se revogue a disposição que concede aos engenheiros de Pernambuco os emolumentos de um por cento pelas medições. Lisboa, 19 de setembro de 1709.

Arquivo Histórico Ultramarino, Projeto Resgate, Documentos Manuscritos Avulsos de Pernambuco, ACL_CU_Consultas de Pernambuco, Códice 265, fl. 225. Com a planta incluza da fortificação do Seará q’ Remeteo o Gov.or de Pernambuco feita p.lo engenheyro Diogo da Silveira Velloso [e é mandar q’ se notavão e vão os papeis e informações.

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Autor(es) do artigo

Clovis Ramiro Jucá Neto

Departamento de Arquitetura e Urbanismo e Design (DAUD), Universidade Federal do Ceará (UFC).

https://orcid.org/0000-0002-8424-1527

Financiamento

Fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto TechNetEMPIRE | Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português (1647-1871) PTDC/ART-DAQ/31959/2017

DOI

https://doi.org/10.34619/juju-lwit

Citar este artigo

Jucá Neto, Clovis Ramiro. "Diogo da Silveira Veloso", in eViterbo. Lisboa: CHAM - Centro de Humanidades, FCSH, Universidade Nova de Lisboa, 2022. (última modificação: 18/03/2024). Consultado a 24 de junho de 2024, em https://eviterbo.fcsh.unl.pt/wiki/Diogo_da_Silveira_Veloso. DOI: https://doi.org/10.34619/juju-lwit